segunda-feira, 15 de março de 2010

Batuques na Sanzala Toto

Batuque na Sanzala

Festa na Sanzala

Momentos Felizes na Guerra.

Estas manifestações de aldeões perante o olhar atento dos militares,e tentando divertir toda a gente que assiste a elas, essencialmente os militares, e os negros por ficarem gratos de agradecimento pela assistência que lhes era prestada pela construção de algumas habitações, embora um pouco frágeis mas muito superiores as que possuíam nos seus aldeamentos.E estas eram as populações que dentro do quartel do Toto todos os dias hás dez horas da manhã procuravam assistência medica sempre que estivessem doentes,e eu muitas vezes os assisti na questão de fazer pensos e dar injecções,fosse intermuscular ou endovenosa conforme a descrição medica...Estas populações vestiam o melhor que tinham e do pouco que possuíam para se apresentarem da melhor forma perante as autoridades militares,tanto crianças como adultos,e temos bem o exemplo mostrado pelas fotos...E para alegrar estas populações lá teve que o Alferes Emanuel, do deposito da intendência dispensar um belo pipo de vinho,o qual mais tarde os negros vieram agradecer.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dois Oficiais Junto das Populações.

Dois Oficiais Junto dos Aldeões

Nesta foto num convívio na Sanzala com os Aldeões o comandante da companhia de Artilharia 739,temos o Capitão Mira, e ao seu lado um jovem militar Alferes miliciano Palaio que durante o ano de 1965 permaneceram aqui no Toto até Janeiro de 1966, e no reinado deste oficial já se assistia ao convívio com as populações,porque era fundamental traze-las até junto dos militares afim de dar a entender as mesmas populações que a guerra não era só utilizar as armas ou as bombas, e cabe-me dizer que este sistema de politica da psíco até deu resultado...Depois destes militares serem transferidos para outra zona, o Capitão Almeida da companhia de caçadores 1494 deu o mesmo seguimento ao sistema herdado deste seu antecessor, e tanto que resultou que a nossa tropa da 1494 da qual eu fiz parte, e da 1493 depois de nós, e do mesmo batalhão 1875 que permanecemos neste sector o tempo de toda a comissão.
Estes dois oficiais na sanzala,num dos poucos convívios que se realizou, e na retaguarda podem ver um aldeão com duas crianças de tenra idade, e alguns homens adultos dos que fariam parte da equipa de futebol...

sábado, 6 de março de 2010

Oficiais do Exercito Portugues em Angola ano de 1966

Grupo de Oficiais no Aeródromo do Toto

Antes de nos permaneceu neste sector o Batalhão de Artilharia 741,e composto pelo mesmo número de companhias que o Batalhão de Caçadores 1875,e por quem foram rendidos em Janeiro do ano 1966,e depois da sua rendição aqui no norte de Angola foram para o leste deste País,e aí terminaram a comissão no ano de 1967,e um ano antes do Batalhão 1875,que terminou a comissão no fim de Abril de 1968 com vinte e sete meses,e que permaneceu todo o tempo colocado neste sector,algures, entre Vale de Loge, Toto, Locunga,e Inga.Este grupo de oficiais entre milicianos e provavelmente incluindo,dois capitães e um tenente que faziam parte do quadro do exercito,incluindo comandantes de companhia,e alguns oficiais com o posto de Alferes miliciano,praticamente todos eles com um significado fazer o melhor que sabiam.Fazendo a leitura deste que tenho conhecimento baseado nas informações que o  Alferes Emanuel me transmitiu e que fez o favor de me enviar estas fotos então aí vai a leitura e identificação dos nossos ex-combatentes:
Da esquerda para a direita, primeiro o Alferes Emanuel Fronteira,segundo Alferes Silva Pereira,terceiro o Alferes Augusto,quarto Capitão Ramires Promovido a Major,quinto Capitão Roby promovido a Major,sexto Alferes Palaio,sétimo Tenente Pesca do departamento (PAD)oficinas no Toto,oitavo Alferes da companhia 738 colocada no Lucunga,nono Alferes Terrinha Medico e décimo mais um Alferes da mesma companhia destacada no Lucunga.Há dois Alferes que não sei o nome pelo facto de só neste dia se terem aproximado dos respectivos colegas, e devido a sua distancia de algumas dezenas de kms.Como podem verificar as guerras do ultramar engoliam um grande numero significativo de jovens vindos da metrópole, e aqui é num espaço muito reduzido em comparação com toda a Angola...Entre oficiais milicianos e militares do quadro incluindo soldados aqui temos uma simples demonstração... Na despedida destes dois oficiais promovidos a major,é que foi feita esta foto no aeródromo do Toto.Estes dois oficiais que foram promovidos ao  posto de major,naturalmente que devido a sua continuação ao serviço do exercito hoje,provavelmente já estarão na reforma com um posto de coronel,ou brigadeiro...Quanto ao tenente pesca qual será hoje o seu posto?Será que estes oficiais ainda se encontram entre nós?Seria uma grande honra...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Três Oficiais No Toto,Dois Alferes Milicianos e o Tenente Almeida Comandandante da Companhia 1494

Três Alferes Milicianos no Toto.

