quarta-feira, 7 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Acordar em Sobressalto.
Na picada em sobressalto:Foi depois de algum tempo de caminharmos que a noite rapidamente caio sobre as nossas cabeças,e caminhar durante a noite se tornava demasiado perigoso, a ordem do oficial que comandava o grupo de combate,deu voz,é aqui que vamos pernoitar.Não houve hipótese de escolher,de um lugar melhor...Numa ligeira inclinação,mesmo no centro da picada ou caminho,para quem desconhece o nome de picada,o grupo fez uma circunferência e cada secção organizou a escala dos seus militares para a sentinela de vigia.Três ou quatro militares de sentinela pela noite dentro...
As tantas da noite,quando tentamos repoisar de um longo cansaço rebentou a granada...Foi um dos sentinelas que ao se aperceber,que qualquer coisa de anormal,mexia frente dele,e só teve tempo de puxar por uma granada tirar a cavilha da mesma,e lançar para esse local donde tinha vindo qualquer sinal de suspeito...O militar,não teve tempo de utilizar a arma e fazer fogo.Calculem o estrondo que se fez sentir pela noite dentro...Toda a gente acordou em sobressalto.E passando a palavra em voz baixa entre todos,que aconteceu?Alguma peça de caça que naquele momento passara por ali,porque não encontramos vestígios de qualquer coisa de suspeito...Ou foi o militar que com o desconforto da noite nos quis por a todos de sentinela,e foi isso que aconteceu...
As tantas da noite,quando tentamos repoisar de um longo cansaço rebentou a granada...Foi um dos sentinelas que ao se aperceber,que qualquer coisa de anormal,mexia frente dele,e só teve tempo de puxar por uma granada tirar a cavilha da mesma,e lançar para esse local donde tinha vindo qualquer sinal de suspeito...O militar,não teve tempo de utilizar a arma e fazer fogo.Calculem o estrondo que se fez sentir pela noite dentro...Toda a gente acordou em sobressalto.E passando a palavra em voz baixa entre todos,que aconteceu?Alguma peça de caça que naquele momento passara por ali,porque não encontramos vestígios de qualquer coisa de suspeito...Ou foi o militar que com o desconforto da noite nos quis por a todos de sentinela,e foi isso que aconteceu...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Início da Guerra em Angola.
Decorria o mês de Março do ano de 1961,e a guerra em Angola principiava assim da maneira mais trágica que poderia-mos imaginar,e os governantes de então principiaram logo com a palavra de moralizar o povo Português...Para Angola rapidamente e em força,e nessa altura tinha eu os meus dezasseis anos e nunca imaginei que fosse durar até ao limite dos meus vinte anos,e sempre pensei e moralizado quando eu chega-se a esta bonita idade o problema de Angola, assim como na Guiné, e Moçambique,estaria toda a situação resolvida...Pois bem me enganei nas minhas contas de matemática, e esta situação acabou por durar ate ao ano de 1974.O inicio foi assim, e o regime de então já eram fartos em propaganda de que o terrorismo tinha rebentado no norte de Angola, e que mais tarde se veio alastrar um pouco por quase todo o território...Esta imagem, é apenas uma pequena amostra de como eram os trabalhadores conhecidos por bailundos deslocados do sul,para norte,e que trabalhavam arduamente nas rochas de café, e nas fazendas,que muitos foram assassinados barbaramente,assim como muitos dos colonos brancos, e que justificou a presenta da tropa Portuguesa espalhada por todo o território.Angola não sofreu a invasão porque os próprios Angolanos revoltados com a própria situação,e da maneira como eram explorados,e sujeitos as maiores provocações dentro do seu próprio País,deram o início a revolta, a que se julgavam dentro desse direito...
domingo, 6 de junho de 2010
Carros de Guerra Divididos Entre as Duas Margens do Rio.
Na guerra no norte de Angola,já havia a necessidade de carros para todo tipo de terreno,mas para passar circuitos de água é que estas viaturas não estavam preparadas,e a surpresa nascia de baixo dos pés,e a qualquer momento os imprevistos espreitavam em qualquer lugar.
E agora pergunto por que motivo tivemos que atravessar este rio com um carro deste género,e com os seus tripulantes em cima?Era fundamental agir rapidamente e bem depressa a maneira de nos afastarmos dos obstáculos antes que as coisa piorassem.Para traz ficaram alguns dias de cansaço e de muito esforço e como é natural, desertos de chegar ao aquartelamento afim de tomarmos uma refeição de cozinha...
É uma viatura unimógue carro dos que geralmente eram utilizados para longas deslocações mas não próprias para este tipo de rio.Algumas viaturas ainda conseguiram ultrapassar o obstáculo mas as ultimas obrigaram-nos a permanecer mais algum tempo neste local pouco apetitoso.Um grupo de combate dividido entre as duas margens do rio devido a forte tempestade que se abateu sobre nos, e que em poucos minutos nós dividido entre as duas margens de um pequeno vale.Eu também permanecia por ali...Depois do nosso regresso a Metrópole e em especial da nossa despedida de Abrantes só continuei a ver o Caldas até há meia dúzia de anos,a esta parte.e deste grupo de militares na altura,recordo-me apenas do nome de três deles.O Sousa condutor da viatura, o Fernando,e o Caldas...
E agora pergunto por que motivo tivemos que atravessar este rio com um carro deste género,e com os seus tripulantes em cima?Era fundamental agir rapidamente e bem depressa a maneira de nos afastarmos dos obstáculos antes que as coisa piorassem.Para traz ficaram alguns dias de cansaço e de muito esforço e como é natural, desertos de chegar ao aquartelamento afim de tomarmos uma refeição de cozinha...
É uma viatura unimógue carro dos que geralmente eram utilizados para longas deslocações mas não próprias para este tipo de rio.Algumas viaturas ainda conseguiram ultrapassar o obstáculo mas as ultimas obrigaram-nos a permanecer mais algum tempo neste local pouco apetitoso.Um grupo de combate dividido entre as duas margens do rio devido a forte tempestade que se abateu sobre nos, e que em poucos minutos nós dividido entre as duas margens de um pequeno vale.Eu também permanecia por ali...Depois do nosso regresso a Metrópole e em especial da nossa despedida de Abrantes só continuei a ver o Caldas até há meia dúzia de anos,a esta parte.e deste grupo de militares na altura,recordo-me apenas do nome de três deles.O Sousa condutor da viatura, o Fernando,e o Caldas...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Militar Operacional.
Um militar na guerra...Este militar era conhecido pelo Sinai-te,e não faço a mínima ideia deste alcunha,mas era assim conhecido pelos camaradas de armas da companhia de caçadores 1494,e do quarto grupo de combate,e aqui nesta imagem mostra a preparação para mais uma saída para algures no note de Angola.
Agarrado a metralhadora (BREDA)colocada num tripé fixo em cima de uma viatura uni-mogue,e arma pesada e o tipo de carregamento,sistema de laminas ou pente sendo preciso dois militares para a por em funcionamento:Um operacional com essa formação,e um outro para municionar .Faz uma prova de fogo extraordinária,não me recordo de momento quantos tiros dá por minuto,apenas digo que por donde passam os projectos da mesma faz um estrago de terror...Em principio dois militares para tirar o rendimento que nos poderia dar,com a maior capacidade de fogo real...Em todas as colunas,geralmente duas viaturas,supostamente transportavam duas armas deste calibre,e também mais uma outra arma extraordinária conhecida pelo nome de (BAZUCA)que era carregada com uma potente granada,e no local aonde caía fazia um estrago de considerável ...Esta ultima arma de que falo,assim como o morteiro fazia fogo curvo.
Este militar o Sinai-te mostra bem a operacionalidade que os militares desenvolviam nas operacionalidades em Angola:Com todos este aparato de material de combate podem verificar agarrado ao cinto que têm junto da cintura quatro carregadores para alimentar a Arma Ligeira (G-3,e ainda duas granadas de mão.O para peito que temos no tripé era para evitar que o fogo do inimigo atingiste o operacional que utilizava a arma...
