quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Recruta em Tavira.
Este pelotão de recruta de futuros oficiais e sargentos em Tavira, também têm todo o direito de ser destacado neste blog, porque dois militares estiveram muito próximo de mim...Já falei aqui do nosso Ex Aferes Emanuel Fronteira , responsável pelo reabastecimento de alimentos, ás tropas em todo o nosso sector,e também do sargento que faleceu as portas do Tôto num aparatoso acidente de viação,e era da companhia de caçadores 1493 colocada no Inga.e que de muito perto assisti a sua autópsia, e no blog tenho uma foto a justificar, um trabalho publicado,que mostro no cemitério...
Bem o primeiro militar do lado esquerdo da fila, de pé é o Ex Aferes Emanuel, e o militar de óculos escuros foi o senhor com o posto de sarzento que faleceu no acidente, e ao seu lado o Ex-Alferes Cravidão que também faleceu em combate na Guiné.
Bem o primeiro militar do lado esquerdo da fila, de pé é o Ex Aferes Emanuel, e o militar de óculos escuros foi o senhor com o posto de sarzento que faleceu no acidente, e ao seu lado o Ex-Alferes Cravidão que também faleceu em combate na Guiné.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Vista do Toto
Esta foto mostra-nos uma parte daquilo que considera-vamos o toto, e foi feita da parte norte para sul tentando mostrar toda a aérea de civil e parte militar,e aqui mesmo nas primeiras habitações era um lugar aonde morava o Alferes Ferrajota, comandante do primeiro grupo de combate, também o tenente Médico da companhia doutor Alonso,um civil e o posto de correio.Moravam aqui dois oficiais da companhia pelo facto de se fazerem acompanhar das respectivas esposas, os restantes militares, e oficiais pernoitavam dentro do quartel.Dentro deste quartel era composto pela companhia de caçadores 1494,cerca de 160 militares, o pelotão do Pad, oficinas,dirigido por um graduado posto de tenente, e o pelotão de manutenção comandado pelo Alferes Miliciano Emanuel, que sobre os seus ombros havia a responsabilidade de fornecer alimentos ás companhias desde de Vila Nova de Caipemba, Vale de Loge, Inga Bembe, Lucunga,Quimaria etc... O pelotão do Pad, oficinas existia a responsável pelo arranjo das viaturas das mesmas companhias que já descrevi...Por aqui, além dos militares pouco movimento existia, porque na guerra não nos pode-amos ausentar para longe devido a por em perigo a nossa própria vida, e além de fazermos um passeio a sanzala, ou ao aeródromo...O movimento quando existia, era quando chegavam os carros civis carregados de mantimentos para reabastecer todas estas companhias, e neste local se fazia a distribuição a medida que cada companhia tinha necessidade...Por isso a justificação da manutenção... Esta foto que publico no blog são da autoria do Ex- Alferes Emanuel que teve a gentileza de mas enviar...
domingo, 31 de janeiro de 2010
Vivenda de Toldes.
Num deserto entre vales e montes em algures no norte de Angola,muito próximo do vale do rio Loge de matas densas rodeando o mesmo rio, e planíces, entre um ou outro lugar ocupado por um ou outro crocodilo que o rio continha, aproveitei esta única árvore no cimo de um monte aonde permanecemos alguns meses seguidos, e eu baseado no meu conhecimento geral comuniquei ao comando deste grupo de combate o montar atenda,(VIVENDA)debaixo de uma frágil árvore, desculpando-me que era para manter os medicamentos a sombra...Também era:
Éramos portadores de ricas regalias...Cinco toldes para nos abrigarmos, de um calor infernal, ou de uma forte trovoada, ou de uma valente manhã de nevoeiro, que se faz sentir neste clima tropical de Angola...
Estava sentado em cima de uma maca lendo um aerograma, mais conhecido por bate estradas chegado da metrópole.Também ao meu lado a bolsa de primeiros socorros, sempre disponível para qualquer serviço que fosse necessário...No cimo deste morro aproveitando a sua altitude,e devido a tanto tempo estarmos colocados nesta base avançada não deixa-vamos de nos divertirmos a noite em redor de uma fogueira cantando a senhora dos Matosinhos ou senhora da boa hora ensinai-nos os bons caminhos para sair-mos daqui para fora...
Éramos portadores de ricas regalias...Cinco toldes para nos abrigarmos, de um calor infernal, ou de uma forte trovoada, ou de uma valente manhã de nevoeiro, que se faz sentir neste clima tropical de Angola...
Estava sentado em cima de uma maca lendo um aerograma, mais conhecido por bate estradas chegado da metrópole.Também ao meu lado a bolsa de primeiros socorros, sempre disponível para qualquer serviço que fosse necessário...No cimo deste morro aproveitando a sua altitude,e devido a tanto tempo estarmos colocados nesta base avançada não deixa-vamos de nos divertirmos a noite em redor de uma fogueira cantando a senhora dos Matosinhos ou senhora da boa hora ensinai-nos os bons caminhos para sair-mos daqui para fora...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Tornamonos Amigos na Guerra.
Esta foto é mais um seguimento dos camaradas das parodias e dos petiscos de omolhetes com ovos, e este episódio vem do acampamento do (INGA), então temos aqui nesta foto os Rádio-telegrafista, no lado esquerdo o Viola, eu ao centro e no lado direito Também o radio-telegrafista Monteiro.Telegrafista eram os elementos que na gira do exercito trabalhavam em morse.Este era o sistema de comunicação que depois das mensagens recebidas tinham que ser traduzidas para a linguagem normal por um militar entendido na matéria, também um grande amigo meu o chifra, chifra pelo facto de de-chifrar as mensagens, e a mensagens mais bonita que de-chifrou foi sem duvida a que anunciou a nossa rendição, mas o seu verdadeiro nome era o Elias dali dos lados de Moscavíde.Lisboa.Ao Elias encontra-mo-nos há dois anos na Vila de Alenquer, deu-me um abraço tão forte que me iam partindo as costelas.Esta fotografia foi feita nas costas do posto rádio, ainda no TOTO.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Eram dois Jovens na Guerra.
No interior do aquartelamento, na parada no Tôto, no lado direito colegas sentados frente ao referido refeitório, mais a frente o prédio alto ao fundo era o prédio aonde os oficiais,dormiam, incluindo a messe deles, e o respectivo refeitório: Este monumento é da companhia de artilharia 739 que a companhia de caçadores 1494 veio render,da qual eu fiz parte,no mês de Janeiro do ano 1966, e que faziam parte do Batalhão de artilharia 741.No lado esquerdo do monumento e na foto está o meu amigo Fernando Pereira Gil, na altura com a especialidade de radio telegrafista, e presentemente morador em Rio Maior, e eu no lado direito da foto, e é com sentimento de amizade que nos encontros anuais do Batalhão matamos saudades sempre que nos encontramos...Além de partilharmos uma bela refeição fazendo-nos acompanhar das respectivas esposas.Este pressentimento de camaradagem, e amizade irá prolongar-se até ao fim dos nossos dias...
domingo, 24 de janeiro de 2010
Saídas
Lembro-me, naturalmente muito bem a saída deste quartel largo da parada de onde saíam os carros unimogues carregados de militares,vestidos de camafulado,arma G-3, metralhadoras de guerra, e munidos de rações de combate,(alimento)cantil de água, e com uma certa agilidade de que eram portadores na flor da idade, assim eram os nossos militares, de então...Destino só o oficial de comando das operações sabia o destino,não fosse algum intruso estragar o esquema...Rio( Loge)Rio Mabredg, ou outro lugar qualquer:Serra da cananga!Só a saída do quartel via-mos o rumo das viaturas...
Antes da saída do quartel o oficial perguntava, tudo em ordem?Então vamos continuar que se faz tarde...Todas as viaturas saíam em fila de uma a uma com alguns metros de intervalo, e na primeira viatura comanda por um sargento ou furriel, outras vezes mesmo o oficial geralmente Alferes de olhos bem abertos olhando para o trilho,e em todo o redor ,mesmo com a dificuldade que o capim e a mata serrada nos dificultava em vermos a longa distancia.
Cada um pensava para consigo mesmo, fazendo o sinal da cruz e olhando o céu...Qual será o meu destino no meio disto tudo? Esta casa de frente durante dezassete meses foi o nosso dormitório,e o meu quarto ficava virado para norte de onde se avistava o aeródromo militar do Tôto.Esta caixinha do lado direito da foto era o posto de rádio,(Transmissões)e dormiam aqui os quatro operadores da Especialidade,o Gil, o Viola,o Monteiro,e o Mestre, e ao centro da parada continuava flutuando a bandeira Portuguesa.