Oficiais Milicianos no Toto

Bem,como já tenho aqui publicado também existiam horas que custavam a ser ultrapassadas,e como na juventude de qualquer jovem aqui temos bem o exemplo de três oficiais milicianos fazendo do bidão ou (bidões)trampolim,e então o Alferes Miliciano Eleuterio que comandava o terceiro grupo de combate,homem alfacinha por ser de Lisboa,e que a mim me chamava pelo diminui de Ângelo,eu na boca deste oficial era o Ângelito, e por aqui se notava a afinidade para com os seus subordinados, e com muita pena minha voz digo este ex-oficial miliciano de Infantaria também faleceu há longos anos...Desde a nossa despedida do quartel de Abrantes pela ultima vez nunca mais nos tornamos a encontrar.
Ao olhar para as fotos da-me a crer que estas imagens nos mostra bem a amizade com que se relacionavam estes três oficiais, num momento que faziam exercício físico.
Anteriormente referi-me a dois ex-oficiais que se encontram na foto,o Alferes Emanuel Fronteira, o Alferes Tomé Macedo, e por ultimo o Alferes Eleuterio que está fazendo exercício entre os bidões.Apesar de serem oficiais não deixavam de ter os mesmos problemas que qualquer outro militar,notando-se a ausência daqueles que lhe eram queridos...Militares com um extraordinário brilhantismo na carreira e com a boa disposição nas formaturas,para com todos os militares,reinava sempre a boa disposição.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Três Oficiais no Toto

Três Oficiais no Toto

O primeiro Oficial da esquerda é o tenente Adelino Quaresma Fernandes de Almeida, comandante da Companhia de Caçadores 1494,militar de carreira,e em segundo lugar lado esquerdo Ex-Alferes miliciano Tome Macedo especialidade Rangers,e no lado direito o Ex-Alferes Miliciano Emanuel Fronteira do pelotão da reabastecimento alimentar,e estes três militares aqui em plena conversa de convívio num dos momentos de lazer...Apesar de alguns anos passados,mais de quarenta anos,aqui me cabe colocar estas fotos que me foram enviadas do Canada pelo o Ex_Aferes Emanuel Fronteira, porque também foi um dos pioneiros colocado nesta andanças com o propósito de ter que tratar de alimentar todos estes militares...Apesar de todos estes anos as fotos ainda são um documento fundamental para que possa dar alguma razão,afim de nos lembrarmos de algumas coisas passadas neste espaço de terreno que ocupamos durante algum tempo...
Entre estes militares e os seus subordinados existiu sempre o bom relacionamento e a boa camaradagem!Este oficial com a responsabilidade de comandar a companhia, de jovens militares sempre se mostrou disponível pelo, bem estar dos seus homens porque era um membro que era capaz de pegar no seu acordeão, e fazer musica e por a rapaziada a cantar.Era um verdadeiro democrata dentro das fileiras do Exército, e por isso sempre deu esse exemplo perante os seus homens...Capitão Almeida estejas aonde estiveres nunca serás esquecido pelos homens de quem te orgulhastes de ser comandante...Nos nossos convívios anuais já alguém apresentou a foto do Ex-Capitão...Comandante como já não fazes parte do nosso grupo Deus te tenha junto dele porque os teus ex-militares continuam a recordar-te...Aonde houver militares da 1494 estarás sempre presente,assim como todos os outros militares!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Jambe

Representando Para as Nossas Tropas


Num belo dia fim de semana,os Africanos para mostrarem a sua bela imagem perante as forças militares estacionadas no Toto e em sinal de agradecimento resolveram prestar uma homenagem as nossas tropas dentro do quartel,e tocaram tambor,e fizeram as suas tradicionais danças vestidos com os seus trajes com saias de colmo em volta da cintura,e descalços para demonstrarem os seus costumes,assim como os costumes dos seus antepassados.Foi mais um dia de convívio dentro do arame farpado,no nosso aquartelamento.Alguns militares mais divertidos também alinharam no espectáculo...A imagem mostra bem o negro a tocar o tambor para que os outros não deixem de dançar...

Das danças, e dos bailarinos, não tenho imagens,mas bem gravadas ficaram na minha memória, vê-los dançar descalços arrastando os pés pelo chão,e mane-ando todo o seu corpo, algumas mulheres com os filhos presos as costas,como vem sendo seu habito.Mostravam, e davam do pouco que tinham, de seu para com quem os compreendia.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

GMC -Bancada Central

Futebol

A única (GMC) camioneta de carga que tinamos no quartel era conduzida pelo meu amigo Luís do respectivo deposito da intendência,e um belo dia fomos até ao aeródromo do toto a assistir a uma partida de futebol, e como tal a camioneta até serviu de bancada central para os espectadores...E ainda éramos muitos!Já não sei qual a equipa que ganhou se os militares se a dos negros,também não sei afirmar de onde vieram esses senhores mas eles lá apareceram para se realizar o encontro...Naturalmente fizeram greve a guerra para virem conhecer os nossos militares,e fazer um convívio desportivo com os nossas tropas :Coisas da guerra...Os nossos condutores já eram bons profissionais na arte da condução de viaturas, e há a destacar todos eles sempre na boa forma de conduzir por caminhos com pouca visão, e cobertos de capim.O motorista desta viatura foi sempre um excelente profissional,mesmo dentro da empresa aonde trabalhamos CTT, e foi com ele que durante alguns anos continuamos com o mesmo ambiente de camaradagem.Mas o motorista neste momento da foto não se encontrava junto de nos para ficar na mesma!Claro como o calor era demasiado o Luís deveria ter ido a cantina molhar a palheta beber alguma cuca ou nocal fresca.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dia de Correio.

O Correio Chegou.