Agarrado a metralhadora (BREDA)colocada num tripé fixo em cima de uma viatura uni-mogue,e arma pesada e o tipo de carregamento,sistema de laminas ou pente sendo preciso dois militares para a por em funcionamento:Um operacional com essa formação,e um outro para municionar .Faz uma prova de fogo extraordinária,não me recordo de momento quantos tiros dá por minuto,apenas digo que por donde passam os projectos da mesma faz um estrago de terror...Em principio dois militares para tirar o rendimento que nos poderia dar,com a maior capacidade de fogo real...Em todas as colunas,geralmente duas viaturas,supostamente transportavam duas armas deste calibre,e também mais uma outra arma extraordinária conhecida pelo nome de (BAZUCA)que era carregada com uma potente granada,e no local aonde caía fazia um estrago de considerável ...Esta ultima arma de que falo,assim como o morteiro fazia fogo curvo.
Este militar o Sinai-te mostra bem a operacionalidade que os militares desenvolviam nas operacionalidades em Angola:Com todos este aparato de material de combate podem verificar agarrado ao cinto que têm junto da cintura quatro carregadores para alimentar a Arma Ligeira (G-3,e ainda duas granadas de mão.O para peito que temos no tripé era para evitar que o fogo do inimigo atingiste o operacional que utilizava a arma...
sábado, 15 de maio de 2010
Dois Irmâos Alimentaram a Mesma Guerra.
Joaquim Ângelo disse: Irmão Américo Ângelo,sabendo eu,depois do meu regresso de Angola e pelo que tinha passado durante vinte e sete meses metido no coração de uma guerra e com a responsabilidade de cuidar de uma companhia de jovens soldados na aérea da saúde e com poucos conhecimentos de vida...No dia do teu embarque para a Guiné não tive coragem de te dirigir palavra porque tinha a certeza que não ias ter a vida fácil,e com a responsabilidade que tinhas em cima dos ombros como Alferes Rangers, terias muitos momentos de decidir determinadas situações para as quais nem tempo havia para pensar. E como resposta chorei...Foi a maneira que o meu pensamento ditou...Chorei porque foi difícil,ver partir um irmão para a guerra,depois do que sofri com ela...No momento da tua partida tudo me veio a memória...
Fizemos o melhor que sabíamos na inocência da nossa juventude.Finalmente terminou o (Vietnam Português), graças a um grupo de oficiais cansados das injustiças.Calculas o sofrimento que os nossos Pais tiveram!Logo que regressou um filho da guerra,e logo de seguida embarcou o filho mais novo.
Fizemos o melhor que sabíamos na inocência da nossa juventude.Finalmente terminou o (Vietnam Português), graças a um grupo de oficiais cansados das injustiças.Calculas o sofrimento que os nossos Pais tiveram!Logo que regressou um filho da guerra,e logo de seguida embarcou o filho mais novo.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Dois Irmãos o Mesmo Destino
Américo Ângelo Disse:
Olá Joaquim,é com muita satisfação que vejo escrito algumas das tuas memórias de uma época que tanto nos marcou as nossas vidas.
Lembro-me dos teus problemas de saúde assim que regressastes de Ângola.Ensinaste-me a dar injecções em ti próprio para não te deslocares ao hospital do Fundão.Sendo nós quatro irmãos (duas raparigas e dois rapazes)e nós os mais novos,tivemos ambos a sina de alimentar a guerra do ultramar.Nunca esqueci o dia do meu embarque para a Guiné.Nunca quis revelar à família esse dia,pois não queria ninguém a sofrer numa despedida dessas.Mas tu soubestes e lá estavas em Alcântara juntamente com a nossa irmão Lurdes.Quando me abraçastes, na despedida,estavas a chorar.Era de ti que eu esperava uma força.mas não dissestes palavra.Eu que era Alferes dos Rângers,com uma preparação física e psíquica,acima do normal fiquei muito perturbado.As tuas lágrimas revelaram-me,antecipadamente,aquilo por que iria passar.Sabes do que falas,escrevendo.E ao falares e escreves das voz a muitos milhares que já a não têm,e a muitos milhares que por ti falam.Porque chora um homem?
Olá Joaquim,é com muita satisfação que vejo escrito algumas das tuas memórias de uma época que tanto nos marcou as nossas vidas.
Lembro-me dos teus problemas de saúde assim que regressastes de Ângola.Ensinaste-me a dar injecções em ti próprio para não te deslocares ao hospital do Fundão.Sendo nós quatro irmãos (duas raparigas e dois rapazes)e nós os mais novos,tivemos ambos a sina de alimentar a guerra do ultramar.Nunca esqueci o dia do meu embarque para a Guiné.Nunca quis revelar à família esse dia,pois não queria ninguém a sofrer numa despedida dessas.Mas tu soubestes e lá estavas em Alcântara juntamente com a nossa irmão Lurdes.Quando me abraçastes, na despedida,estavas a chorar.Era de ti que eu esperava uma força.mas não dissestes palavra.Eu que era Alferes dos Rângers,com uma preparação física e psíquica,acima do normal fiquei muito perturbado.As tuas lágrimas revelaram-me,antecipadamente,aquilo por que iria passar.Sabes do que falas,escrevendo.E ao falares e escreves das voz a muitos milhares que já a não têm,e a muitos milhares que por ti falam.Porque chora um homem?
terça-feira, 11 de maio de 2010
Eu Estava Lá.
Eu estava lá...Eu estive presente como tantos outros camaradas de armas...Aqui mais um interrupto no regresso de mais uma operação igual a tantas outras!Quando pretendemos voltar ao quartel de-pá-ramo-nos com mais estes obstáculos e aqui foi mais um caso parecido como tantos outros...Depois de mais alguns dias de emboscada no rio Mabridg no tempo das chuvas eis o que nos acontece...Havia sempre inconvenientes a nossa espera,e aqui este transtorno,e eventualmente tivemos que rebocar as viaturas que se iam enterrando na lama...Estes eram os elementos do quarto grupo de combate do Alferes Rui Borges,e ele naturalmente aproveitou este momento para fazer mais uma foto para o alvo.Iniciativa minha pegar no guincho da viatura,corda de acho para podermos ultrapassar este obstáculo,porque a viatura ficou atas-cá-dos até aos eixos...Ideias para continuarmos viagem até ao nosso destino.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Continuação do convivio de Natal .
A continuação do convívio de natal do ano de 1966,esta foto mostra algumas imagens de,elementos militares estacionados no Toto,e como por exemplo o Alferes Rui Borges dando alguns toques na viola...Na retaguarda deste oficial está sentado o Furriel Miliciano Braga,por ser de Braga e conhecido durante o tempo de toda a comissão por este nome até aos dias de hoje.também o Furriel miliciano Aguiar ,e há mais dois elementos que de momento já não me recordo o nome porque eram dois Furrieis milicianos ligados a Itendência ou ao pelotão do(PAD),e de costa para a foto temos ainda o Alferes Miliciano Emanuel.
domingo, 2 de maio de 2010
Alferes Miliciano Emanuel
O Alferes miliciano Emanuel num dos momentos de passeio pelos arredores do Toto com alguém na sua companhia que lhe seria extremamente querido, nesta andanças da guerra, nada melhor do que ter uma pessoa de família por perto para nos ajudar a mudar de ambiente e rumo,e para nos ajudar a fortalecer a moral. Em ambas as fotos têm o privilégio de encontra um enorme tronco de árvore caído no chão que dá para fazer de encosto devido ao cansaço da caminhada.Fardado a rigor com o fato de operacional que geralmente usava-mos sempre nas saídas de campanha.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Tenente Coronel.