Antes da saída do quartel o oficial perguntava, tudo em ordem?Então vamos continuar que se faz tarde...Todas as viaturas saíam em fila de uma a uma com alguns metros de intervalo, e na primeira viatura comanda por um sargento ou furriel, outras vezes mesmo o oficial geralmente Alferes de olhos bem abertos olhando para o trilho,e em todo o redor ,mesmo com a dificuldade que o capim e a mata serrada nos dificultava em vermos a longa distancia.
Cada um pensava para consigo mesmo, fazendo o sinal da cruz e olhando o céu...Qual será o meu destino no meio disto tudo? Esta casa de frente durante dezassete meses foi o nosso dormitório,e o meu quarto ficava virado para norte de onde se avistava o aeródromo militar do Tôto.Esta caixinha do lado direito da foto era o posto de rádio,(Transmissões)e dormiam aqui os quatro operadores da Especialidade,o Gil, o Viola,o Monteiro,e o Mestre, e ao centro da parada continuava flutuando a bandeira Portuguesa.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Campo Militar do Grafanil Luanda
Chegado a Luanda a 27 de Janeiro do ano 1966,logo de seguida fomos levados para o campo militar do Grafanil, nos arredores da cidade de Luanda, e este campo era por donde passavam todos os militares chegados da metrópole, e donde partiam também para toda a Angola, depois de receberem as ordens do governador militar de Angola, e terminada a comissão também de regresso a metrópole.Neste campo militar existia sempre um forte movimento de militares como podem calcular existiam sempre Batalhões uns que chegavam outros que partiam...Neste local era-nos entregue o armamento com que ire-amos enfrentar o inimigo durante o tempo de toda a comissão...As melgas aqui no grafaníl quando nos apanhavam com a pele pouco bronzeada, quase nos queriam tratar de sugar o sangue que nos corria no corpo, ao ponto de nos incharam as mãos que nos causava um mal estar acompanhado de forte comissão.E esta foto como não poderia de deixar de ser...Foi a primeira foto feita em terras de Angola, eu sentado em cima de um Jeep willys do exercito.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Estagio de Curso
Continuando a dar seguimento a minha historia militar, publico mais uma foto eu no hospital militar principal em Lisboa a Estrela.Chegado a este hospital aqui continuei o estagio pratico, dando injecções, fazendo pensos, e um pouco de tudo que se relaciona-se com trabalho no tratamento de doentes, incluindo de quando em quando velas...Velas é um serviço durante a noite a uma determinada enfermaria. O estagio foi no serviço de urologia:
Findo o estagio rumei de novo para a cidade de castelo Branco, e desta vez o meu destino foi regimento de Cavalaria 8, aqui permaneci apenas duas semanas e de seguida logo fui mobilizado, e fui engrossar então o batalhão de caçadores1875 que já se encontrava formado em Abrantes no regimento Infantaria 2, e daqui então seguimos rumo para o embarque, em Lisboa.
Findo o estagio rumei de novo para a cidade de castelo Branco, e desta vez o meu destino foi regimento de Cavalaria 8, aqui permaneci apenas duas semanas e de seguida logo fui mobilizado, e fui engrossar então o batalhão de caçadores1875 que já se encontrava formado em Abrantes no regimento Infantaria 2, e daqui então seguimos rumo para o embarque, em Lisboa.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
No Regimento Serviço de Saúde Coimbra.
Terminado dois meses,o tempo de recruta em Caçadores 6, de seguida rumei a caminho da especialidade auxiliar de Enfermeiro, destino Regimento Serviço de Saúde na linda Cidade de Coimbra: Aqui continuamos com o curso da escola de cabos, obrigatoriamente a especialidade obrigava a este posto,e como tal continuamos com instrução de Infantaria tanto dentro do quartel como fora, e com iterativa preparação física...
Tinha-mos um Oficial Graduado com o posto de Tenente, como comando da instrução de infantaria, embora sendo ele portador de deficiência física, não se renegava a dar-nos ordens para corrermos a parada durante longos períodos: Quanto a parte relacionada com primeiros socorros já era ministrada em pavilhões tipo escola com cadeiras e mesas, e esta disciplina ministrada por oficiais com o curso de medicina, mas incluindo sempre parte de infantaria.
O regimento de serviço de saúde ficava situado na parte alta da cidade de Coimbra frente a penitenciária, e nas retaguarda do Penedo da saudade...Por aqui passei alguns momentos de belas recordações desta linda cidade de Coimbra,e com bonitos jardins...Nesta cidade permaneci até tirar a parte teórica da especialidade de enfermeiro.
Tinha-mos um Oficial Graduado com o posto de Tenente, como comando da instrução de infantaria, embora sendo ele portador de deficiência física, não se renegava a dar-nos ordens para corrermos a parada durante longos períodos: Quanto a parte relacionada com primeiros socorros já era ministrada em pavilhões tipo escola com cadeiras e mesas, e esta disciplina ministrada por oficiais com o curso de medicina, mas incluindo sempre parte de infantaria.
O regimento de serviço de saúde ficava situado na parte alta da cidade de Coimbra frente a penitenciária, e nas retaguarda do Penedo da saudade...Por aqui passei alguns momentos de belas recordações desta linda cidade de Coimbra,e com bonitos jardins...Nesta cidade permaneci até tirar a parte teórica da especialidade de enfermeiro.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Principio de Militar.
O inicio de um Militar ao serviço do exercito Portugues.
Decorria o ano de 1965, 3 de Maio, e como recruta no Batalhão de Caçadores 6 Castelo Branco,esta foi seguramente a segunda foto feita a um jovem que não entendia, e muito menos percebia qualquer coisa relacionada com tropa, e como alguém se prontificou a disparar a máquina, afim de querer ganhar alguns escudos na altura moeda corrente.
Foram dois meses de iterativo esforço para aprendermos postos dos militares, e como se montada e desmontava uma arma ou uma granada e ainda preparação física...Tudo relacionado com uma aprendizagem obrigatória que tinamos de aprender naqueles dois meses...O (macaco) peça de roupa que vestia-mos era grandíssimo o que nos facilitava os movimentos físicos...As botas, demasiado grandes uma quase dava para calçar dois pés, e se quis umas mais pequenas e que se adaptassem ao meu pé tive que as trocar a troco de dinheiro com alguém que se mostrou interessado:Ao ombro ainda com a velhinha espingarda Mauser, e incluindo o capacete de aço.
Decorria o ano de 1965, 3 de Maio, e como recruta no Batalhão de Caçadores 6 Castelo Branco,esta foi seguramente a segunda foto feita a um jovem que não entendia, e muito menos percebia qualquer coisa relacionada com tropa, e como alguém se prontificou a disparar a máquina, afim de querer ganhar alguns escudos na altura moeda corrente.
Foram dois meses de iterativo esforço para aprendermos postos dos militares, e como se montada e desmontava uma arma ou uma granada e ainda preparação física...Tudo relacionado com uma aprendizagem obrigatória que tinamos de aprender naqueles dois meses...O (macaco) peça de roupa que vestia-mos era grandíssimo o que nos facilitava os movimentos físicos...As botas, demasiado grandes uma quase dava para calçar dois pés, e se quis umas mais pequenas e que se adaptassem ao meu pé tive que as trocar a troco de dinheiro com alguém que se mostrou interessado:Ao ombro ainda com a velhinha espingarda Mauser, e incluindo o capacete de aço.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Vivia na Mata
Apesar de estar na época Natalícia e voltando ao fundo do Baú, não poço deixar de trazer ao de cima a recuperação de alguém que provavelmente vivia nestas condições desde o estalar da guerra de 1961, em Angola. Seguramente isolado do mundo desde os primeiros momentos que as nossas tropas deram em fazer patrulhamentos por todo o norte de Angola...E como não foi muito distante do nosso acampamento, então creio ter-se mobilizado uma equipa de voluntários para tentarmos a procura do fulano que temos a oportunidade de ver junto às moradias! Desta vez a informação não falhou. E então dito isto temos na foto o soldado Caldas, Caldas por ser das CALDAS DA RAINHA, com a arma ao ombro, e em segundo plano o furriel Aguiar, com o seu feitio de bondoso, pensando e olhando para o indivíduo, mas que desgraça é esta...Em frente, o Alferes Borges homem de Coimbra e sempre atento às conversas, em seu redor, hoje meritíssimo Juiz, olhando para os pés do negro, e ao mesmo tempo que pensará ele? Revelação de miséria!...