Aos Ex-militares da C. Caçadores 1494.Meus ex-combatentes então que é feito de vocês?Venham ouvir ler o correio porque chegou ao Toto!Desta vez é o cabo escriturário que vai lendo o nome da rapaziada e não o sarzento dia como é habito.Hora venham que muitos de vocês vão ter noticias do Puto,Puto Portugal,dos Pais, das namoradas,ou das madrinhas de guerra!Por aonde andam estes ex-militares?
Então vocês não querem contribuir para a história do nosso batalhão?Para a história que fez parte da nossa juventude que passamos nestas andanças?Muitos de voz já sabiam ler, e só uma pequena percentagem não via uma letra do tamanho de Angola, por isso venham, ou caso não trabalhem com as novas tecnologias peçam ajuda a alguém afim de procurar pela vossa companhia de caçadores 1494!Dê-em noticias vossas,mandem-me historias,participam com fotos que eu aqui as publicarei:Digam aquilo que fizeram em África mesmo de uma maneira simples, e singela:Quem é que lérpou?Muitos não receberam correios e lá ficaram mais tristes!Bem sabeis que vos conheço a todos, embora tenha esquecido o nome de alguns:Na escadaria em primeiro plano lado esquerdo o russo que estava no bar a servir a cerveja a malta segundo o gasolinas porque estava no deposito dos combustíveis,na retaguarda o Amândio,a frente lendo o correio o cabo escriturário,e também o Santos mais conhecido pelo pica porque picava os dedos a rapaziada para se proceder ao rastreio,e o Estroina.Muitos outros cá em baixo a espera de novidades do puto...Para os que ficaram sem correio para a semana temos mais novidades da Metrópole.E não se esqueçam de guardar o correio dos colegas que se encontram em patrulhamentos no mato.Há quarenta e seis anos o correio já era distribuído por códigos postais e cada companhia tinha o seu atribuído, e mal me passava pela cabeça que vinha fazer essa formação assim que chegou a empresa aonde trabalhei Correios de Portugal.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Viagem de Aviao

Viagem de Nor-Atlas

Este avião ao serviço das tropas Portuguesas nas três frentes de batalha, e essencialmente em Angola,serviu muitas vezes de meio de transporte entre Luanda, e Tôto, Maquela do Zombo, e São Salvador do Congo,e pelo menos uma vez por semana, transportava Géneros alimentícios mais ou menos frescos,como por exemplo peixe, carne,e também produtos relacionados como hortícolas, e correio para as nossas tropas..Pela primeira vez que andei neste meio de transporte, foi entre Tôto e Luanda e notei que a aeronave batia e abanava por todos os lados, mas nunca ouvi dizer que tivesse havido qualquer acidente com estas maquinas voadoras, de apoio as nossas tropas, e cabe-me dizer que para a época já faziam um trabalho extraordinário, mesmo no transporte de militares e em especial as tropas que se encontravam isoladas no interior de Angola.

Esta foto foi conseguida no aeródromo do toto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Três Oficiais no Toto

Militares no Toto

Três oficiais no quartel do (Toto),o primeiro militar da direita seguindo por ordem de 1, 2, 3,ainda com o posto de Tenente,Adelino Quaresma Fernandes de Almeida,comandante da companhia de Caçadores 1494,segundo o Alferes miliciano Tomé Macedo, especialidade de Rangeres, e comandante do meu grupo de combate segundo,, e o Alferes miliciano Emanuel Fronteira do referido deposito da Intendência,e este meu amigo residente no Canada, teve a amabilidade de me fazer chegar estas fotos que publico com todo o sentido de amizade, e carinho:Obrigado uma vez mais  amigo Emanuel porque destes oficiais não possuía qualquer foto...O Tenente Almeida como não podia de deixar de ser num momento em que estava de oficial de dia a unidade militar, e digo isto com toda a afirmação porque no braço esquerdo, têm a faça de oficial dia que muito bem o identifica...Estas fotos vem no sentido de vir precisamente justificar aquilo que anteriormente tenho dito a respeito deste oficial sempre na disposição de ajudar os camaradas de armas, essencial os seus subordinados...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Oficial ao Serviço do Exercito Portugues.

O Carinho.

O Ex-alferes,Emanuel oficial das forças armadas Portuguesas, num passeio a sanzala,que é um conjunto de palhotas cobertas com capim, e aonde residiam alguns cidadãos naturais de Angola,e que ficava a alguns metros desviado do nosso aquartelamento,e um pouco por todo o lado os nossos militares sempre mostraram o lado positivo para com as populações, porque a nossa função também existia de trazer as pessoas para junto de nós,e num espírito de bom ambiente.

Esta era uma das partes boas, que a guerra nos trazia de positivo,e com um coração sensibilizado para com os nativos que muitas vezes recorriam aos nossos auxilio, carentes de tudo para com a sua sobrevivência.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pelotão de Recrutas em Tavira

Recruta em Tavira.

Este pelotão de recruta de futuros oficiais e sargentos em Tavira, também têm todo o direito de ser destacado neste blog, porque dois militares estiveram muito próximo de mim...Já falei aqui do nosso Ex Aferes Emanuel Fronteira , responsável pelo reabastecimento de alimentos, ás tropas em todo o nosso sector,e também do sargento que faleceu as portas do Tôto num aparatoso acidente de viação,e era da companhia de caçadores 1493 colocada no Inga.e que de muito perto assisti a sua autópsia, e no blog tenho uma foto a justificar, um trabalho publicado,que mostro no cemitério...