Este ilustre Senhor já falecido em 17 de Abril do ano de 2004,segundo informação de um familiar seu Júlio dos Santos Batel,comandante do Batalhão de caçadores 1875,e de um bom grupo de militares,e comandante de um determinado sector no norte de Angola (ZIN).Quando pela primeira vez que eu apareci neste batalhão já era noite,e como devem de calcular só conhecia um rapaz que comigo fez o curso e da companhia de caçadores 1493.Bem mas um jovem militar tinha que saber conviver no meio desta tropa entre militares e graduados...Não vou repetir aquilo que já descrevi no principio do meu blog,mas quanto a hora de embarque em Lisboa já me encontrava dentro do navio para seguir viagem rumo a Angola e oiço chamar pelo meu nome ao microfone do barco...Pensei para com os meus botões fui desmobilizado na ultima da hora...Puro engano!Desci do barco e ainda fui ao posto medico levar uma vacina que não podia embarcar sem a respectiva,contra a doença do sonho.Quanto ao nosso comandante fiz a guerra e praticamente cabe-me aqui dizer que nunca o vi próximo de mim,e na altura não era fácil um militar de baixa patente estar próximo de um graduado com este estatuto, muito embora a distância de Kms que nos separava...Sem duvida que já o conheci melhor no convívio no dia oito de Maio do ano de 1999,em Ovar.O senhor Tenente Coronel neste convívio já de si mostrava um pouco de cansaço devido ao seu estado de saúde. E esta foto foi aproveitada de um vídeo do mesmo convívio, por isso a razão de fraca qualidade,e ao seu lado temos o medico Doutor Bento Soares.Ao nosso comandante,Deus o tenha no melhor lugar do céu...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Convivio do Batalhão de Caçadores 1875.
O batalhão de Caçadores 1875,depois de quarenta e dois anos de regresso de Angola do ano de 1968,vai uma vez mais organizar o seu convívio anual no dia oito de Maio do ano de 2010 sábado na localidade de São Pedro de Rates, muito próximo da Povoa de Varzim,sobre a orientação de Manuel Azevedo da Silva Ferreira e o contacto é,tel.252-951321 ou telemóvel 91497541,ou então,Joaquim da Silva Vieira Telefone,249313688 cidade de Tomar.O ponto de encontro será junto ao Mosteiro da Vila (Igreja Românica) a partir das das 11 horas.O almoço será as 12:30 horas no salão da Associação de Amizade de S. Pedro de Rates.As marcações são aceites até ao dia 25 de Abril.Segundo informação da organização há lugares de parqueamento para todos, em abundância.Se fizestes parte desta guerra,e na sombra desta bandeira comparece...E esta unidade foi mais um dos melhores batalhões que passou pelo norte de Angola.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Natal do Ano de 1966
O mítico militar Mouraria com os seus gestos de actor tentando despertar a atenção das pessoas que se encontravam presentes no convívio.Não sei o motivo mas conseguiu penetrar perante este, lugar na messe dos oficiais,e como digo quanto ao contacto com estas pessoas de elite tudo se torna mais fácil..Sem duvida que o militar Mouraria atraiu a atenção das pessoas com os seus dotes...Até o Capitão Almeida está com o braço estendido com uma garrafa na mão oferecendo ao actor,como quem diz molha lá a garganta que já está seca de tanto representar.A verdade é que conseguiu por toda esta gente a rir,num ambiente de festa.
Muitas caras conhecidas entre oficiais e sargentos,mas desta vez não vou repetir os nomes que já descrevi nos anteriores textos.O ambiente estava extraordinário,em quantos outros militares continuavam patrulhando nas matas...Esta era a nossa guerra...O mundo é isto mesmo: Enquanto uns cantam outros choram...E por estas extraordinárias fotos,vêm no intuito de justificar tudo aquilo que eu tenho escrito aqui no meu blog referente ao capitão,e oficiais da companhia,incluindo o grupo de sargentos.Acima de tudo reinava a camaradagem...
Muitas caras conhecidas entre oficiais e sargentos,mas desta vez não vou repetir os nomes que já descrevi nos anteriores textos.O ambiente estava extraordinário,em quantos outros militares continuavam patrulhando nas matas...Esta era a nossa guerra...O mundo é isto mesmo: Enquanto uns cantam outros choram...E por estas extraordinárias fotos,vêm no intuito de justificar tudo aquilo que eu tenho escrito aqui no meu blog referente ao capitão,e oficiais da companhia,incluindo o grupo de sargentos.Acima de tudo reinava a camaradagem...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Convivio na Guerra.Natal do Ano de 1966.
Desculpar-me-ao aqueles que não consigo identificar,principalmente as ilustres senhoras esposas dos oficiais e dos sargentos,e que se fizeram acompanhar na guerra na companhia dos seus maridos...E nesta foto temos de frente da direita para a esquerda a esposa do Alferes Miliciano Ferrajota,e como homens temos o Tenente miliciano Duarte Reboredo e Melo Sampaio Alônso, medico da companhia de caçadores 1494,com o qual trabalhamos directamente durante dezassete meses no Toto,e a seu lado sua esposa,terceiro o Capitão Almeida Comandante da Companhia de caçadores 1494,as outras duas senhoras não as conheci, mas ao lado do Tenente Pesca do Pad,é a sua esposa e na mesma foto os membros que se encontram de costas distingo o Alferes Rui Borges,Alferes Emanuel,um civil,e ao lado direito Alferes Eleuterio.Este foi sem duvida um dos momentos mais agradáveis que se passaram nesta vida de militar,e felizes aqueles que de perto tiveram a oportunidade de ter junto de si as queridas esposas, compartilhando este tempo de missão com aqueles que amavam...Em redor do quartel existiam habitações ligadas a comunidade civil aonde estes senhores residiam, assim como um pequeno posto de atendimento de correios,e uma casa comercial de um civil conhecido pelo senhor Cide...
terça-feira, 6 de abril de 2010
Monumento da Companhia e Caçadores 1495.
Ciente de que um pouco por todo o território angolano ficou muito da nossa história!História de militares Portugueses,que enriqueceram e construíram muitos monumentos com os respectivos dizeres das unidades a que pertenceram.
Mas penso que com o desenrolar dos acontecimentos depois da independência, e da retirada das tropas Portuguesas gerou-se uma guerra civil de tal maneira que muito deste património foi danificado em questão de ajuste de contas...Lamentavelmente rasgou-se parte da historia dos Portugueses e dos Angolanos...Rara foi a unidade que não fez uma obra destas no local aonde permaneceu durante a sua comissão...A história perdeu-se bastante, e hoje para benefício dos dois povos eram bom que se olhassem de frente.E que o digam os Angolanos,essencialmente aqueles que tem assexo a estas mensagens...Quatro militares fardados com farda de campanha,junto ao seu monumento na localidade do Lucunga.
Mas penso que com o desenrolar dos acontecimentos depois da independência, e da retirada das tropas Portuguesas gerou-se uma guerra civil de tal maneira que muito deste património foi danificado em questão de ajuste de contas...Lamentavelmente rasgou-se parte da historia dos Portugueses e dos Angolanos...Rara foi a unidade que não fez uma obra destas no local aonde permaneceu durante a sua comissão...A história perdeu-se bastante, e hoje para benefício dos dois povos eram bom que se olhassem de frente.E que o digam os Angolanos,essencialmente aqueles que tem assexo a estas mensagens...Quatro militares fardados com farda de campanha,junto ao seu monumento na localidade do Lucunga.
sábado, 3 de abril de 2010
Bonita Cidade de Luanda.
Por esta bonita e maravilhosa cidade de Luanda,pouco conheço,porque por aqui era local de passagem de todos os militares que chegavam da metrópole e dos que partiam para a metrópole,e um dos momentos mais felizes da minha, vida foi no regresso do norte de Angola, e aqui nesta magnifica cidade passei poucos dias instalado na pensão arcádia a espera de embarque para regressar a Lisboa:
E num dos dias a noite fui jantar com os amigos do respectivo grupo a um restaurante,e a ementa foi batata frita com bife,e cerveja,e cabe-me dizer que foi uma das melhores refeições que eu comi com gosto,e com prazer...Dá a impressão que vinha-mos cheios de saudades daquilo que nos dava prazer...
Quantos milhares de militares, e Portugueses passaram por esta cidade?