Os soldados são do primeiro grupo de combate do alferes Ferrajota e o oficial aqui presente comandava o quarto grupo de combate, e o furriel Aguiar pertencia ao grupo de combate do Alferes Eleuterio, terceiro grupo de combate, a razão de uma mobilização à pressa.
Este indivíduo depois de recuperado, foi-lhe atribuída a tarefa de prestar serviço à cozinha militar, perante o olhar dos cozinheiros.
Os soldados são do primeiro grupo de combate do alferes Ferrajota e o oficial aqui presente comandava o quarto grupo de combate, e o furriel Aguiar pertencia ao grupo de combate do Alferes Eleuterio, terceiro grupo de combate, a razão de uma mobilização à pressa.
Este indivíduo depois de recuperado, foi-lhe atribuída a tarefa de prestar serviço à cozinha militar, perante o olhar dos cozinheiros.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Quartel do Inga
Subida e entrada para o acampamento do Inga, pelo lado norte, era a única via de acesso a este aquartelamento,e aqui terminamos a comissão de serviço militar obrigatório, algures no interior e norte de Angola.
Aqui éramos abastecidos de água de um rio que ficava a três Kms, desviado do quartel e para nossa segurança nesse lugar tinha-mos destacado noite e dia, uma secção de soldados, e onde existia uma ponte, e a água era transportada em depósitos de chapa, em cima das viaturas para o quartel, e esta operação repetia-se diariamente. No norte de Angola existiam muitos aquartelamentos deste feitio,estrutura de madeira, e com cobertura de folhas de chapa, autênticas estufas num clima tropical como o de Angola.
À entrada do quartel todos os dias era hasteada a bandeira Portuguesa num mastro, e sempre que se repetia a mudança de turno de cada grupo de combate. Foi uma companhia de militares sempre presente como tantas outras...Que linda cidade...Esta subida tinha seguramente um desnível de 80% por cento:
Aqui éramos abastecidos de água de um rio que ficava a três Kms, desviado do quartel e para nossa segurança nesse lugar tinha-mos destacado noite e dia, uma secção de soldados, e onde existia uma ponte, e a água era transportada em depósitos de chapa, em cima das viaturas para o quartel, e esta operação repetia-se diariamente. No norte de Angola existiam muitos aquartelamentos deste feitio,estrutura de madeira, e com cobertura de folhas de chapa, autênticas estufas num clima tropical como o de Angola.
À entrada do quartel todos os dias era hasteada a bandeira Portuguesa num mastro, e sempre que se repetia a mudança de turno de cada grupo de combate. Foi uma companhia de militares sempre presente como tantas outras...Que linda cidade...Esta subida tinha seguramente um desnível de 80% por cento:
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Noite de Natal.
No refeitório numa noite de Natal, o mesmo grupo de amigos compartilhámos, entre militares, longe das suas famílias, e alguns dos seus filhos. Neste grupo estão quatro graduados com o posto de sargentos, mas por isso não deixaram de correr para a mesa afim de ficarem na respectiva foto. Ainda me recordo perfeitamente do nome da maioria destes ex-militares que estão na foto, mas infelizmente alguns já partiram para a eternidade...
Como actor principal, eu ao centro com um copo na mão, e como tinha-mos que nos manter unidos como uma família, porque era a maneira mais adequada de vermos o tempo passar. E pelo que me recordo aqui nesta foto já estavá-mos seguramente com 20 meses de comissão...Comissão de guerra!Comissão de paz.
Na foto temos militares do serviço de saúde, militares de transmissões, e militares da cozinha.
Que bela camaradagem!...Houve comes e bebes, mas nada de copos a mais...Mantivemos sempre o alerta...
Como actor principal, eu ao centro com um copo na mão, e como tinha-mos que nos manter unidos como uma família, porque era a maneira mais adequada de vermos o tempo passar. E pelo que me recordo aqui nesta foto já estavá-mos seguramente com 20 meses de comissão...Comissão de guerra!Comissão de paz.
Na foto temos militares do serviço de saúde, militares de transmissões, e militares da cozinha.
Que bela camaradagem!...Houve comes e bebes, mas nada de copos a mais...Mantivemos sempre o alerta...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Feliz Natal.
Decorria o ano de 1966,1967, e em África, no interior da guerra já havia uma ou outra máquina fotográfica e já se trabalhava assim, fotos a preto e branco, muito poucos fotógrafos e esta foto foi tirada por um fotógrafo amador tal e qual como está...Mostra precisamente um passarinho pousado numa pernada da árvore que dá o famoso café, e no norte de Angola, a partir de Luanda até a fronteira com o Congo, eram e são abundantes em fazendas de café, e quem por lá pisou aqueles terrenos sabe perfeitamente que é assim, foram muitos milhares de militares deste pequeno País que deu a juventude que por aquelas bandas pisaram muita lama, passaram fome, sede e derramaram lágrimas, e sangue...Para todos os visitantes dos meus Blogs deixo esta mesma mensagem que há quarenta e três anos saiu do norte de Angola, com destino a Metrópole para os meus familiares e amigos desejando a todos um feliz Natal e próspero Ano Novo...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Grupo de Soldados no Mato.
Mais um grupo de soldados no meio de uma mata em algures no Norte de Angola. E no primeiro plano da esquerda para a direita: o soldado condutor Ilídio Carrajola, segundo de tronco nu o Luís soldado condutor, que nos viémos a encontrar na vida civil, ambos trabalhando na mesma empresa em Lisboa. O Luís pertenceu ao pelotão da manutenção colocado no Tôto e os restantes soldados todos da C.Caçadores 1494. Esta viatura unimogue foi dos últimos carros que utilizámos na guerra do Ultramar, e conhecidos pelos burros do mato pela sua capacidade de manobra, devido ao facto de serem estreitos e curtos, e faziam o mesmo efeitos dos grandes unimogues, e melhores que as barlietes para transporte de militares. Em qualquer circunstância de piso estavam praticamente utilizáveis em todo terreno, com uma facilidade de manobra,extraordinária...Unimogue viatura de transporte de militares nas guerras, de Angola, Guiné, e Mocâmbique.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Acampamento Lucunga.
No acampamento Lucunga, onde o meu grupo de combate, segundo pelotão, comandado pelo alferes miliciano, Tomé Macedo, permanecemos durante um mês, afim de guardarmos as instalações, porque a companhia que permanecia neste local creio ser 1495, foi destacada a participar numa grande operação em Nambuangongo... Aqui tive um doente, com uma apendicíte aguda que teve que ser evacuado, via aérea para o hospital de retaguarda na vila do Negage.
Eu numa secretária escrevendo para alguém da minha intimidade. Lucunga está bem visível no mapa.
Eu numa secretária escrevendo para alguém da minha intimidade. Lucunga está bem visível no mapa.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Psíco
Aqui temos mais um exemplo que os militares Portugueses, que não só faziam a guerra, como as populações eram acarinhadas, e dentro dos possíveis, eram assistidas na área da saúde. Esta foto mostra bem, o nosso relacionamento militar com as três crianças de tenra idade, juntamente com o ex-militar Ângelo...Elas sempre que necessitassem eram assistidas no interior do nosso aquartelamento, posto de socorros, Tôto, assim como toda a população adulta...A menina do lado direito da foto foi portadora de uma grande infecção no joelho esquerdo, e quando chegou ao nosso posto de socorros já foi demasiado tarde, e como não havia melhoras foi-lhe amputada a perna, e creio ter sido no Hospital militar retaguarda Negage, para aí eram evacuados os doentes com mais gravidade.
Uma vez mais por aqui passou um fotógrafo que teve a gentileza de disparar a máquina fotográfica. Estas jovens se forem vivas devem ter hoje seguramente, a bonita idade de quarenta e nove anos. Esta assistência às populações eram diariamente repetidas. Por baixo da palavra Bémbe, a cerca de 20 e poucos Kms, está marcado o Tôto em letras muito pequenas. Todos estes nomes de Aldeias, ou Vilas ficaram para sempre gravadas na memória de muitos ex-militares, que por lá cumpriram serviço militar, e que derramaram, muito sangue, suor e lágrimas...