Bem o primeiro militar do lado esquerdo da fila, de pé é o Ex Aferes Emanuel, e o militar de óculos escuros foi o senhor com o posto de sarzento que faleceu no acidente, e ao seu lado o Ex-Alferes Cravidão que também  faleceu em combate na Guiné.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Toto Visto da Capela

Vista do Toto

Esta foto mostra-nos uma parte daquilo que considera-vamos o toto, e foi feita da parte norte para sul tentando mostrar toda a aérea de civil e parte militar,e aqui mesmo nas primeiras habitações era um lugar aonde morava o Alferes Ferrajota, comandante do primeiro grupo de combate, também o tenente  Médico da companhia doutor Alonso,um civil e o posto de correio.Moravam aqui dois oficiais da companhia pelo facto de se fazerem acompanhar das respectivas esposas, os restantes militares, e oficiais pernoitavam dentro do quartel.Dentro deste quartel era composto pela companhia de caçadores 1494,cerca de 160 militares, o pelotão do Pad, oficinas,dirigido por um graduado posto de tenente, e o pelotão de manutenção comandado pelo Alferes Miliciano Emanuel, que sobre os seus ombros havia a responsabilidade de fornecer alimentos ás companhias desde de Vila Nova de Caipemba, Vale de Loge, Inga Bembe, Lucunga,Quimaria etc... O pelotão do Pad, oficinas existia a responsável pelo arranjo das viaturas das mesmas companhias que já descrevi...Por aqui, além dos militares pouco movimento existia, porque na guerra não nos pode-amos ausentar para longe devido a por em perigo a nossa própria vida, e além de fazermos um passeio a sanzala, ou ao aeródromo...O movimento quando existia, era quando chegavam os carros civis carregados de mantimentos para reabastecer todas estas companhias, e neste local se fazia a distribuição a medida que cada companhia tinha necessidade...Por isso a justificação da manutenção... Esta foto que publico no blog são da autoria do Ex- Alferes Emanuel que teve a gentileza de mas enviar...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Sentado em Cima da Maca.

Vivenda de Toldes.

Num deserto entre vales e montes em algures no norte de Angola,muito próximo do vale do rio Loge de matas densas rodeando o mesmo rio, e planíces, entre um ou outro lugar ocupado por um ou outro crocodilo que o rio continha, aproveitei esta única árvore no cimo de um monte aonde permanecemos alguns meses seguidos, e eu baseado no meu conhecimento geral comuniquei ao comando deste grupo de combate o montar atenda,(VIVENDA)debaixo de uma frágil árvore, desculpando-me que era para manter os medicamentos a sombra...Também era:

Éramos portadores de ricas regalias...Cinco toldes para nos abrigarmos, de um calor infernal, ou de uma forte trovoada, ou de uma valente manhã de nevoeiro, que se faz sentir neste clima tropical de Angola...
Estava sentado em cima de uma maca lendo um aerograma, mais conhecido por bate estradas chegado da metrópole.Também ao meu lado a bolsa de primeiros socorros, sempre disponível para qualquer serviço que fosse necessário...No cimo deste morro aproveitando a sua altitude,e devido a tanto tempo estarmos colocados nesta base avançada não deixa-vamos de nos divertirmos a noite em redor de uma fogueira cantando a senhora dos Matosinhos ou senhora da boa hora ensinai-nos os bons caminhos para sair-mos daqui para fora...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A Amizade na Guerra.


Tornamonos Amigos na Guerra.

Esta foto é mais um seguimento dos camaradas das parodias e dos petiscos de omolhetes com ovos, e este episódio vem do acampamento do (INGA), então temos aqui nesta foto os Rádio-telegrafista, no lado esquerdo o Viola, eu ao centro e no lado direito Também o radio-telegrafista Monteiro.Telegrafista eram os elementos que na gira do exercito trabalhavam em morse.Este era o sistema de comunicação que depois das mensagens recebidas tinham que ser traduzidas para a linguagem normal por um militar entendido na matéria, também um grande amigo meu o chifra, chifra pelo facto de de-chifrar as mensagens, e a mensagens mais bonita que de-chifrou foi sem duvida a que anunciou a nossa rendição, mas o seu verdadeiro nome era o Elias dali dos lados de Moscavíde.Lisboa.Ao Elias encontra-mo-nos há dois anos na Vila de Alenquer, deu-me um abraço tão forte que me iam partindo as costelas.Esta fotografia foi feita nas costas do posto rádio, ainda no TOTO.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Amigos Como Irmãos.


Eram dois Jovens na Guerra.

No interior do aquartelamento, na parada no Tôto, no lado direito colegas sentados frente ao referido refeitório, mais a frente o prédio alto ao fundo era o prédio aonde os oficiais,dormiam, incluindo a messe deles, e o respectivo refeitório: Este monumento é da companhia de artilharia 739 que a companhia de caçadores 1494 veio render,da qual eu fiz parte,no mês de Janeiro do ano 1966, e que faziam parte do Batalhão de artilharia 741.No lado esquerdo do monumento e na foto está o meu amigo Fernando Pereira Gil, na altura com a especialidade de radio telegrafista, e presentemente morador em Rio Maior, e eu no lado direito da foto, e é com sentimento de amizade que nos encontros anuais do Batalhão matamos saudades sempre que nos encontramos...Além de partilharmos uma bela refeição fazendo-nos acompanhar das respectivas esposas.Este pressentimento de camaradagem, e amizade irá prolongar-se até ao fim dos nossos dias...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Parada no Quartel do Tôto.


Saídas

Lembro-me, naturalmente muito bem a saída deste quartel largo da parada de onde saíam os carros unimogues carregados de militares,vestidos de camafulado,arma G-3, metralhadoras de guerra, e munidos de rações de combate,(alimento)cantil de água, e com uma certa agilidade de que eram portadores na flor da idade, assim eram os nossos militares, de então...Destino só o oficial de comando das operações sabia o destino,não fosse algum intruso estragar o esquema...Rio( Loge)Rio Mabredg, ou outro lugar qualquer:Serra da cananga!Só a saída do quartel via-mos o rumo das viaturas...