Recordo-me numa bela tarde de Luanda estava eu sentado numa esplanada de um café escrevendo para os meus pais,espero embarque de regresso a Lisboa,e neste momento estou a ver o navio que nos vai transportar de regresso a casa... Até breve...
E num dos dias a noite fui jantar com os amigos do respectivo grupo a um restaurante,e a ementa foi batata frita com bife,e cerveja,e cabe-me dizer que foi uma das melhores refeições que eu comi com gosto,e com prazer...Dá a impressão que vinha-mos cheios de saudades daquilo que nos dava prazer...
Quantos milhares de militares, e Portugueses passaram por esta cidade?
Recordo-me numa bela tarde de Luanda estava eu sentado numa esplanada de um café escrevendo para os meus pais,espero embarque de regresso a Lisboa,e neste momento estou a ver o navio que nos vai transportar de regresso a casa... Até breve...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Natal de 1966.
Este primeiro Natal de todos os militares da companhia de caçadores 1494,entre eles destaco este grupo de soldados em plena festa de Natal, com o cenário rodeado de ramos de palmeiras no palco preparado para o efeito.
Dando início a leitura das fotos descrevo da esquerda para a direita sentado na mesa ,o alferes miliciano Tome Macedo,segundo seguindo pela mesma ordem,alferes miliciano Eleuterio,terceiro um civil que morava nas redondezas do quartel do Toto,quarto alferes Emanuel Fronteira,quinto alferes miliciano Rui Borges,e no lado direito com visão insuficiente Capitão Almeida,e, comandante da companhia de caçadores 1494,e mais alguns elementos que não me é fácil de descrever...No lado esquerdo em pé o militar de alcunha Mouraria que andava a rondar as mesas com a suas habituais conversas na expectativa de qualquer coisa...Talvez querendo ganhar a oferta de uma cerveja nocal ou uma cuca...
Na retaguarda destes militares graduados, entre oficiais,e sargentos havia a continuação da festa com outros militares de baixa patente...O cenário da festa estava sem duvida bem montado...Este foi sem duvida o primeiro natal longe de toda a família,e em cenário de guerra...
Dando início a leitura das fotos descrevo da esquerda para a direita sentado na mesa ,o alferes miliciano Tome Macedo,segundo seguindo pela mesma ordem,alferes miliciano Eleuterio,terceiro um civil que morava nas redondezas do quartel do Toto,quarto alferes Emanuel Fronteira,quinto alferes miliciano Rui Borges,e no lado direito com visão insuficiente Capitão Almeida,e, comandante da companhia de caçadores 1494,e mais alguns elementos que não me é fácil de descrever...No lado esquerdo em pé o militar de alcunha Mouraria que andava a rondar as mesas com a suas habituais conversas na expectativa de qualquer coisa...Talvez querendo ganhar a oferta de uma cerveja nocal ou uma cuca...
Na retaguarda destes militares graduados, entre oficiais,e sargentos havia a continuação da festa com outros militares de baixa patente...O cenário da festa estava sem duvida bem montado...Este foi sem duvida o primeiro natal longe de toda a família,e em cenário de guerra...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Seccção de Combate.
Do Furriel Jorge Isidoro recebi este magnifico emblema da companhia de caçadores 1495 representando a corneta,emblema de caçadores,e duas armas ligeiras (G 3)sobrepostas em cruz,e o respectivo capacete.Terceira secção do primeiro grupo de combate,e este grupo de militares ciente de que era a secção que o furriel Isidoro que comandava nos bons e maus momentos.Cada grupo de combate era composto por quatro secções,que na sua totalidade eram quase trinta militares,e comandada por um oficial de patente Alferes.E na minha maneira de ver por aqui já havia muita imaginação nas memórias deste militares, porque o respectivo emblema é engenharia de militares...
terça-feira, 30 de março de 2010
No Grafanil Luanda.
Este operacional é o Furriel Miliciano Jorge Isidoro da Companhia de Caçadores 1495 que foi colocada no Lucunga e comandada pelo Capitão Matos.Ligado ao primeiro grupo de combate,e ainda no Grafanil em Luanda,preparando-se para dar inicio aos dois anos de comissão no interior de Angola,e colocado no Lucunga,(ZIN).Operacional como todos os nossos camaradas de armas,e munido com uma pistola metralhadora Uzite de fabrico Israelita, e equipado com equipamento aligeirado.A mim na altura foi-me distribuída uma pistola metralhadora (FBP),e que mais tarde vim trocar pela pistola (VALTER).e que me acompanhou até ao fim da comissão.
sábado, 27 de março de 2010
Parada do Quartel do Toto
Digam o que disseram...Pensam o que pensar...Mas por este espaço físico de terreno durante treze anos de guerra, passaram,e formaram milhares de militares,e em todo este espaço de tempo foi aqui engolida a juventude de muitos jovens...Na retaguarda destes militares era o refeitório das praças que saciou o estômago de muitos militares,e neste terreiro formaram durante todos estes anos muitos milhares...Lado esquerdo refeitório, lado direito um barracão ligado à intendência,deposito de géneros. Aqui temos o interior do quartel,incluindo parada,de frente e portas de armas vista de dentro para fora, e a porta de armas do aquartelamento e alguns militares da guarda.Em frente já fora do quartel naqueles morros fica a nova sânzala, construída pelas mãos dos militares.
terça-feira, 23 de março de 2010
Militar em Apuros Com uma Apendicite Aguda.
Este ilustre Médico que foi Alferes Miliciano na companhia de caçadores 1495, digníssimo Doutor Bento Soares,que esteve colocada no Lucunga, de 1966 a 1968 e foi este brilhante médico do mesmo Batalhão de Caçadores 1875,e assim que regressou de férias,foi logo de imediato chamado para me evacuar um doente com uma apendicite aguda...Já de noite tiveram que organizar um grupo de combate para fazerem uma viagem de cento e vinte kms por entre picadas sinuosas e matas,densas para irem do Toto, ao local aonde estava-mos estacionados com o referido doente,no Lucunga.
Este militar depois de operado e de regresso a companhia me veio a agradecer pessoalmente o me ter interessado pelo caso dele.Aqui os agradecimentos ficavam para ultimo plano, tratava-se sim de um militar,doente necessitando de uma intervenção,de cirurgia urgente...O lema de tratamento era igual para todos sem qualquer distinção.Sentido esse que se enquadrava numa problemática singular,tendo em conta,todos os elementos,militares e civis.
Este militar depois de operado e de regresso a companhia me veio a agradecer pessoalmente o me ter interessado pelo caso dele.Aqui os agradecimentos ficavam para ultimo plano, tratava-se sim de um militar,doente necessitando de uma intervenção,de cirurgia urgente...O lema de tratamento era igual para todos sem qualquer distinção.Sentido esse que se enquadrava numa problemática singular,tendo em conta,todos os elementos,militares e civis.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Alferes Miliciano Rui Borges.
Este oficial,Alferes miliciano Rui Borges,já no ano de 1966 e 1967 se prestava para certos assuntos,e como tal eu também gostava de saber qual o conteúdo desta conversa! Naturalmente nem o próprio actor de momento me saberia dar uma resposta!Rodeado por militares que faziam parte do seu grupo de combate,quarto grupo, da companhia de caçadores 1494 e conversando com um indevido de cor...Qual seria o resultado da conversa? Os restantes militares muito atentos aos desenrolar dos acontecimentos...
Sinceramente eu gostava de saber o porquê deste assunto...
Hoje meritíssimo Juiz já muito próximo da reforma,se é que não esta já reformado!
E agora que escrevo esta historia à distancia de alguns anos exactamente neste mesmo capitulo, e pela escrita, os acontecimentos evocados são afinal recriados visto o lapso do tempo entre a realidade e a memória, permitir a reelaboração do pensamento...Transcorridos os anos que medeiam os dois momentos,o da vivência escrita, olho o passado com o mesmo olhar com que olho o presente.
Vivo estes factos passados com o sentido que me ocorrem a memória com lucidez,e com sentido de responsabilidade.Milhares de historias ficam refugiadas na memória de muitos militares,e muitas ficarão por contar...Esta era a nossa guerra...