Uma vez mais por aqui passou um fotógrafo que teve a gentileza de disparar a máquina fotográfica. Estas jovens se forem vivas devem ter hoje seguramente, a bonita idade de quarenta e nove anos. Esta assistência às populações eram diariamente repetidas. Por baixo da palavra Bémbe, a cerca de 20 e poucos Kms, está marcado o Tôto em letras muito pequenas. Todos estes nomes de Aldeias, ou Vilas ficaram para sempre gravadas na memória de muitos ex-militares, que por lá cumpriram serviço militar, e que derramaram, muito sangue, suor e lágrimas...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Conjunto Músical
Quatro Músicos colocados na Companhia CSS, no Colonato do Vale de Lôge, e como guerra não é só Guerra, aqui temos um dos lados positivos para nos divertirmos, mesmo sendo só num ambiente de homens, se muito na plateia no Toto, que eu me recordo, simplesmente duas Senhoras de cor Branca...Claro só podiam ser esposas de oficiais: Lembro-me de os ver actuar uma única vez...
É verdade que foi um Sucesso, e se alguma vez mais actuaram que eu não assisti, é porque estaria, na mata à procura do inimigo...Neste ambiente também havia de vez em quando uma passagem de um filme,( cinema), vá lá que fosse uma vez por mês. Estas cenas do filme, passaram-se há quarenta e três anos...Esta foto foi cedida pelo amigo Albino Ferreira, do Porto, que também está na foto, e que era um dos elementos do conjunto musical. O nome de colonato é muito bonito, mas não imaginem, que fosse alguma coisa de especial, simplesmente mais um deserto mesmo a beirinha do rio Loge, e daí vem o nome de (VALE DO LOGE: Éra o que se chamava fazer a festa com a prata da casa.)
É verdade que foi um Sucesso, e se alguma vez mais actuaram que eu não assisti, é porque estaria, na mata à procura do inimigo...Neste ambiente também havia de vez em quando uma passagem de um filme,( cinema), vá lá que fosse uma vez por mês. Estas cenas do filme, passaram-se há quarenta e três anos...Esta foto foi cedida pelo amigo Albino Ferreira, do Porto, que também está na foto, e que era um dos elementos do conjunto musical. O nome de colonato é muito bonito, mas não imaginem, que fosse alguma coisa de especial, simplesmente mais um deserto mesmo a beirinha do rio Loge, e daí vem o nome de (VALE DO LOGE: Éra o que se chamava fazer a festa com a prata da casa.)
Ex- combatentes Penalizados
Ao considerar urgente e prioritária a diminuição do complemento de reforma dos ex-combatentes, o Governo, implicitamente, atribui-lhes responsabilidades na falência financeira do Estado. Atribuir o odioso da falência do Estado aos ex-combatentes, ilibando os corruptos, que com o apoio da impunidade oficial levaram o erário público à falência,é vergonhoso. É tempo de dizer basta. José V. Rodrigues, Boliqueime, Correio da Manhã 16/11/2009.
domingo, 15 de novembro de 2009
Placa
No monumento aos Combatentes foi ainda descerrada pelo ministro da Defesa uma placa com o nome de 53 comandos mortos na Guiné.
Etiquetas:
Correio da Manhã 15/11/2009
Condecorado
O Capitão de Abril major-general Carlos Camilo, falecido em Dezembro passado, recebeu a Gran Cruz de Mérito Militar a titulo postulo.
Três Militares
O bispo das Forças Armadas, D.Januário Torgal Mendes Ferreira, homenageou ontem os três militares recém-trasladados da Guiné- Bissau.
MINISTRO DA DEFESA HOMENAGEIA MILITARES
"LISBOA: AUGUSTO SANTOS SILVA PRESIDE A CELEBRAÇÃO MILITAR JUNTO À TORRE DE BELÉM.
LIGA DOS COMBATENTES, ARMISTÍCIO E FIM DA GUERRA DO ULTRAMAR ASSINALADA NA CERIMÓNIA
O novo ministro da defesa presidiu ontem, no monumento aos combatentes, no Forte do Sucesso, junto à torre de Belém, em Lisboa, a uma tripla cerimónia militar. Augusto Santos Silva assinalou os efeitos das forças Armadas ao longo dos séculos, num acto que marcou o encerramento das comemorações do 91-º aniversário do Armistício (que colocou um ponto final na 1ª Guerra Mundial), o 86-º aniversário da liga dos Combatentes e o 35º do fim da Guerra do Ultramar.
Os soldados mortos ao serviço da pátria, todos merecem momentos de reflexão, disse o membro do Governo, acrescentado que"o século X X foi duro a todos os níveis"a maior lição da História militar é que não existem guerras entre estados democráticos,"
Na presença dos chefes de Estados dos três ramos militares-Marinha, Força Aérea e Exercito-, Augusto Santos Silva, que se fez acompanhar do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos assuntos do Mar, Marcos Perestrello, quis prestar tributo aos cerca de um milhão de militares que estiveram no Ultramar. Homenageamos os esforços de todos, curvamo-nos perante os que morreram e apoiamos os ex-combatentes e os deficientes das Forças Armadas(...),combatentes somos todos ,pois não houve um Português que ficasse indiferente à guerra."
O ministro da Defesa destacou a partida, amanhã, da 7ª unidade de Engenharia para o Líbano, mas realçando que os" engenheiros da paz são todos os combatentes portugueses."
LIGA DOS COMBATENTES, ARMISTÍCIO E FIM DA GUERRA DO ULTRAMAR ASSINALADA NA CERIMÓNIA
O novo ministro da defesa presidiu ontem, no monumento aos combatentes, no Forte do Sucesso, junto à torre de Belém, em Lisboa, a uma tripla cerimónia militar. Augusto Santos Silva assinalou os efeitos das forças Armadas ao longo dos séculos, num acto que marcou o encerramento das comemorações do 91-º aniversário do Armistício (que colocou um ponto final na 1ª Guerra Mundial), o 86-º aniversário da liga dos Combatentes e o 35º do fim da Guerra do Ultramar.
Os soldados mortos ao serviço da pátria, todos merecem momentos de reflexão, disse o membro do Governo, acrescentado que"o século X X foi duro a todos os níveis"a maior lição da História militar é que não existem guerras entre estados democráticos,"
Na presença dos chefes de Estados dos três ramos militares-Marinha, Força Aérea e Exercito-, Augusto Santos Silva, que se fez acompanhar do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos assuntos do Mar, Marcos Perestrello, quis prestar tributo aos cerca de um milhão de militares que estiveram no Ultramar. Homenageamos os esforços de todos, curvamo-nos perante os que morreram e apoiamos os ex-combatentes e os deficientes das Forças Armadas(...),combatentes somos todos ,pois não houve um Português que ficasse indiferente à guerra."
O ministro da Defesa destacou a partida, amanhã, da 7ª unidade de Engenharia para o Líbano, mas realçando que os" engenheiros da paz são todos os combatentes portugueses."
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Correio da manhã 15.11.2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Quatro Militares Frente a Enfermaria
Esta foto foi feita no acampamento do TÔTO, mesmo frente ao posto de socorros. Em primeiro plano lado esquerdo, o Soldado Fernando,e em segundo plano, 1º cabo Enfermeiro Santos, e em terceiro 1º Cabo São João, que acabou de desempenhar a comissão como socorrista, e em último lado direito 1º cabo Enfermeiro Ângelo. O Fernando apesar de soldado, também terminou a comissão desempenhando a função como socorrista. A companhia de Caçadores 1494 como pessoal especializado, tinha como médico Doutor Duarte Reboredo M.S. Alonso Tenente Miliciano, e Furriel Miliciano Enfermeiro. Joaquim Monteiro, e os dois Cabos Enfermeiros. Neste local além de darmos assistência aos militares, também prestáva-mos assistência às populações civis...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Caderneta Militar.
Nesta Caderneta militar está todo o episódio relacionado com a nossa folha de serviço, desde a instrução do primeiro dia de tropa, até ao último dia que fomos militares, incluindo armas, com que fizemos fogo na recruta, e na especialidade, e as unidades por onde passámos. No seu interior têm todos os seus dizeres, desde comportamentos até aos castigos, e louvores se os houver, e condecorações...
Este regimento de Cavalaria oito foi em tempos na cidade de Castelo Branco, assim como o Batalhão de caçadores 6, e ambos conheci como militar! Hoje infelizmente, nada disto existe tudo foi passado a patacos...
Este regimento de Cavalaria oito foi em tempos na cidade de Castelo Branco, assim como o Batalhão de caçadores 6, e ambos conheci como militar! Hoje infelizmente, nada disto existe tudo foi passado a patacos...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Militares em Campanha.