Antes da saída do quartel o oficial perguntava, tudo em ordem?Então vamos continuar que se faz tarde...Todas as viaturas saíam em fila de uma a uma com alguns metros de intervalo, e na primeira viatura comanda por um sargento ou furriel, outras vezes mesmo o oficial geralmente Alferes de olhos bem abertos olhando para o trilho,e em todo o redor ,mesmo com a dificuldade que o capim e a mata serrada nos dificultava em vermos a longa distancia.
Cada um pensava para consigo mesmo, fazendo o sinal da cruz e olhando o céu...Qual será o meu destino no meio disto tudo? Esta casa de frente durante dezassete meses foi o nosso dormitório,e o meu quarto ficava virado para norte de onde se avistava o aeródromo militar do Tôto.Esta caixinha do lado direito da foto era o posto de rádio,(Transmissões)e dormiam aqui os quatro operadores da Especialidade,o Gil, o Viola,o Monteiro,e o Mestre, e ao centro da parada continuava flutuando a bandeira Portuguesa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Jeep.Willys


Campo Militar do Grafanil Luanda

Chegado a Luanda a 27 de Janeiro do ano 1966,logo de seguida fomos levados para o campo militar do Grafanil, nos arredores da cidade de Luanda, e este campo era por donde passavam todos os militares chegados da metrópole, e donde partiam também para toda a Angola, depois de receberem as ordens do governador militar de Angola, e terminada a comissão também de regresso a metrópole.Neste campo militar existia sempre um forte movimento de militares como podem calcular existiam sempre Batalhões uns que chegavam outros que partiam...Neste local era-nos entregue o armamento com que ire-amos enfrentar o inimigo durante o tempo de toda a comissão...As melgas aqui no grafaníl quando nos apanhavam com a pele pouco bronzeada, quase nos queriam tratar de sugar o sangue que nos corria no corpo, ao ponto de nos incharam as mãos que nos causava um mal estar acompanhado de forte comissão.E esta foto como não poderia de deixar de ser...Foi a primeira foto feita em terras de Angola, eu sentado em cima de um Jeep willys do exercito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

No Hospital Militar Principal Estrela Lisboa


Estagio de Curso

Continuando a dar seguimento a minha historia militar, publico mais uma foto eu no hospital militar principal em Lisboa a Estrela.Chegado a este hospital aqui continuei o estagio pratico, dando injecções, fazendo pensos, e um pouco de tudo que se relaciona-se com trabalho no tratamento de doentes, incluindo de quando em quando velas...Velas é um serviço durante a noite a uma determinada enfermaria. O estagio foi no serviço de urologia:

Findo o estagio rumei de novo para a cidade de castelo Branco, e desta vez o meu destino foi regimento de Cavalaria 8, aqui permaneci apenas duas semanas e de seguida logo fui mobilizado, e fui engrossar então o batalhão de caçadores1875 que já se encontrava  formado em Abrantes no regimento Infantaria 2, e daqui então seguimos rumo para o embarque, em Lisboa.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Frente ao Portugal dos Pequeninos Coimbra


Num Jardim.


No Regimento Serviço de Saúde Coimbra.

Terminado  dois meses,o tempo de recruta  em Caçadores 6, de seguida rumei a caminho da especialidade auxiliar de Enfermeiro, destino Regimento Serviço de Saúde na linda Cidade de Coimbra: Aqui continuamos com o curso da escola de cabos, obrigatoriamente a especialidade obrigava a este posto,e como tal continuamos com instrução de Infantaria tanto dentro do quartel como fora, e com iterativa preparação física...
Tinha-mos um  Oficial Graduado com o posto de Tenente, como comando da instrução de infantaria, embora sendo ele portador de deficiência física, não se renegava a dar-nos ordens para corrermos a parada durante longos períodos: Quanto a parte relacionada com primeiros socorros já era ministrada em pavilhões tipo escola com cadeiras e mesas, e esta disciplina ministrada por oficiais com o curso de medicina, mas incluindo sempre parte de infantaria.
O regimento de serviço de saúde ficava situado na parte alta da cidade de Coimbra frente a penitenciária, e nas retaguarda do Penedo da saudade...Por aqui passei alguns momentos de belas recordações desta linda cidade de Coimbra,e com bonitos jardins...Nesta cidade permaneci até tirar a parte teórica da especialidade de enfermeiro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Inicio de um Militar


Principio de Militar.

O inicio de um Militar ao serviço do exercito Portugues.
Decorria o ano de 1965, 3 de Maio, e como recruta no Batalhão de Caçadores 6 Castelo Branco,esta foi seguramente a segunda foto feita a um jovem que não entendia, e muito menos percebia qualquer coisa relacionada com tropa, e como alguém se prontificou a disparar a máquina, afim de querer ganhar alguns escudos na altura moeda corrente.
Foram dois meses de iterativo esforço para aprendermos postos dos militares, e como se montada e desmontava uma arma ou uma granada e ainda preparação física...Tudo relacionado com uma aprendizagem obrigatória que tinamos de aprender naqueles dois meses...O (macaco) peça de roupa que vestia-mos era grandíssimo o que nos facilitava os movimentos físicos...As botas, demasiado grandes uma quase dava para calçar dois pés, e se quis umas mais pequenas e que se adaptassem ao meu pé tive que as trocar a troco de dinheiro com alguém que se mostrou interessado:Ao ombro ainda com a velhinha espingarda Mauser, e incluindo o capacete de aço.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Recuperação de um Humano.


Cubata


Vivia na Mata

Apesar de estar na época Natalícia e voltando ao fundo do Baú, não poço deixar de trazer ao de cima a recuperação de alguém que provavelmente vivia nestas condições desde o estalar da guerra de 1961, em Angola. Seguramente isolado do mundo desde os primeiros momentos que as nossas tropas deram em fazer patrulhamentos por todo o norte de Angola...E como não foi muito distante do nosso acampamento, então creio ter-se mobilizado uma equipa de voluntários para tentarmos a procura do fulano que temos a oportunidade de ver junto às moradias! Desta vez a informação não falhou. E então dito isto temos na foto o soldado Caldas, Caldas por ser das CALDAS DA RAINHA, com a arma ao ombro, e em segundo plano o furriel Aguiar, com o seu feitio de bondoso, pensando e olhando para o indivíduo, mas que desgraça é esta...Em frente, o Alferes Borges homem de Coimbra e sempre atento às conversas, em seu redor, hoje meritíssimo Juiz, olhando para os pés do negro, e ao mesmo tempo que pensará ele? Revelação de miséria!...