Sinceramente eu gostava de saber o porquê deste assunto...
Hoje meritíssimo Juiz já muito próximo da reforma,se é que não esta já reformado!
E agora que escrevo esta historia à distancia de alguns anos exactamente neste mesmo capitulo, e pela escrita, os acontecimentos evocados são afinal recriados visto o lapso do tempo entre a realidade e a memória, permitir a reelaboração do pensamento...Transcorridos os anos que medeiam os dois momentos,o da vivência escrita, olho o passado com o mesmo olhar com que olho o presente.
Vivo estes factos passados com o sentido que me ocorrem a memória com lucidez,e com sentido de responsabilidade.Milhares de historias ficam refugiadas na memória de muitos militares,e muitas ficarão por contar...Esta era a nossa guerra...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Momentos Felizes na Guerra.
Estas manifestações de aldeões perante o olhar atento dos militares,e tentando divertir toda a gente que assiste a elas, essencialmente os militares, e os negros por ficarem gratos de agradecimento pela assistência que lhes era prestada pela construção de algumas habitações, embora um pouco frágeis mas muito superiores as que possuíam nos seus aldeamentos.E estas eram as populações que dentro do quartel do Toto todos os dias hás dez horas da manhã procuravam assistência medica sempre que estivessem doentes,e eu muitas vezes os assisti na questão de fazer pensos e dar injecções,fosse intermuscular ou endovenosa conforme a descrição medica...Estas populações vestiam o melhor que tinham e do pouco que possuíam para se apresentarem da melhor forma perante as autoridades militares,tanto crianças como adultos,e temos bem o exemplo mostrado pelas fotos...E para alegrar estas populações lá teve que o Alferes Emanuel, do deposito da intendência dispensar um belo pipo de vinho,o qual mais tarde os negros vieram agradecer.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Dois Oficiais Junto dos Aldeões
Nesta foto num convívio na Sanzala com os Aldeões o comandante da companhia de Artilharia 739,temos o Capitão Mira, e ao seu lado um jovem militar Alferes miliciano Palaio que durante o ano de 1965 permaneceram aqui no Toto até Janeiro de 1966, e no reinado deste oficial já se assistia ao convívio com as populações,porque era fundamental traze-las até junto dos militares afim de dar a entender as mesmas populações que a guerra não era só utilizar as armas ou as bombas, e cabe-me dizer que este sistema de politica da psíco até deu resultado...Depois destes militares serem transferidos para outra zona, o Capitão Almeida da companhia de caçadores 1494 deu o mesmo seguimento ao sistema herdado deste seu antecessor, e tanto que resultou que a nossa tropa da 1494 da qual eu fiz parte, e da 1493 depois de nós, e do mesmo batalhão 1875 que permanecemos neste sector o tempo de toda a comissão.
Estes dois oficiais na sanzala,num dos poucos convívios que se realizou, e na retaguarda podem ver um aldeão com duas crianças de tenra idade, e alguns homens adultos dos que fariam parte da equipa de futebol...
Estes dois oficiais na sanzala,num dos poucos convívios que se realizou, e na retaguarda podem ver um aldeão com duas crianças de tenra idade, e alguns homens adultos dos que fariam parte da equipa de futebol...
sábado, 6 de março de 2010
Grupo de Oficiais no Aeródromo do Toto
Antes de nos permaneceu neste sector o Batalhão de Artilharia 741,e composto pelo mesmo número de companhias que o Batalhão de Caçadores 1875,e por quem foram rendidos em Janeiro do ano 1966,e depois da sua rendição aqui no norte de Angola foram para o leste deste País,e aí terminaram a comissão no ano de 1967,e um ano antes do Batalhão 1875,que terminou a comissão no fim de Abril de 1968 com vinte e sete meses,e que permaneceu todo o tempo colocado neste sector,algures, entre Vale de Loge, Toto, Locunga,e Inga.Este grupo de oficiais entre milicianos e provavelmente incluindo,dois capitães e um tenente que faziam parte do quadro do exercito,incluindo comandantes de companhia,e alguns oficiais com o posto de Alferes miliciano,praticamente todos eles com um significado fazer o melhor que sabiam.Fazendo a leitura deste que tenho conhecimento baseado nas informações que o Alferes Emanuel me transmitiu e que fez o favor de me enviar estas fotos então aí vai a leitura e identificação dos nossos ex-combatentes:
Da esquerda para a direita, primeiro o Alferes Emanuel Fronteira,segundo Alferes Silva Pereira,terceiro o Alferes Augusto,quarto Capitão Ramires Promovido a Major,quinto Capitão Roby promovido a Major,sexto Alferes Palaio,sétimo Tenente Pesca do departamento (PAD)oficinas no Toto,oitavo Alferes da companhia 738 colocada no Lucunga,nono Alferes Terrinha Medico e décimo mais um Alferes da mesma companhia destacada no Lucunga.Há dois Alferes que não sei o nome pelo facto de só neste dia se terem aproximado dos respectivos colegas, e devido a sua distancia de algumas dezenas de kms.Como podem verificar as guerras do ultramar engoliam um grande numero significativo de jovens vindos da metrópole, e aqui é num espaço muito reduzido em comparação com toda a Angola...Entre oficiais milicianos e militares do quadro incluindo soldados aqui temos uma simples demonstração... Na despedida destes dois oficiais promovidos a major,é que foi feita esta foto no aeródromo do Toto.Estes dois oficiais que foram promovidos ao posto de major,naturalmente que devido a sua continuação ao serviço do exercito hoje,provavelmente já estarão na reforma com um posto de coronel,ou brigadeiro...Quanto ao tenente pesca qual será hoje o seu posto?Será que estes oficiais ainda se encontram entre nós?Seria uma grande honra...
Da esquerda para a direita, primeiro o Alferes Emanuel Fronteira,segundo Alferes Silva Pereira,terceiro o Alferes Augusto,quarto Capitão Ramires Promovido a Major,quinto Capitão Roby promovido a Major,sexto Alferes Palaio,sétimo Tenente Pesca do departamento (PAD)oficinas no Toto,oitavo Alferes da companhia 738 colocada no Lucunga,nono Alferes Terrinha Medico e décimo mais um Alferes da mesma companhia destacada no Lucunga.Há dois Alferes que não sei o nome pelo facto de só neste dia se terem aproximado dos respectivos colegas, e devido a sua distancia de algumas dezenas de kms.Como podem verificar as guerras do ultramar engoliam um grande numero significativo de jovens vindos da metrópole, e aqui é num espaço muito reduzido em comparação com toda a Angola...Entre oficiais milicianos e militares do quadro incluindo soldados aqui temos uma simples demonstração... Na despedida destes dois oficiais promovidos a major,é que foi feita esta foto no aeródromo do Toto.Estes dois oficiais que foram promovidos ao posto de major,naturalmente que devido a sua continuação ao serviço do exercito hoje,provavelmente já estarão na reforma com um posto de coronel,ou brigadeiro...Quanto ao tenente pesca qual será hoje o seu posto?Será que estes oficiais ainda se encontram entre nós?Seria uma grande honra...
quarta-feira, 3 de março de 2010
Oficiais Milicianos no Toto
Bem,como já tenho aqui publicado também existiam horas que custavam a ser ultrapassadas,e como na juventude de qualquer jovem aqui temos bem o exemplo de três oficiais milicianos fazendo do bidão ou (bidões)trampolim,e então o Alferes Miliciano Eleuterio que comandava o terceiro grupo de combate,homem alfacinha por ser de Lisboa,e que a mim me chamava pelo diminui de Ângelo,eu na boca deste oficial era o Ângelito, e por aqui se notava a afinidade para com os seus subordinados, e com muita pena minha voz digo este ex-oficial miliciano de Infantaria também faleceu há longos anos...Desde a nossa despedida do quartel de Abrantes pela ultima vez nunca mais nos tornamos a encontrar.
Ao olhar para as fotos da-me a crer que estas imagens nos mostra bem a amizade com que se relacionavam estes três oficiais, num momento que faziam exercício físico.