Aqui numa base táctica próximo do rio Loge onde permanecemos semanas seguidas num espaço de tempo de três meses seguidos, e onde fizemos um protesto e abaixo assinado, de descontentamento, pela maneira como estavá-mos a ser alimentados, sob as ordens do Alferes Mil que nos dirigia. Na foto temos uma tenda de campismo, que nos servia de abrigo, dias seguidos durante a noite e durante o dia, quando lá permaneci-amos. Também um saco de batatas. Na mesma foto, estou eu aplicando uma injecção intramuscular na nádega de um soldado conhecido pelo alcunha Mouraria do primeiro grupo de combate, e afim de abrandar a infecção de um abcesso. Este jovem militar nunca se sentia triste e mostrando sempre boa disposição para com todos os camaradas de grupo. Quem não conhecia o Mouraria na Companhia 1494?
domingo, 1 de novembro de 2009
Carinho.
Nesta foto está o meu amigo Albino Ferreira conhecido pelo Porto. Este militar condutor, fazia parte do conjunto musical que a companhia CCS possuía, e que estava colocada no colonato do Vale de Loge, e donde saiam as ordens para as outras companhias 1493, 1494, e 1495,e além da guerra a moral dos militares, e à boa maneira Portuguesa, também, existia a parte do bom senso, e a boa amizade, e carinho para com as crianças, e aqui temos o exemplo do meu amigo...Esta é a face boa da guerra...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Descontentamento.
"Ex-combatentes Revoltados.
Quando um País não respeita os seus Ex-combatentes, está tudo dito. Nenhum País esquece os seus militares das ex-colónias. Mas em Portugal dão alguma, eis mesmo que este governo, dito socialista, ainda quer reduzir.Os ministros esquecem-se que os ex-combatentes têm a sua dignidade e que não precisam de esmolas. Precisam sim, é de apoios e de ser respeitados.
Carlos Sousa Domingos OLHÃO
Correio da manhã 30/10/2009"
Quando um País não respeita os seus Ex-combatentes, está tudo dito. Nenhum País esquece os seus militares das ex-colónias. Mas em Portugal dão alguma, eis mesmo que este governo, dito socialista, ainda quer reduzir.Os ministros esquecem-se que os ex-combatentes têm a sua dignidade e que não precisam de esmolas. Precisam sim, é de apoios e de ser respeitados.
Carlos Sousa Domingos OLHÃO
Correio da manhã 30/10/2009"
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Esta metralhadora ligeira, geralmente era utilizada em colunas militarizadas em deslocações, e em bases tácticas, e em cada coluna de carros, geralmente ia montada na segunda viatura, e também na viatura que circulava à retaguarda. Podia-mos utilizar esta arma duas ou três em cada saída, conforme a quantidade de carros que se deslocavam.
Montada em viaturas ligeiras, em cima de um tripé, fixo, e sempre e que estava estacionada, em bases estacionadas, mantinha-se montada em cima de um tripé fixo no chão.É uma arma com grande porte de fazer fogo, e para isso tinha que ser manuseada pelo apontador, e um auxiliar para carregar a mesma, carregamento de lâminas. Não me recordo quantos disparos faz por minuto,mas que era uma arma excelente é verdade!
No lado esquerdo, da arma pode verificar a lâmina carregada de munições. De momento não me lembro as munições que leva cada lâmina, depois de tantos anos a memória esqueceu.
Montada em viaturas ligeiras, em cima de um tripé, fixo, e sempre e que estava estacionada, em bases estacionadas, mantinha-se montada em cima de um tripé fixo no chão.É uma arma com grande porte de fazer fogo, e para isso tinha que ser manuseada pelo apontador, e um auxiliar para carregar a mesma, carregamento de lâminas. Não me recordo quantos disparos faz por minuto,mas que era uma arma excelente é verdade!
No lado esquerdo, da arma pode verificar a lâmina carregada de munições. De momento não me lembro as munições que leva cada lâmina, depois de tantos anos a memória esqueceu.
domingo, 25 de outubro de 2009
Desabafo de Um Ex-Comando.
O Jornal de notícias desta sexta feira publica na página 28 uma carta de Armando Sousa, Ex-combatente da guerra Colonial.
"Recebi o suplemento especial de pensão atribuído aos antigos combatentes na guerra colonial, por força de uma lei 3-de 2009, de 13 de Janeiro. O referido suplemento retira-me 35 euros e alguns cêntimos em relação ao ano anterior. Ao consultar essa mesma lei verifico que um (critério novo) foi adoptado, e numa escrita complicada, que nem os legisladores entenderão mas é esse, provavelmente o objectivo, pretende explicar-me...E limparam-me, (sete contos)na moeda antiga, com a maior das diplomacias...Aos Senhor Presidente da República, e Assembleia da República, Senhor Primeiro Ministro, demais ministros do último governo, apresento as minhas sinceras desculpas por ter combatido nas matas dos DEMBOS, e por força dessa minha atitude obrigar agora o País, suportado por lei votada pelos deputados da nação, ao supremo esforço de remunerar-me com cento e cinquenta euros anuais. Obrigo-me por isso, a ficar grato ao meu País por este reconhecimento. Na realidade, eu sempre pensei, enquanto Ex.combatente,que não valia nada, mas enganei-me...NOTA.Claro que estes Ursos governantes que nos governam, desconhecem essa história. A história que os pais deles lhes contaram, e foi o que fomos para lá beber cerveja. E nós combatentes aceitamos isso na sua maioria."
"Recebi o suplemento especial de pensão atribuído aos antigos combatentes na guerra colonial, por força de uma lei 3-de 2009, de 13 de Janeiro. O referido suplemento retira-me 35 euros e alguns cêntimos em relação ao ano anterior. Ao consultar essa mesma lei verifico que um (critério novo) foi adoptado, e numa escrita complicada, que nem os legisladores entenderão mas é esse, provavelmente o objectivo, pretende explicar-me...E limparam-me, (sete contos)na moeda antiga, com a maior das diplomacias...Aos Senhor Presidente da República, e Assembleia da República, Senhor Primeiro Ministro, demais ministros do último governo, apresento as minhas sinceras desculpas por ter combatido nas matas dos DEMBOS, e por força dessa minha atitude obrigar agora o País, suportado por lei votada pelos deputados da nação, ao supremo esforço de remunerar-me com cento e cinquenta euros anuais. Obrigo-me por isso, a ficar grato ao meu País por este reconhecimento. Na realidade, eu sempre pensei, enquanto Ex.combatente,que não valia nada, mas enganei-me...NOTA.Claro que estes Ursos governantes que nos governam, desconhecem essa história. A história que os pais deles lhes contaram, e foi o que fomos para lá beber cerveja. E nós combatentes aceitamos isso na sua maioria."
sábado, 24 de outubro de 2009
Projecto-Lei
Mota Soares do CDS-PP apresentou projecto,e propõe salvaguarda para as pensões. Entregou ontem um projecto-lei para impedir que as pensões de reforma baixem em 2010 num quadro de descida da inflação, propondo ainda uma alteração para aumentar os apoios aos ex-combatentes. Indexar o aumento das pensões à evolução do salário mínimo nacional é também um objectivo do CDS, que apresentará oportunamente um diploma nesse sentido, assegurou o líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Mota Soares. O diploma introduz uma claúsula de salvaguarda na lei que define a actualização das pensões, impondo que não podem diminuir o seu valor mesmo nos anos em que o Índice de Preços do consumidor for negativo. O CDS-PP quer ainda uma alteração nas actualizações do complemento especial e no suplemento especial de pensão dos (ex-combatentes) que recebem benefícios, que passariam a ser actualizados com a evolução da retribuição mínima garantida.C M
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Mapa Com Vila do Bembe e Toto
Clicando no mapa, abre, e é nos arredores do Toto e Vila do Bembe que eu falo nalguns comentários, e em algumas operações militares que fizemos nas margens do rio Mabridg, e rio Loge. Dois rios já consideráveis com algum potencial de corrente de água, e por aí passámos alguns maus momentos de extrema dureza...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Sua Opinião
Na condição de antigo combatente, recebo o Complemento Especial de Pensão.Em 2008,recebi 200,56 euros e este ano fui penalizado em 50,56 euros.Será que os ex-combatentes valem menos do que os militares que são aumentados em milhões ou será que as nossas migalhas vão servir para engordar mais as reformas dos pensionistas milionários deste país?JOÃO PALMA.Portimão
sábado, 17 de outubro de 2009
Os Gloriosos Militares
Estes Gloriosos Militares que vemos nas fotos, e que estão em primeiro plano, jovens, corajosos que foram. O Primeiro elemento conhecido pela alcunha de Snhaite, segundo lugar o socorrista, que neste, quarto grupo de combate dirigido pelo Alferes Borges, o Enfermeiro acompanhava sempre os primeiros homens da frente. Terceiro e quarto plano, o apontador da Bazuca, ou mais conhecida pelo cano da água, era uma arma extremamente eficaz para a época, que o inimigo tinha muito respeito, onde caia uma granada da respectiva abria um buraco respeitável. Este foi mais um dos momentos a considerar com muito sacrifício. Os Militares todos armados de metralhadora ligeira, G 3, fazendo tiro de rajada e tiro individual, ainda carregados com granadas para a bazuca, quatro carregadores à cintura, para a arma ligeira, e granadas defensivas dependuradas no cinto outros utilizavam os bolsos das camisas, duas granadas por bolso. Nestes patrulhamentos tinha-mos que ir bem fornecidos com tudo aquilo que fosse necessário para nossa defesa, incluindo rações de combate, e abrigo,incluindo cantil de água.