Os soldados são do primeiro grupo de combate do alferes Ferrajota e o oficial aqui presente comandava o quarto grupo de combate, e o furriel Aguiar pertencia ao grupo de combate do Alferes Eleuterio, terceiro grupo de combate, a razão de uma mobilização à pressa.

Este indivíduo depois de recuperado, foi-lhe  atribuída a tarefa de prestar serviço à cozinha militar, perante o olhar dos cozinheiros.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Inga.


Quartel do Inga

Subida e entrada para o acampamento do Inga, pelo lado norte, era a única via de acesso a este aquartelamento,e aqui terminamos a comissão de serviço militar obrigatório, algures no interior e norte de Angola.
Aqui éramos abastecidos de água de um rio que ficava a três Kms, desviado do quartel e para nossa segurança nesse lugar tinha-mos destacado noite e dia,  uma secção de soldados, e onde existia uma ponte, e a água era transportada em depósitos de chapa, em cima das viaturas para o quartel, e esta operação repetia-se diariamente. No norte de Angola existiam muitos aquartelamentos deste feitio,estrutura de madeira, e com cobertura de folhas de chapa, autênticas estufas num clima tropical como o de Angola.

À entrada do quartel todos os dias era hasteada a bandeira Portuguesa num mastro, e sempre que se repetia a mudança de turno de cada grupo de combate. Foi uma companhia de militares sempre presente como tantas outras...Que linda cidade...Esta subida tinha  seguramente um desnível de 80% por cento:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

É Natal


Noite de Natal.

No refeitório numa noite de Natal, o mesmo grupo de amigos compartilhámos, entre militares, longe das suas famílias, e alguns dos seus filhos. Neste grupo estão quatro graduados com o posto de sargentos, mas por isso não deixaram de correr para a mesa afim de ficarem na respectiva foto. Ainda me recordo perfeitamente do nome da maioria destes ex-militares que estão na foto, mas infelizmente alguns já partiram para a eternidade...
Como actor principal, eu ao centro com um copo na mão, e como tinha-mos que nos manter unidos como uma família, porque era a maneira mais adequada de vermos o tempo passar. E pelo que me recordo aqui nesta foto já estavá-mos seguramente com 20 meses de comissão...Comissão de guerra!Comissão de paz.

Na foto temos militares do serviço de saúde, militares de transmissões, e militares da cozinha.
Que bela camaradagem!...Houve comes e bebes, mas nada de copos a mais...Mantivemos sempre o alerta...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Feliz Natal


Feliz Natal.

Decorria o ano de 1966,1967, e em África, no interior da guerra já havia uma ou outra máquina fotográfica e já se trabalhava assim, fotos a preto e branco, muito poucos fotógrafos e esta foto foi tirada por um fotógrafo amador tal e qual como está...Mostra precisamente um passarinho pousado numa pernada da árvore que dá o famoso café, e no norte de Angola, a partir de Luanda até a fronteira com o Congo, eram e são abundantes em fazendas de café, e quem por lá pisou aqueles terrenos sabe perfeitamente que é assim, foram muitos milhares de militares deste pequeno País que deu a juventude que por aquelas bandas pisaram muita lama, passaram fome, sede e derramaram lágrimas, e sangue...Para todos os visitantes dos meus Blogs deixo esta mesma mensagem que há quarenta e três anos saiu do norte de Angola, com destino a Metrópole para os meus familiares e amigos desejando a todos um feliz Natal e próspero Ano Novo...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Militares no Mato.

Grupo de Soldados no Mato.

Mais um grupo de soldados no meio de uma mata em algures no Norte de Angola. E no primeiro plano da esquerda para a direita: o soldado condutor Ilídio Carrajola, segundo de tronco nu o Luís soldado condutor, que nos viémos a encontrar na vida civil, ambos trabalhando na mesma empresa em Lisboa. O Luís pertenceu ao pelotão da manutenção colocado no Tôto e os restantes soldados todos da C.Caçadores 1494. Esta viatura unimogue foi dos últimos carros que utilizámos na guerra do Ultramar, e conhecidos pelos burros do mato pela sua capacidade de manobra, devido ao facto de serem estreitos e curtos, e faziam o mesmo efeitos dos grandes unimogues, e melhores que as barlietes para transporte de militares. Em qualquer circunstância de piso estavam praticamente utilizáveis em todo terreno, com uma facilidade de manobra,extraordinária...Unimogue viatura de transporte de militares nas guerras, de Angola, Guiné, e Mocâmbique.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Escrevendo.

Acampamento Lucunga.

No acampamento Lucunga, onde o meu grupo de combate, segundo pelotão, comandado pelo alferes miliciano, Tomé Macedo, permanecemos durante um mês, afim de guardarmos as instalações, porque a companhia que permanecia neste local creio ser 1495, foi destacada a participar numa grande operação em Nambuangongo... Aqui tive um doente, com uma apendicíte aguda que teve que ser evacuado, via aérea para o hospital de retaguarda na vila do Negage.
Eu numa secretária escrevendo para alguém da minha intimidade. Lucunga está bem visível no mapa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mapa Distrito do Uíge

Três Meninas de Tenra Idade.