Anteriormente referi-me a dois ex-oficiais que se encontram na foto,o Alferes Emanuel Fronteira, o Alferes Tomé Macedo, e por ultimo o Alferes Eleuterio que está fazendo exercício entre os bidões.Apesar de serem oficiais não deixavam de ter os mesmos problemas que qualquer outro militar,notando-se a ausência daqueles que lhe eram queridos...Militares com um extraordinário brilhantismo na carreira e com a boa disposição nas formaturas,para com todos os militares,reinava sempre a boa disposição.
Ao olhar para as fotos da-me a crer que estas imagens nos mostra bem a amizade com que se relacionavam estes três oficiais, num momento que faziam exercício físico.
Anteriormente referi-me a dois ex-oficiais que se encontram na foto,o Alferes Emanuel Fronteira, o Alferes Tomé Macedo, e por ultimo o Alferes Eleuterio que está fazendo exercício entre os bidões.Apesar de serem oficiais não deixavam de ter os mesmos problemas que qualquer outro militar,notando-se a ausência daqueles que lhe eram queridos...Militares com um extraordinário brilhantismo na carreira e com a boa disposição nas formaturas,para com todos os militares,reinava sempre a boa disposição.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Três Oficiais no Toto
O primeiro Oficial da esquerda é o tenente Adelino Quaresma Fernandes de Almeida, comandante da Companhia de Caçadores 1494,militar de carreira,e em segundo lugar lado esquerdo Ex-Alferes miliciano Tome Macedo especialidade Rangers,e no lado direito o Ex-Alferes Miliciano Emanuel Fronteira do pelotão da reabastecimento alimentar,e estes três militares aqui em plena conversa de convívio num dos momentos de lazer...Apesar de alguns anos passados,mais de quarenta anos,aqui me cabe colocar estas fotos que me foram enviadas do Canada pelo o Ex_Aferes Emanuel Fronteira, porque também foi um dos pioneiros colocado nesta andanças com o propósito de ter que tratar de alimentar todos estes militares...Apesar de todos estes anos as fotos ainda são um documento fundamental para que possa dar alguma razão,afim de nos lembrarmos de algumas coisas passadas neste espaço de terreno que ocupamos durante algum tempo...
Entre estes militares e os seus subordinados existiu sempre o bom relacionamento e a boa camaradagem!Este oficial com a responsabilidade de comandar a companhia, de jovens militares sempre se mostrou disponível pelo, bem estar dos seus homens porque era um membro que era capaz de pegar no seu acordeão, e fazer musica e por a rapaziada a cantar.Era um verdadeiro democrata dentro das fileiras do Exército, e por isso sempre deu esse exemplo perante os seus homens...Capitão Almeida estejas aonde estiveres nunca serás esquecido pelos homens de quem te orgulhastes de ser comandante...Nos nossos convívios anuais já alguém apresentou a foto do Ex-Capitão...Comandante como já não fazes parte do nosso grupo Deus te tenha junto dele porque os teus ex-militares continuam a recordar-te...Aonde houver militares da 1494 estarás sempre presente,assim como todos os outros militares!
Entre estes militares e os seus subordinados existiu sempre o bom relacionamento e a boa camaradagem!Este oficial com a responsabilidade de comandar a companhia, de jovens militares sempre se mostrou disponível pelo, bem estar dos seus homens porque era um membro que era capaz de pegar no seu acordeão, e fazer musica e por a rapaziada a cantar.Era um verdadeiro democrata dentro das fileiras do Exército, e por isso sempre deu esse exemplo perante os seus homens...Capitão Almeida estejas aonde estiveres nunca serás esquecido pelos homens de quem te orgulhastes de ser comandante...Nos nossos convívios anuais já alguém apresentou a foto do Ex-Capitão...Comandante como já não fazes parte do nosso grupo Deus te tenha junto dele porque os teus ex-militares continuam a recordar-te...Aonde houver militares da 1494 estarás sempre presente,assim como todos os outros militares!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Representando Para as Nossas Tropas
Das danças, e dos bailarinos, não tenho imagens,mas bem gravadas ficaram na minha memória, vê-los dançar descalços arrastando os pés pelo chão,e mane-ando todo o seu corpo, algumas mulheres com os filhos presos as costas,como vem sendo seu habito.Mostravam, e davam do pouco que tinham, de seu para com quem os compreendia.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Futebol
A única (GMC) camioneta de carga que tinamos no quartel era conduzida pelo meu amigo Luís do respectivo deposito da intendência,e um belo dia fomos até ao aeródromo do toto a assistir a uma partida de futebol, e como tal a camioneta até serviu de bancada central para os espectadores...E ainda éramos muitos!Já não sei qual a equipa que ganhou se os militares se a dos negros,também não sei afirmar de onde vieram esses senhores mas eles lá apareceram para se realizar o encontro...Naturalmente fizeram greve a guerra para virem conhecer os nossos militares,e fazer um convívio desportivo com os nossas tropas :Coisas da guerra...Os nossos condutores já eram bons profissionais na arte da condução de viaturas, e há a destacar todos eles sempre na boa forma de conduzir por caminhos com pouca visão, e cobertos de capim.O motorista desta viatura foi sempre um excelente profissional,mesmo dentro da empresa aonde trabalhamos CTT, e foi com ele que durante alguns anos continuamos com o mesmo ambiente de camaradagem.Mas o motorista neste momento da foto não se encontrava junto de nos para ficar na mesma!Claro como o calor era demasiado o Luís deveria ter ido a cantina molhar a palheta beber alguma cuca ou nocal fresca.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O Correio Chegou.
Aos Ex-militares da C. Caçadores 1494.Meus ex-combatentes então que é feito de vocês?Venham ouvir ler o correio porque chegou ao Toto!Desta vez é o cabo escriturário que vai lendo o nome da rapaziada e não o sarzento dia como é habito.Hora venham que muitos de vocês vão ter noticias do Puto,Puto Portugal,dos Pais, das namoradas,ou das madrinhas de guerra!Por aonde andam estes ex-militares?
Então vocês não querem contribuir para a história do nosso batalhão?Para a história que fez parte da nossa juventude que passamos nestas andanças?Muitos de voz já sabiam ler, e só uma pequena percentagem não via uma letra do tamanho de Angola, por isso venham, ou caso não trabalhem com as novas tecnologias peçam ajuda a alguém afim de procurar pela vossa companhia de caçadores 1494!Dê-em noticias vossas,mandem-me historias,participam com fotos que eu aqui as publicarei:Digam aquilo que fizeram em África mesmo de uma maneira simples, e singela:Quem é que lérpou?Muitos não receberam correios e lá ficaram mais tristes!Bem sabeis que vos conheço a todos, embora tenha esquecido o nome de alguns:Na escadaria em primeiro plano lado esquerdo o russo que estava no bar a servir a cerveja a malta segundo o gasolinas porque estava no deposito dos combustíveis,na retaguarda o Amândio,a frente lendo o correio o cabo escriturário,e também o Santos mais conhecido pelo pica porque picava os dedos a rapaziada para se proceder ao rastreio,e o Estroina.Muitos outros cá em baixo a espera de novidades do puto...Para os que ficaram sem correio para a semana temos mais novidades da Metrópole.E não se esqueçam de guardar o correio dos colegas que se encontram em patrulhamentos no mato.Há quarenta e seis anos o correio já era distribuído por códigos postais e cada companhia tinha o seu atribuído, e mal me passava pela cabeça que vinha fazer essa formação assim que chegou a empresa aonde trabalhei Correios de Portugal.