Ex-Combatentes Penalizados.
A diminuição do complemento de reforma dos Ex-combatentes é uma atitude prepotente e antipatriótica.Trata-se de uma falta de respeito para aqueles que com o risco da própria vida e com sangue derramado escreveram páginas da nossa história de Portugal em África. José R Rodrigues Boliqueime.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Alerta dos Ex-Combatentes
"Todos os Ex-combatentes deveriam de ter capacidade, e coragem e muita vontade para escrever o que passaram na guerra.
Quem sabe se isso ajudava a exorcizar alguns fantasmas. Felizardos de nós que temos acesso às novas tecnologias. Mas quando Ex-camaradas, que por fazerem da rua o seu abrigo nem uma refeição quente têm direito quanto mais a certos luxos. Porque é que passados que são, mais de trinta anos do final da guerra, nas escolas e nos manuais da História de Portugal não se fala na guerra colonial? Será vergonha? Ou simplesmente querem ignorar que houve mesmo uma guerra e onde morreram muitos jovens! Um forte abraço para todos os Ex-combatentes.
Jornal de Alpiarça
Mário Pereira"
Quem sabe se isso ajudava a exorcizar alguns fantasmas. Felizardos de nós que temos acesso às novas tecnologias. Mas quando Ex-camaradas, que por fazerem da rua o seu abrigo nem uma refeição quente têm direito quanto mais a certos luxos. Porque é que passados que são, mais de trinta anos do final da guerra, nas escolas e nos manuais da História de Portugal não se fala na guerra colonial? Será vergonha? Ou simplesmente querem ignorar que houve mesmo uma guerra e onde morreram muitos jovens! Um forte abraço para todos os Ex-combatentes.
Jornal de Alpiarça
Mário Pereira"
Ex- Combatentes.
Este Governo e outros que têm desgovernado este País não gostam dos EX-Militares que obrigatoriamente, combateram nas três frentes de batalha, Angola, Guiné, Moçambique, Índía, Timor, etc. Estes senhores governantes, sim o interesse deles era ver os Ex-combatentes (MORTOS) ou fora de Portugal... Lamentavelmente o governo de Portugal, e as maiorias que têm governado este País não gostam dos ex-combatentes, porque foram militares mal comportados, na maneira de eles ver...
Naturalmente porque não defenderam as colónias, até aos dias de hoje...O António de Santa Comba era faixo, estes senhores modernos que fazem as leis e as aplicam, e que tiram o pão da boca dos ex-combatentes são senhores democratas...De 150 euros que alguns ex-combatentes recebiam por ano tiraram metade a muitos dos ex-combatentes.
Estes governantes sabem é vender o património militar que resta para matar a fome aos ex-combatentes, e para os sustentar em lares! Por isso os ex-combatentes estão lustrosos e gordos, e passeiam-se pelo País e ruas de Lisboa, em máquinas de alta cilindrada, carros de luxo...Este são os governantes desde o 25 de Abril até aos dias de hoje...Mais bem dito dez-governantes deste País.
Naturalmente porque não defenderam as colónias, até aos dias de hoje...O António de Santa Comba era faixo, estes senhores modernos que fazem as leis e as aplicam, e que tiram o pão da boca dos ex-combatentes são senhores democratas...De 150 euros que alguns ex-combatentes recebiam por ano tiraram metade a muitos dos ex-combatentes.
Estes governantes sabem é vender o património militar que resta para matar a fome aos ex-combatentes, e para os sustentar em lares! Por isso os ex-combatentes estão lustrosos e gordos, e passeiam-se pelo País e ruas de Lisboa, em máquinas de alta cilindrada, carros de luxo...Este são os governantes desde o 25 de Abril até aos dias de hoje...Mais bem dito dez-governantes deste País.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Saiba Mais. Emigrantes
Cerca de quatro mil emigrantes não vão beneficiar da contagem do tempo de serviço militar por Portugal não ter convenções com Países como a Venezuela.
400 Mil Ex-combatentes têm direito a receber um suplemento de pensão.
1oo-M
de euros era,em 2008, a divida do Ministério da Defesa à segurança Social e à Caixa geral de Aposentações pelo pagamento dos suplementos de pensão.
Ana Patrícia Dias CM
400 Mil Ex-combatentes têm direito a receber um suplemento de pensão.
1oo-M
de euros era,em 2008, a divida do Ministério da Defesa à segurança Social e à Caixa geral de Aposentações pelo pagamento dos suplementos de pensão.
Ana Patrícia Dias CM
È Lamentável a Insensibilidade Social do Partido Socialista.
O Deputado do CDS-PP João Rebelo lamentou a insensibilidade social do PS ao cortar os suplementos de pensão dos ex-combatentes e garantiu que o seu partido vai exigir que a lei regresse à sua fórmula anterior.Segundo João Rebelo,com a lei que entrou em vigor este ano mais de 80 por cento dos ex-combatentes vão ter os seus suplementos reduzidos entre 30 a 50 por cento. Isto é lamentável,porque estamos a falar de pessoas que esperavam que lhes fosse feita justiça, são pessoas que vivem com dificuldades,sublinhou João Rebelo.O dirigente do CDS revelou ainda que o seu partido têm recebido muitas queixas por parte de ex-combatentes, que no início deste mês foram confrontados com o corte nos suplementos.
CORTES NOS SUPLEMENTOS:
HÁ UM SENTIMENTO DE INJUSTIÇA.
"O Presidente da associação dos Combatentes do Ultramar Português (ACUP)José Nunes, criticou ontem cortes nos suplementos de pensão dos ex-combatentes e alertou para o facto de muitos se sentirem injustiçados. É o caso dos antigos combatentes que prestaram serviço na Guiné.Foram combatentes que estiveram sujeitos a situações de maior perigosidade e num clima propício a doenças, mas cumpriram a sua missão,que no máximo durava 22 meses.E agora,mais de 95%não consegue receber o escalão máximo.Estes combatentes sentem-se injustíçados e revoltados, explicou ao CM José Nunes.Para o presidente da ACUP,o último escalão deveria ser atribuído aos militares que cumpriram a sua missão, independentemente do tempo prestado.
Face às queixas manifestadas,a Associação, revelou José Nunes,está a ponderar avançar com uma manifestação ou um baixo assinado, para que a lei seja alterada."
IN Correio da Manhã,Outubro 2009
"O Presidente da associação dos Combatentes do Ultramar Português (ACUP)José Nunes, criticou ontem cortes nos suplementos de pensão dos ex-combatentes e alertou para o facto de muitos se sentirem injustiçados. É o caso dos antigos combatentes que prestaram serviço na Guiné.Foram combatentes que estiveram sujeitos a situações de maior perigosidade e num clima propício a doenças, mas cumpriram a sua missão,que no máximo durava 22 meses.E agora,mais de 95%não consegue receber o escalão máximo.Estes combatentes sentem-se injustíçados e revoltados, explicou ao CM José Nunes.Para o presidente da ACUP,o último escalão deveria ser atribuído aos militares que cumpriram a sua missão, independentemente do tempo prestado.
Face às queixas manifestadas,a Associação, revelou José Nunes,está a ponderar avançar com uma manifestação ou um baixo assinado, para que a lei seja alterada."
IN Correio da Manhã,Outubro 2009
EX- Combatentes
NOVA LEI SUPLEMENTOS DÁ CHUVA DE PROTESTOS:
ANTIGOS COMBATENTES RECLAMAM JUNTO DAS ASSOCIAÇÕES E DO MINISTÉRIO DA DEFESA.
Milhares de antigos combatentes foram confrontados no início deste mês com a redução dos suplementos de pensão.Em causa está a entrada em vigor da nova lei que restringe o complemento a um montante máximo de 150 euros por ano.Inconformados com a situação,muitos ex-combatentes reclamaram junto do Ministério da Defesa e das associações.