Psíco

Aqui temos mais um exemplo que os militares Portugueses, que não só faziam a guerra, como as populações eram acarinhadas, e dentro dos possíveis, eram assistidas na área da saúde. Esta foto mostra bem, o nosso relacionamento militar com as três crianças de tenra idade, juntamente com o ex-militar Ângelo...Elas sempre que necessitassem eram assistidas no interior do nosso aquartelamento, posto de socorros, Tôto, assim como toda a população adulta...A menina do lado direito da foto foi portadora de uma grande infecção no joelho esquerdo, e quando chegou ao nosso posto de socorros já foi demasiado tarde, e como não havia melhoras foi-lhe amputada a perna, e creio ter sido no Hospital militar retaguarda Negage, para aí eram evacuados os doentes com mais gravidade.
Uma vez mais por aqui passou um fotógrafo que teve a gentileza de disparar a máquina fotográfica. Estas jovens se forem vivas devem ter hoje seguramente, a bonita idade de quarenta e nove anos. Esta assistência às populações eram diariamente repetidas. Por baixo da palavra Bémbe, a cerca de 20 e poucos Kms, está marcado o Tôto em letras muito pequenas. Todos estes nomes de Aldeias, ou Vilas ficaram para sempre gravadas na memória de muitos ex-militares, que por lá cumpriram serviço militar, e que derramaram, muito sangue, suor e lágrimas...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Conjunto Músical Colocado no Colonato, Vale de Loge, Companhia Comando de Seviços.

Conjunto Músical

Quatro Músicos colocados na Companhia CSS, no Colonato do Vale de Lôge, e como guerra não é só Guerra, aqui temos um dos lados positivos para nos divertirmos, mesmo sendo só num ambiente de homens, se muito na plateia no Toto, que eu me recordo, simplesmente duas Senhoras de cor Branca...Claro só podiam ser esposas de oficiais: Lembro-me de os ver actuar uma única vez...
É verdade que foi um Sucesso, e se alguma vez mais actuaram que eu não assisti, é porque estaria, na mata à procura do inimigo...Neste ambiente também havia de vez em quando uma passagem de um filme,( cinema), vá lá que fosse uma vez por mês. Estas cenas do filme, passaram-se há quarenta e três anos...Esta foto foi cedida pelo amigo Albino Ferreira, do Porto, que também está na foto, e que era um dos elementos do conjunto musical. O nome de colonato é muito bonito, mas não imaginem, que fosse alguma coisa de especial, simplesmente mais um deserto mesmo a beirinha do rio Loge, e daí vem o nome de (VALE DO LOGE: Éra o que se chamava fazer a festa com a prata da casa.)

Militar no Tôto Junto a um Monumento Militar

Ex- combatentes Penalizados

Ao considerar urgente e prioritária a diminuição do complemento de reforma dos ex-combatentes, o Governo, implicitamente, atribui-lhes responsabilidades na falência financeira do Estado. Atribuir o odioso da falência do Estado aos ex-combatentes, ilibando os corruptos, que com o apoio da impunidade oficial levaram o erário público à falência,é vergonhoso. É tempo de dizer basta. José V. Rodrigues, Boliqueime, Correio da Manhã 16/11/2009.

domingo, 15 de novembro de 2009

Placa

No monumento aos Combatentes foi ainda descerrada pelo ministro da Defesa uma placa com o nome de 53 comandos mortos na Guiné.

Condecorado

O Capitão de Abril major-general Carlos Camilo, falecido em Dezembro passado, recebeu a Gran Cruz de Mérito Militar a titulo postulo.

Três Militares

O bispo das Forças Armadas, D.Januário Torgal Mendes Ferreira, homenageou ontem os três militares recém-trasladados da Guiné- Bissau.

Militar Em Farda de Gala

MINISTRO DA DEFESA HOMENAGEIA MILITARES

"LISBOA: AUGUSTO SANTOS SILVA PRESIDE A CELEBRAÇÃO MILITAR JUNTO À TORRE DE BELÉM.

LIGA DOS COMBATENTES, ARMISTÍCIO E FIM DA GUERRA DO ULTRAMAR ASSINALADA NA CERIMÓNIA

O novo ministro da defesa presidiu ontem, no monumento aos combatentes, no Forte do Sucesso, junto à torre de Belém, em Lisboa, a uma tripla cerimónia militar. Augusto Santos Silva assinalou os efeitos das forças Armadas ao longo dos séculos, num acto que marcou o encerramento das comemorações do 91-º aniversário do Armistício (que colocou um ponto final na 1ª Guerra Mundial), o 86-º aniversário da liga dos Combatentes e o 35º do fim da Guerra do Ultramar.
Os soldados mortos ao serviço da pátria, todos merecem momentos de reflexão, disse o membro do Governo, acrescentado que"o século X X foi duro a todos os níveis"a maior lição da História militar é que não existem guerras entre estados democráticos,"
Na presença dos chefes de Estados dos três ramos militares-Marinha, Força Aérea e Exercito-, Augusto Santos Silva, que se fez acompanhar do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos assuntos do Mar, Marcos Perestrello, quis prestar tributo aos cerca de um milhão de militares que estiveram no Ultramar. Homenageamos os esforços de todos, curvamo-nos perante os que morreram e apoiamos os ex-combatentes e os deficientes das Forças Armadas(...),combatentes somos todos ,pois não houve um Português que ficasse indiferente à guerra."
O ministro da Defesa destacou a partida, amanhã, da 7ª unidade de Engenharia para o Líbano, mas realçando que os" engenheiros da paz são todos os combatentes portugueses."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pessoal do Serviço de Saúde

Quatro Militares Frente a Enfermaria

Esta foto foi feita no acampamento do TÔTO, mesmo frente ao posto de socorros. Em primeiro plano lado esquerdo, o Soldado Fernando,e em segundo plano, 1º cabo Enfermeiro Santos, e em terceiro 1º Cabo São João, que acabou de desempenhar a comissão como socorrista, e em último lado direito 1º cabo Enfermeiro Ângelo. O Fernando apesar de soldado, também terminou a comissão desempenhando a função como socorrista. A companhia de Caçadores 1494 como pessoal especializado, tinha como médico Doutor Duarte Reboredo M.S. Alonso Tenente Miliciano, e Furriel Miliciano Enfermeiro. Joaquim Monteiro, e os dois Cabos Enfermeiros. Neste local além de darmos assistência aos militares, também prestáva-mos assistência às populações civis...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Caderneta Militar.