Então vocês não querem contribuir para a história do nosso batalhão?Para a história que fez parte da nossa juventude que passamos nestas andanças?Muitos de voz já sabiam ler, e só uma pequena percentagem não via uma letra do tamanho de Angola, por isso venham, ou caso não trabalhem com as novas tecnologias peçam ajuda a alguém afim de procurar pela vossa companhia de caçadores 1494!Dê-em noticias vossas,mandem-me historias,participam com fotos que eu aqui as publicarei:Digam aquilo que fizeram em África mesmo de uma maneira simples, e singela:Quem é que lérpou?Muitos não receberam correios e lá ficaram mais tristes!Bem sabeis que vos conheço a todos, embora tenha esquecido o nome de alguns:Na escadaria em primeiro plano lado esquerdo o russo que estava no bar a servir a cerveja a malta segundo o gasolinas porque estava no deposito dos combustíveis,na retaguarda o Amândio,a frente lendo o correio o cabo escriturário,e também o Santos mais conhecido pelo pica porque picava os dedos a rapaziada para se proceder ao rastreio,e o Estroina.Muitos outros cá em baixo a espera de novidades do puto...Para os que ficaram sem correio para a semana temos mais novidades da Metrópole.E não se esqueçam de guardar o correio dos colegas que se encontram em patrulhamentos no mato.Há quarenta e seis anos o correio já era distribuído por códigos postais e cada companhia tinha o seu atribuído, e mal me passava pela cabeça que vinha fazer essa formação assim que chegou a empresa aonde trabalhei Correios de Portugal.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Viagem de Nor-Atlas
Este avião ao serviço das tropas Portuguesas nas três frentes de batalha, e essencialmente em Angola,serviu muitas vezes de meio de transporte entre Luanda, e Tôto, Maquela do Zombo, e São Salvador do Congo,e pelo menos uma vez por semana, transportava Géneros alimentícios mais ou menos frescos,como por exemplo peixe, carne,e também produtos relacionados como hortícolas, e correio para as nossas tropas..Pela primeira vez que andei neste meio de transporte, foi entre Tôto e Luanda e notei que a aeronave batia e abanava por todos os lados, mas nunca ouvi dizer que tivesse havido qualquer acidente com estas maquinas voadoras, de apoio as nossas tropas, e cabe-me dizer que para a época já faziam um trabalho extraordinário, mesmo no transporte de militares e em especial as tropas que se encontravam isoladas no interior de Angola.
Esta foto foi conseguida no aeródromo do toto.
Esta foto foi conseguida no aeródromo do toto.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Militares no Toto
Três oficiais no quartel do (Toto),o primeiro militar da direita seguindo por ordem de 1, 2, 3,ainda com o posto de Tenente,Adelino Quaresma Fernandes de Almeida,comandante da companhia de Caçadores 1494,segundo o Alferes miliciano Tomé Macedo, especialidade de Rangeres, e comandante do meu grupo de combate segundo,, e o Alferes miliciano Emanuel Fronteira do referido deposito da Intendência,e este meu amigo residente no Canada, teve a amabilidade de me fazer chegar estas fotos que publico com todo o sentido de amizade, e carinho:Obrigado uma vez mais amigo Emanuel porque destes oficiais não possuía qualquer foto...O Tenente Almeida como não podia de deixar de ser num momento em que estava de oficial de dia a unidade militar, e digo isto com toda a afirmação porque no braço esquerdo, têm a faça de oficial dia que muito bem o identifica...Estas fotos vem no sentido de vir precisamente justificar aquilo que anteriormente tenho dito a respeito deste oficial sempre na disposição de ajudar os camaradas de armas, essencial os seus subordinados...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O Carinho.
O Ex-alferes,Emanuel oficial das forças armadas Portuguesas, num passeio a sanzala,que é um conjunto de palhotas cobertas com capim, e aonde residiam alguns cidadãos naturais de Angola,e que ficava a alguns metros desviado do nosso aquartelamento,e um pouco por todo o lado os nossos militares sempre mostraram o lado positivo para com as populações, porque a nossa função também existia de trazer as pessoas para junto de nós,e num espírito de bom ambiente.
Esta era uma das partes boas, que a guerra nos trazia de positivo,e com um coração sensibilizado para com os nativos que muitas vezes recorriam aos nossos auxilio, carentes de tudo para com a sua sobrevivência.
Esta era uma das partes boas, que a guerra nos trazia de positivo,e com um coração sensibilizado para com os nativos que muitas vezes recorriam aos nossos auxilio, carentes de tudo para com a sua sobrevivência.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Recruta em Tavira.
Este pelotão de recruta de futuros oficiais e sargentos em Tavira, também têm todo o direito de ser destacado neste blog, porque dois militares estiveram muito próximo de mim...Já falei aqui do nosso Ex Aferes Emanuel Fronteira , responsável pelo reabastecimento de alimentos, ás tropas em todo o nosso sector,e também do sargento que faleceu as portas do Tôto num aparatoso acidente de viação,e era da companhia de caçadores 1493 colocada no Inga.e que de muito perto assisti a sua autópsia, e no blog tenho uma foto a justificar, um trabalho publicado,que mostro no cemitério...
Bem o primeiro militar do lado esquerdo da fila, de pé é o Ex Aferes Emanuel, e o militar de óculos escuros foi o senhor com o posto de sarzento que faleceu no acidente, e ao seu lado o Ex-Alferes Cravidão que também faleceu em combate na Guiné.
Bem o primeiro militar do lado esquerdo da fila, de pé é o Ex Aferes Emanuel, e o militar de óculos escuros foi o senhor com o posto de sarzento que faleceu no acidente, e ao seu lado o Ex-Alferes Cravidão que também faleceu em combate na Guiné.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Vista do Toto
Esta foto mostra-nos uma parte daquilo que considera-vamos o toto, e foi feita da parte norte para sul tentando mostrar toda a aérea de civil e parte militar,e aqui mesmo nas primeiras habitações era um lugar aonde morava o Alferes Ferrajota, comandante do primeiro grupo de combate, também o tenente Médico da companhia doutor Alonso,um civil e o posto de correio.Moravam aqui dois oficiais da companhia pelo facto de se fazerem acompanhar das respectivas esposas, os restantes militares, e oficiais pernoitavam dentro do quartel.Dentro deste quartel era composto pela companhia de caçadores 1494,cerca de 160 militares, o pelotão do Pad, oficinas,dirigido por um graduado posto de tenente, e o pelotão de manutenção comandado pelo Alferes Miliciano Emanuel, que sobre os seus ombros havia a responsabilidade de fornecer alimentos ás companhias desde de Vila Nova de Caipemba, Vale de Loge, Inga Bembe, Lucunga,Quimaria etc... O pelotão do Pad, oficinas existia a responsável pelo arranjo das viaturas das mesmas companhias que já descrevi...Por aqui, além dos militares pouco movimento existia, porque na guerra não nos pode-amos ausentar para longe devido a por em perigo a nossa própria vida, e além de fazermos um passeio a sanzala, ou ao aeródromo...O movimento quando existia, era quando chegavam os carros civis carregados de mantimentos para reabastecer todas estas companhias, e neste local se fazia a distribuição a medida que cada companhia tinha necessidade...Por isso a justificação da manutenção... Esta foto que publico no blog são da autoria do Ex- Alferes Emanuel que teve a gentileza de mas enviar...
domingo, 31 de janeiro de 2010
Vivenda de Toldes.
Num deserto entre vales e montes em algures no norte de Angola,muito próximo do vale do rio Loge de matas densas rodeando o mesmo rio, e planíces, entre um ou outro lugar ocupado por um ou outro crocodilo que o rio continha, aproveitei esta única árvore no cimo de um monte aonde permanecemos alguns meses seguidos, e eu baseado no meu conhecimento geral comuniquei ao comando deste grupo de combate o montar atenda,(VIVENDA)debaixo de uma frágil árvore, desculpando-me que era para manter os medicamentos a sombra...Também era:
Éramos portadores de ricas regalias...Cinco toldes para nos abrigarmos, de um calor infernal, ou de uma forte trovoada, ou de uma valente manhã de nevoeiro, que se faz sentir neste clima tropical de Angola...