Há uma chuva de cartas.Muitos combatentes foram apanhados de surpresa e sofreram reduções nos suplementos entre 50 a 70 euros ,afirma José Nunes, presidente da associação dos Combatentes do Ultramar.
O Ministério nega ter recebido qualquer queixa sobre o valor dos suplementos, mas José Nunes garantiu ao CM que contactou o Ministério,ainda que informalmente, para relatar o descontentamento dos antigos combatentes:Telefonei ao departamento de apoio aos antigos combatentes para reclamar da situação e disseram-me que estava a receber muitas queixas.Devido a constrangimentos financeiros,o Governo decidiu atribuir os suplementos com base no tempo de serviço.Por isso, criou três escalões:75 euros (até 11 meses)100 euros entre 12 e 23 meses);150 euros (mais 24 meses).Mas as alterações implicam segundo o CDS-PP,um corte drástico nos suplementos (ver caixa).O CM-questionou , sem sucesso, o Ministério sobre o número de ex-combatentes cujo suplemento foi reduzido.O Ministério sublinhou apenas que o universo de beneficiários aumenta substancialmente,e que o sistema é mais justo e financeiramente sustentável.Ministério sublinha que se trata de um sistema mais justo.
ANTIGOS COMBATENTES RECLAMAM JUNTO DAS ASSOCIAÇÕES E DO MINISTÉRIO DA DEFESA.
Milhares de antigos combatentes foram confrontados no início deste mês com a redução dos suplementos de pensão.Em causa está a entrada em vigor da nova lei que restringe o complemento a um montante máximo de 150 euros por ano.Inconformados com a situação,muitos ex-combatentes reclamaram junto do Ministério da Defesa e das associações.
Há uma chuva de cartas.Muitos combatentes foram apanhados de surpresa e sofreram reduções nos suplementos entre 50 a 70 euros ,afirma José Nunes, presidente da associação dos Combatentes do Ultramar.
O Ministério nega ter recebido qualquer queixa sobre o valor dos suplementos, mas José Nunes garantiu ao CM que contactou o Ministério,ainda que informalmente, para relatar o descontentamento dos antigos combatentes:Telefonei ao departamento de apoio aos antigos combatentes para reclamar da situação e disseram-me que estava a receber muitas queixas.Devido a constrangimentos financeiros,o Governo decidiu atribuir os suplementos com base no tempo de serviço.Por isso, criou três escalões:75 euros (até 11 meses)100 euros entre 12 e 23 meses);150 euros (mais 24 meses).Mas as alterações implicam segundo o CDS-PP,um corte drástico nos suplementos (ver caixa).O CM-questionou , sem sucesso, o Ministério sobre o número de ex-combatentes cujo suplemento foi reduzido.O Ministério sublinhou apenas que o universo de beneficiários aumenta substancialmente,e que o sistema é mais justo e financeiramente sustentável.Ministério sublinha que se trata de um sistema mais justo.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Monumento de Homenagem aos Combatentes.
Este monumento mesmo que simbólico foi feito de homenagem aos eis combatentes nas guerras Coloniais, em Afríca.Angola Guiné,Moçambique Etc.Está situado na Vila do Tortosendo mesmo junto, ao lado do lar de terceira idade,e aos Unidos Futebol Clube do Tortosendo, numa zona quase no centro da Vila:
Mesmo que simples está rodeado de umas valentes rochas de granito, tal como foram os soldados, naturais da Vila, que comigo partilharam, a guerra em Angola,de 1966 a 1968,sendo eles o Mário Carrola, do Casal da Serra,e o outro foi o Manecas, natural do Tortosendo.
Bonita paisagem,que as rochas tratadas com carinho, também acabam por dar vida à verdura.
Mesmo que simples está rodeado de umas valentes rochas de granito, tal como foram os soldados, naturais da Vila, que comigo partilharam, a guerra em Angola,de 1966 a 1968,sendo eles o Mário Carrola, do Casal da Serra,e o outro foi o Manecas, natural do Tortosendo.
Bonita paisagem,que as rochas tratadas com carinho, também acabam por dar vida à verdura.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Informação
Pena é, que muitos ex colegas que comigo participaram nesta guerra no Norte de Angola, poucos tenham acesso a estas mensagens de informação, porque nos convívios que todos os anos realizamos, vão faltando sempre alguns lamentavelmente.
E alguns que estão bem gravados nas nossas memórias porque nos brindavam sempre com a sua presença. Vão faltando, uns por motivos de distância, outros por motivo de saúde, e até por razões financeiras.
Esta é a razão de não ter mais colegas a participar com fotos, como foi o caso do amigo Albino Ferreira.
E alguns que estão bem gravados nas nossas memórias porque nos brindavam sempre com a sua presença. Vão faltando, uns por motivos de distância, outros por motivo de saúde, e até por razões financeiras.
Esta é a razão de não ter mais colegas a participar com fotos, como foi o caso do amigo Albino Ferreira.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Os Elementos do Conjunto
Deste meu camarada Albino recebi fotos que publiquei no blog, e uma delas mostra um grupo de quatro jovens músicos com os respectivos instrumentos da época, que faziam parte do elenco musical que a companhia CCS possuia. Um conjunto de músicos que nos alegraram em alguns momentos complicados, para eles o meu obrigado. Nesta foto ainda falta o acordeonista...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Bem haja Albino Ferreira
De um amigo de guerra do Porto, recebi seis fotos que apliquei no meu blog juntamente com as minhas, e como no álbum também nos diz que além da guerra, também existia a parte de convívio com alguns colonos essencialmente crianças, demonstra pois que os povos não querem guerra mas sim o carinho, a amizade, saúde, e alimentação.
Obrigado Albino Ferreira pelas fotos cedidas. Podes vê-las publicadas no blog.
Obrigado Albino Ferreira pelas fotos cedidas. Podes vê-las publicadas no blog.
domingo, 30 de agosto de 2009
EMOÇÕES
Em alguns momentos, enquanto escrevia as lembranças desta História no Blog, muitas das vezes me emocionei, recordando tempos há muito longínquos. Justamente há quarenta e cinco anos que estes acontecimentos se passaram, há bastante tempo. Mas não deixei de uma vez por outra, tocado pela emoção, de deixar cair uma lágrima pela face abaixo, e houve dois "posts" que me tocaram bastante no fundo da minha memória e no meu ser interior, porque vivi de perto aquilo aquilo que se passou há muitos anos.
O tempo apesar de longo tudo tráz, mas também não deixa de trazer o esquecimento. Enquanto houver vida há recordações.
Por isso quero com isto dizer de uma forma simples, que não foi fácil relembrar todos este "posts"...
O tempo apesar de longo tudo tráz, mas também não deixa de trazer o esquecimento. Enquanto houver vida há recordações.
Por isso quero com isto dizer de uma forma simples, que não foi fácil relembrar todos este "posts"...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
VAI À COZINHA
Estava de oficial dia, o Alferes dos Rangeres (TOMÉ MACEDO), Minhoto da Vila de AMARES, que já nos brindou com um convívio, e uma maravilhosa refeição na bonita vila de AMARES, e na altura presidente de Câmara. Brindou-nos, mas cada qual pagou o seu para tirar as dúvidas, mas o essencial é a camaradagem e amizade que nos liga todos os anos.
Pelo meu bom ser, um dia disse-me:"Angelo a partir de hoje passas a formar no meu Pelotão, segundo grupo de combate, e a partir daí assim foi. Em qualquer formatura formava neste mas nas saídas para o mato nem sempre era assim, saía com qualquer um.
Todos se davam bem.
Um dia no refeitório, cada mesa tinha 10 ou 12 militares, metade de cada lado da mesa. E nesse dia tocou-me a mim chefe de mesa, distribuir o comer por quantos estavam presentes: peixe com arroz, trazendo a travessa duas cabeças além das postas, e como não há carne sem osso, guardei uma cabeça para mim, a outra tinha que tocar a alguém. Ora dei-a ao parceiro que estava ao meu lado. Este não contente com o quinhão que lhe coube (CABEÇA) protestou. O Alferes apercebeu-se do reclamante perguntando "que se passa?" Contei-lhe a situação, e para apaziguar o faminto disse-lhe vai (à cozinha) buscar mais. E ele lá foi e trouxe mais. Por sinal, o Cabo cozinheiro da nossa companhia era do Orvalho, perto de São Vicente da B. Baixa, e o nome dele era ALEXANDRO.