Nesta Caderneta militar está todo o episódio relacionado com a nossa folha de serviço, desde a instrução do primeiro dia de tropa, até ao último dia que fomos militares, incluindo armas, com que fizemos fogo na recruta, e na especialidade, e as unidades por onde passámos. No seu interior têm todos os seus dizeres, desde comportamentos até aos castigos, e louvores se os houver, e condecorações...
Este regimento de Cavalaria oito foi em tempos na cidade de Castelo Branco, assim como o Batalhão de caçadores 6, e ambos conheci como militar! Hoje infelizmente, nada disto existe tudo foi passado a patacos...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Assistência Médica em Campanha.

Militares em Campanha.

Aqui numa base táctica próximo do rio Loge onde permanecemos semanas seguidas num espaço de tempo de três meses seguidos, e onde fizemos um protesto e abaixo assinado, de descontentamento, pela maneira como estavá-mos a ser alimentados, sob as ordens do Alferes Mil que nos dirigia. Na foto temos uma tenda de campismo, que nos servia de abrigo, dias seguidos durante a noite e durante o dia, quando lá permaneci-amos. Também um saco de batatas. Na mesma foto, estou eu aplicando uma injecção intramuscular na nádega de um soldado conhecido pelo alcunha Mouraria do primeiro grupo de combate, e afim de abrandar a infecção de um abcesso. Este jovem militar nunca se sentia triste e mostrando sempre boa disposição para com todos os camaradas de grupo. Quem não conhecia o Mouraria na Companhia 1494?

domingo, 1 de novembro de 2009

Meninos

Carinho.

Nesta foto está o meu amigo Albino Ferreira conhecido pelo Porto. Este militar condutor, fazia parte do conjunto musical que a companhia CCS possuía, e que estava colocada no colonato do Vale de Loge, e donde saiam as ordens para as outras companhias 1493, 1494, e 1495,e além da guerra a moral dos militares, e à boa maneira Portuguesa, também, existia a parte do bom senso, e a boa amizade, e carinho para com as crianças, e aqui temos o exemplo do meu amigo...Esta é a face boa da guerra...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Militar Operacional a 100%

Descontentamento.

"Ex-combatentes Revoltados.

Quando um País não respeita os seus Ex-combatentes, está tudo dito. Nenhum País esquece os seus militares das ex-colónias. Mas em Portugal dão alguma, eis mesmo que este governo, dito socialista, ainda quer reduzir.Os ministros esquecem-se que os ex-combatentes têm a sua dignidade e que não precisam de esmolas. Precisam sim, é de apoios e de ser respeitados.
Carlos Sousa Domingos OLHÃO
Correio da manhã 30/10/2009"

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Metralhadora Breda

Metralhadora.

Esta metralhadora ligeira, geralmente era utilizada em colunas militarizadas em deslocações, e em bases tácticas, e em cada coluna de carros, geralmente ia montada na segunda viatura, e também na viatura que circulava à retaguarda. Podia-mos utilizar esta arma duas ou três em cada saída, conforme a quantidade de carros que se deslocavam.
Montada em viaturas ligeiras, em cima de um tripé, fixo, e sempre e que estava estacionada, em bases estacionadas, mantinha-se montada em cima de um tripé fixo no chão.É uma arma com grande porte de fazer fogo, e para isso tinha que ser manuseada pelo apontador, e um auxiliar para carregar a mesma, carregamento de lâminas. Não me recordo quantos disparos faz por minuto,mas que era uma arma excelente é verdade!
No lado esquerdo, da arma pode verificar a lâmina carregada de munições. De momento não me lembro as munições que leva cada lâmina, depois de tantos anos a memória esqueceu.

domingo, 25 de outubro de 2009

Militar no Rio Mabredj.

Desabafo de Um Ex-Comando.

O Jornal de notícias desta sexta feira publica na página 28 uma carta de Armando Sousa, Ex-combatente da guerra Colonial.

"Recebi o suplemento especial de pensão atribuído aos antigos combatentes na guerra colonial, por força de uma lei 3-de 2009, de 13 de Janeiro. O referido suplemento retira-me 35 euros e alguns cêntimos em relação ao ano anterior. Ao consultar essa mesma lei verifico que um (critério novo) foi adoptado, e numa escrita complicada, que nem os legisladores entenderão mas é esse, provavelmente o objectivo, pretende explicar-me...E limparam-me, (sete contos)na moeda antiga, com a maior das diplomacias...Aos Senhor Presidente da República, e Assembleia da República, Senhor Primeiro Ministro, demais ministros do último governo, apresento as minhas sinceras desculpas por ter combatido nas matas dos DEMBOS, e por força dessa minha atitude obrigar agora o País, suportado por lei votada pelos deputados da nação, ao supremo esforço de remunerar-me com cento e cinquenta euros anuais. Obrigo-me por isso, a ficar grato ao meu País por este reconhecimento. Na realidade, eu sempre pensei, enquanto Ex.combatente,que não valia nada, mas enganei-me...NOTA.Claro que estes Ursos governantes que nos governam, desconhecem essa história. A história que os pais deles lhes contaram, e foi o que fomos para lá beber cerveja. E nós combatentes aceitamos isso na sua maioria."