Estava sentado em cima de uma maca lendo um aerograma, mais conhecido por bate estradas chegado da metrópole.Também ao meu lado a bolsa de primeiros socorros, sempre disponível para qualquer serviço que fosse necessário...No cimo deste morro aproveitando a sua altitude,e devido a tanto tempo estarmos colocados nesta base avançada não deixa-vamos de nos divertirmos a noite em redor de uma fogueira cantando a senhora dos Matosinhos ou senhora da boa hora ensinai-nos os bons caminhos para sair-mos daqui para fora...
Éramos portadores de ricas regalias...Cinco toldes para nos abrigarmos, de um calor infernal, ou de uma forte trovoada, ou de uma valente manhã de nevoeiro, que se faz sentir neste clima tropical de Angola...
Estava sentado em cima de uma maca lendo um aerograma, mais conhecido por bate estradas chegado da metrópole.Também ao meu lado a bolsa de primeiros socorros, sempre disponível para qualquer serviço que fosse necessário...No cimo deste morro aproveitando a sua altitude,e devido a tanto tempo estarmos colocados nesta base avançada não deixa-vamos de nos divertirmos a noite em redor de uma fogueira cantando a senhora dos Matosinhos ou senhora da boa hora ensinai-nos os bons caminhos para sair-mos daqui para fora...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Tornamonos Amigos na Guerra.
Esta foto é mais um seguimento dos camaradas das parodias e dos petiscos de omolhetes com ovos, e este episódio vem do acampamento do (INGA), então temos aqui nesta foto os Rádio-telegrafista, no lado esquerdo o Viola, eu ao centro e no lado direito Também o radio-telegrafista Monteiro.Telegrafista eram os elementos que na gira do exercito trabalhavam em morse.Este era o sistema de comunicação que depois das mensagens recebidas tinham que ser traduzidas para a linguagem normal por um militar entendido na matéria, também um grande amigo meu o chifra, chifra pelo facto de de-chifrar as mensagens, e a mensagens mais bonita que de-chifrou foi sem duvida a que anunciou a nossa rendição, mas o seu verdadeiro nome era o Elias dali dos lados de Moscavíde.Lisboa.Ao Elias encontra-mo-nos há dois anos na Vila de Alenquer, deu-me um abraço tão forte que me iam partindo as costelas.Esta fotografia foi feita nas costas do posto rádio, ainda no TOTO.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Eram dois Jovens na Guerra.
No interior do aquartelamento, na parada no Tôto, no lado direito colegas sentados frente ao referido refeitório, mais a frente o prédio alto ao fundo era o prédio aonde os oficiais,dormiam, incluindo a messe deles, e o respectivo refeitório: Este monumento é da companhia de artilharia 739 que a companhia de caçadores 1494 veio render,da qual eu fiz parte,no mês de Janeiro do ano 1966, e que faziam parte do Batalhão de artilharia 741.No lado esquerdo do monumento e na foto está o meu amigo Fernando Pereira Gil, na altura com a especialidade de radio telegrafista, e presentemente morador em Rio Maior, e eu no lado direito da foto, e é com sentimento de amizade que nos encontros anuais do Batalhão matamos saudades sempre que nos encontramos...Além de partilharmos uma bela refeição fazendo-nos acompanhar das respectivas esposas.Este pressentimento de camaradagem, e amizade irá prolongar-se até ao fim dos nossos dias...
domingo, 24 de janeiro de 2010
Saídas
Lembro-me, naturalmente muito bem a saída deste quartel largo da parada de onde saíam os carros unimogues carregados de militares,vestidos de camafulado,arma G-3, metralhadoras de guerra, e munidos de rações de combate,(alimento)cantil de água, e com uma certa agilidade de que eram portadores na flor da idade, assim eram os nossos militares, de então...Destino só o oficial de comando das operações sabia o destino,não fosse algum intruso estragar o esquema...Rio( Loge)Rio Mabredg, ou outro lugar qualquer:Serra da cananga!Só a saída do quartel via-mos o rumo das viaturas...
Antes da saída do quartel o oficial perguntava, tudo em ordem?Então vamos continuar que se faz tarde...Todas as viaturas saíam em fila de uma a uma com alguns metros de intervalo, e na primeira viatura comanda por um sargento ou furriel, outras vezes mesmo o oficial geralmente Alferes de olhos bem abertos olhando para o trilho,e em todo o redor ,mesmo com a dificuldade que o capim e a mata serrada nos dificultava em vermos a longa distancia.
Cada um pensava para consigo mesmo, fazendo o sinal da cruz e olhando o céu...Qual será o meu destino no meio disto tudo? Esta casa de frente durante dezassete meses foi o nosso dormitório,e o meu quarto ficava virado para norte de onde se avistava o aeródromo militar do Tôto.Esta caixinha do lado direito da foto era o posto de rádio,(Transmissões)e dormiam aqui os quatro operadores da Especialidade,o Gil, o Viola,o Monteiro,e o Mestre, e ao centro da parada continuava flutuando a bandeira Portuguesa.
Antes da saída do quartel o oficial perguntava, tudo em ordem?Então vamos continuar que se faz tarde...Todas as viaturas saíam em fila de uma a uma com alguns metros de intervalo, e na primeira viatura comanda por um sargento ou furriel, outras vezes mesmo o oficial geralmente Alferes de olhos bem abertos olhando para o trilho,e em todo o redor ,mesmo com a dificuldade que o capim e a mata serrada nos dificultava em vermos a longa distancia.
Cada um pensava para consigo mesmo, fazendo o sinal da cruz e olhando o céu...Qual será o meu destino no meio disto tudo? Esta casa de frente durante dezassete meses foi o nosso dormitório,e o meu quarto ficava virado para norte de onde se avistava o aeródromo militar do Tôto.Esta caixinha do lado direito da foto era o posto de rádio,(Transmissões)e dormiam aqui os quatro operadores da Especialidade,o Gil, o Viola,o Monteiro,e o Mestre, e ao centro da parada continuava flutuando a bandeira Portuguesa.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Campo Militar do Grafanil Luanda
Chegado a Luanda a 27 de Janeiro do ano 1966,logo de seguida fomos levados para o campo militar do Grafanil, nos arredores da cidade de Luanda, e este campo era por donde passavam todos os militares chegados da metrópole, e donde partiam também para toda a Angola, depois de receberem as ordens do governador militar de Angola, e terminada a comissão também de regresso a metrópole.Neste campo militar existia sempre um forte movimento de militares como podem calcular existiam sempre Batalhões uns que chegavam outros que partiam...Neste local era-nos entregue o armamento com que ire-amos enfrentar o inimigo durante o tempo de toda a comissão...As melgas aqui no grafaníl quando nos apanhavam com a pele pouco bronzeada, quase nos queriam tratar de sugar o sangue que nos corria no corpo, ao ponto de nos incharam as mãos que nos causava um mal estar acompanhado de forte comissão.E esta foto como não poderia de deixar de ser...Foi a primeira foto feita em terras de Angola, eu sentado em cima de um Jeep willys do exercito.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Estagio de Curso
Continuando a dar seguimento a minha historia militar, publico mais uma foto eu no hospital militar principal em Lisboa a Estrela.Chegado a este hospital aqui continuei o estagio pratico, dando injecções, fazendo pensos, e um pouco de tudo que se relaciona-se com trabalho no tratamento de doentes, incluindo de quando em quando velas...Velas é um serviço durante a noite a uma determinada enfermaria. O estagio foi no serviço de urologia:
Findo o estagio rumei de novo para a cidade de castelo Branco, e desta vez o meu destino foi regimento de Cavalaria 8, aqui permaneci apenas duas semanas e de seguida logo fui mobilizado, e fui engrossar então o batalhão de caçadores1875 que já se encontrava formado em Abrantes no regimento Infantaria 2, e daqui então seguimos rumo para o embarque, em Lisboa.
Findo o estagio rumei de novo para a cidade de castelo Branco, e desta vez o meu destino foi regimento de Cavalaria 8, aqui permaneci apenas duas semanas e de seguida logo fui mobilizado, e fui engrossar então o batalhão de caçadores1875 que já se encontrava formado em Abrantes no regimento Infantaria 2, e daqui então seguimos rumo para o embarque, em Lisboa.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
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