Faziam um arroz que era uma maravilha.
Pelo meu bom ser, um dia disse-me:"Angelo a partir de hoje passas a formar no meu Pelotão, segundo grupo de combate, e a partir daí assim foi. Em qualquer formatura formava neste mas nas saídas para o mato nem sempre era assim, saía com qualquer um.
Todos se davam bem.
Um dia no refeitório, cada mesa tinha 10 ou 12 militares, metade de cada lado da mesa. E nesse dia tocou-me a mim chefe de mesa, distribuir o comer por quantos estavam presentes: peixe com arroz, trazendo a travessa duas cabeças além das postas, e como não há carne sem osso, guardei uma cabeça para mim, a outra tinha que tocar a alguém. Ora dei-a ao parceiro que estava ao meu lado. Este não contente com o quinhão que lhe coube (CABEÇA) protestou. O Alferes apercebeu-se do reclamante perguntando "que se passa?" Contei-lhe a situação, e para apaziguar o faminto disse-lhe vai (à cozinha) buscar mais. E ele lá foi e trouxe mais. Por sinal, o Cabo cozinheiro da nossa companhia era do Orvalho, perto de São Vicente da B. Baixa, e o nome dele era ALEXANDRO.
Faziam um arroz que era uma maravilha.
OS GOVERNANTES
Os governantes deste País, façam aquilo que fizerem nunca pagarão o justo valor a todos os ex-militares e famílias, que duma maneira ou de outra deram o máximo em prol de Portugal nas guerras coloniais, assim como na primeira e segundas guerras mundiais.
Somos um País pequeno, mas com um povo cheio de bravura, somos um povo destemido, e como destemido que somos acabámos por perder a guerra: Guerra injusta, das colónias que não eram nossas. A África pertence aos negros, porque o próprio clima condiz com a côr e características fisiológicas daqueles que lá habitam.
Fomos um povo prejudicado e com o sacrifício de treze anos de conflitos armados, porque os nossos governantes Fascistas assim o quiseram. Pena foi eles não estarem metidos directamente no combate, porque teriam sido abatidos pelos próprios militares que eles comandavam.
Angola é rica, mas o povo vivia na miséria.
Acredito permanentemente que o povo de Angola tenha sido bastante explorado, assim como o povo Português, a questão da revolta....Nada é eterno, neste mundo. E os Angolanos viviam na extrema pobreza, porque era um país onde se vendia a linha de costura ao metro... Em Portugal também havia muita miséria e muita fome, e mães com onze filhos para lhes dar de comer...Ninguém as ajudava, mas tiveram que dar os filhos para sustentar a guerra dos cromos deste Portugal. Será que ainda abundam alguns por aí?...É possível...
Somos um País pequeno, mas com um povo cheio de bravura, somos um povo destemido, e como destemido que somos acabámos por perder a guerra: Guerra injusta, das colónias que não eram nossas. A África pertence aos negros, porque o próprio clima condiz com a côr e características fisiológicas daqueles que lá habitam.
Fomos um povo prejudicado e com o sacrifício de treze anos de conflitos armados, porque os nossos governantes Fascistas assim o quiseram. Pena foi eles não estarem metidos directamente no combate, porque teriam sido abatidos pelos próprios militares que eles comandavam.
Angola é rica, mas o povo vivia na miséria.
Acredito permanentemente que o povo de Angola tenha sido bastante explorado, assim como o povo Português, a questão da revolta....Nada é eterno, neste mundo. E os Angolanos viviam na extrema pobreza, porque era um país onde se vendia a linha de costura ao metro... Em Portugal também havia muita miséria e muita fome, e mães com onze filhos para lhes dar de comer...Ninguém as ajudava, mas tiveram que dar os filhos para sustentar a guerra dos cromos deste Portugal. Será que ainda abundam alguns por aí?...É possível...
A CONSULTA
Ainda no Tôto, os nossos oficiais incluindo o Capitão eram frequentemente visitados por um indivíduo de côr negra que habitava na sanzala, e isto sempre me surpreendeu.
A amizade criada entre os nossos oficiais e este dito Senhor, porque já dantes seria assim e continuou depois de nós, segundo o que já li noutro Blog de um militar que por lá passou depois de mim. Será que este dito negro trazia informações ao nosso comandante de companhia?
Só podia ser porque estas coisas deixam-nos sempre com o bichinho atrás da orelha.
Todos os dias de manhã as populações da sanzala, adultos e crianças, assim que se sentiam doentes recorriam aos nossos serviços de saúde. Era só chegar à porta de armas e diziam ao sentinela "vai na Enfarmaria à procura de quinino" (medicamento para as febres de Paludismo). "Vai na Enfarmaria" era a liguagem típica de negro.
A amizade criada entre os nossos oficiais e este dito Senhor, porque já dantes seria assim e continuou depois de nós, segundo o que já li noutro Blog de um militar que por lá passou depois de mim. Será que este dito negro trazia informações ao nosso comandante de companhia?
Só podia ser porque estas coisas deixam-nos sempre com o bichinho atrás da orelha.
Todos os dias de manhã as populações da sanzala, adultos e crianças, assim que se sentiam doentes recorriam aos nossos serviços de saúde. Era só chegar à porta de armas e diziam ao sentinela "vai na Enfarmaria à procura de quinino" (medicamento para as febres de Paludismo). "Vai na Enfarmaria" era a liguagem típica de negro.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
BATALHÃO DE CAÇADORES 1875
Realizou o seu convívio anual na zona de Alenquer, no dia 3 de Maio de 2008, juntando cerca de 200 pessoas.
Há já vários anos, que o Ex-Alferes Rui Borges da C. Caçadores 1494, homem de Coimbra e Actual Juiz Desembargador Jubilado, têm sempre brindado com o seu soneto da sua autoria, alusivo ao motivo desta confraternização(Hino). Obrigado senhor doutor Juiz pela sua presença, nos convívios que se têm realizado, assim com neste último no Mês de Maio de 2009, em Porto de Mós, agradecimento este extensível também ao senhor doutor Bento Soares. Ambos continuam sempre presentes com a Vossa simplicidade, ambos ligados à bonita Cidade de COIMBRA. Além de todos, a Vossa presença é sempre um motivo de amizade, e dignidade que nos ligou em tempos, extremamente difíceis.
Há já vários anos, que o Ex-Alferes Rui Borges da C. Caçadores 1494, homem de Coimbra e Actual Juiz Desembargador Jubilado, têm sempre brindado com o seu soneto da sua autoria, alusivo ao motivo desta confraternização(Hino). Obrigado senhor doutor Juiz pela sua presença, nos convívios que se têm realizado, assim com neste último no Mês de Maio de 2009, em Porto de Mós, agradecimento este extensível também ao senhor doutor Bento Soares. Ambos continuam sempre presentes com a Vossa simplicidade, ambos ligados à bonita Cidade de COIMBRA. Além de todos, a Vossa presença é sempre um motivo de amizade, e dignidade que nos ligou em tempos, extremamente difíceis.
terça-feira, 21 de julho de 2009
BATALHÃO DE CAÇADORES 1875-HINO À VIDA
Louvemos bem alto a alegria de viver
Partilhando o amor com nossos ante queridos!
Mensagem de quem em perigo de morrer
Suportou sacrifícios, lado a lado vividos.
Partilhamos a dor, ansiedade, emoções...
Ao suor colava-se o pó rubros das picadas...
E nas saídas com chuva, tempestade , trovões,
Recordo as silhuetas no céu recortadas
Depois, aquele silêncio...o céu estrelado...
Nossos olhos fitando cheios de ilusões
A recordar, lá longe, sonhos adiados...
Assim, fomos uvas na dona do destino...
Desde então, fermentou nos nossos corações
O vinho da amizade, puro, e genuíno.
Rui Borges(EX-Alferes da CCAÇ 1494)
Partilhando o amor com nossos ante queridos!
Mensagem de quem em perigo de morrer
Suportou sacrifícios, lado a lado vividos.
Partilhamos a dor, ansiedade, emoções...
Ao suor colava-se o pó rubros das picadas...
E nas saídas com chuva, tempestade , trovões,
Recordo as silhuetas no céu recortadas
Depois, aquele silêncio...o céu estrelado...
Nossos olhos fitando cheios de ilusões
A recordar, lá longe, sonhos adiados...
Assim, fomos uvas na dona do destino...
Desde então, fermentou nos nossos corações
O vinho da amizade, puro, e genuíno.
Rui Borges(EX-Alferes da CCAÇ 1494)
terça-feira, 14 de julho de 2009
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