quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

domingo, 14 de julho de 2013

Hospital de Campnha


Todas as unidades,ou companhias destacadas em campanha estavam equipadas com um hospital igual a este,e sempre que éram destacadas para fora dos aquartelamentos tinham que o usar.

sábado, 17 de dezembro de 2011

DOIS AMIGOS NA FOLGA DA GUERRA.AMÂNDIO, E ÂNGELO.

DOIS AMIGOS QUE FOMOS NA GUERRA E DEPOIS DELA.

Fomos durante dezassete meses colegas de quarto,além do Miguel,e do Manecas do Melo ,do J.Carvalho,isto no Tôto,no Inga,continuamos com o mesmo espírito de camaradagem,e no regresso à metrópole todos partimos cada um a seu destino,mas em 1974,de novo vim encontrar este meu amigo o Amândio nos arredores da sua terra natal.Fiquei deveras surpreendido quando eu estava de conversa com pessoas amigas e o Amândio passa dentro de uma camioneta,fazendo distribuição de produtos alimentares e bebidas,ou caixeiro viajante.Lá veio de novo aquele abraço que nos ligou durante vinte e sete meses nas lutas diárias que ambos partilhamos,nos bons e maus momentos.Hoje publico aqui mais uma foto que durante esse tempo nos ligou,e cimentou a amizade que nesta data ainda nos obriga a comunicar de vez em quando.E como se aproxima a festa da família dentro em breve vou de novo entrar em contacto com quem fez parte da família que fomos durante os derradeiros anos de 1966,1967,e que durou até Maio de 1968.Para todos os ex-combatentes do batalhão 1875 um feliz natal,e prospero ano novo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OS QUATRO AMIGOS NUM PASSEIO DOMINICAL JUNTO A HABITAÇÃO DE COLMO.

ÉRA DOMINGO.

Como em tudo na vida temos que ter tempo disponível para tudo!E depois de alguns meses de permanência no (TOTO)só por aqui percorri-amos este espaço nestes dias de folga,e quando a tinha-mos porque os maus momentos nunca se sabia quando chegavam:Calhou um grupo de amigos de quatro, virmos dar uma volta à Sanzala mesmo próximo do nosso quartel,não sei ao certo mas o muito um kms se tanto,hoje já não estou a ver a distancia devido a todos estes anos que nos distância da época.Os aldeões tinham um certo receio da nossa presença,mesmo trajando com a farda de passeio,a nossa presença assustava-os um pouco!..E raramente nos metiam conversa tinha-mos que ser nós militares a dar-nos ao convívio,porque estas pessoas viviam um pouco assustadas devido aos momentos que corriam!... Estava-mos ali para os ajudar,porque diariamente eram assistidas no posto de socorros militar.Alguns até nos conheciam bem principalmente aqueles que as atendiam nos momentos de doença!..Estas eram as habitações dos povos de Angola,num monte ligeiramente com alguma inclinação e faziam assim um aldeamento.Por uma questão de segurança nunca vinha-mos para estes lugares sozinhos,mas mantivemos sempre boas relações com os habitantes destes espaços.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O JOVEM CAPITÃO ALMEIDA.

O JOVEM CAPITÃO.

Era jovem.assim como todos os militares de que faziam parte da companhia de caçadores 1494,excepto alguns sarjentos do quadro do exercito,esta companhia este batalhão o 1875 formado no regimento de infantaria de Abrantes no ano de 1965.Este jovem de perfil militar com pouco sorriso não dando muita abertura aos seus subordinados,mas que sempre se manteve no seu lugar de chefe de homens.Recordo o capitão Adelino Quaresma Fernandes de Almeida um militar profissional que muitas vezes no acompanhou pelas matas do norte e Angola e nas operações mais complicadas lá estava ele percorrendo os trilhos que o mesmo inimigo percorria,e eu assim como outros militares testemunhamos a preparação do que era a vida de um militar por terras de Angola..No seu cantil existia sempre uma gota de água para aqueles mais desesperados,e que quais sufocavam com sede debaixo de um sol abrasador.O capitão que fazia sentinela no lugar dos seus subordinados,e que queria ser do mesmo grupo dos sacrificados que sem qualquer culpa pretendia ser do nosso grupo.Este jovem chefe que depois do nosso regresso ao quartel de Abrantes se despediu de todos os seus discípulos de um a um.Capitão Almeida os teus companheiros dos bons e maus momentos nunca te esquecerão!..Fostes sem duvida um chefe exemplar para todos aqueles que tiveram o privilégio de te seguir.Espero que Deus te tenha recompensado,e te tenha no lugar que mereces.Os meus agradecimentos ao António Neves por me ter facultado esta foto do Capitão Almeida.

terça-feira, 31 de maio de 2011

JOAQUIM VIEIRA ORGANIZADOR DO CONVIVIO NO USO DA PALAVRA.


O EX-FURRIEL VIEIRA DANDO AS BOAS VINDAS AOS CONVIDADOS.

No seu uso da palavra o Vieira com o mesmo sentido de responsabilidade aqui no momento dando as boas vindas a todos aqueles que se fizeram representar pessoalmente neste extraordinário convivo que depois destes anos todos continuamos unidos com se fosse ontem,e o Vieira como pai de família,e ao ver as coisas do lado positivo e emocionado não escondeu e deixou cair uma vez mais a lágrima que lhe correu pela face!..Falou daquilo que nos ligou naquela época,e pelos sacrifício que nos ligou a todos naquelas paragens longínquas.Hoje vemos as coisas de uma maneira diferente e só falamos das coisa de uma maneira simples porque muito do que teria que ser dito já seria naquele momento,o que nos era imposto um entrave perante as ideias que comungava-mos!..Ao Vieira agradeço pelo belo dia de convívio que nos alegrou neste dia,e pela bela refeição que partilhamos em família!..Obrigado Vieira e até a próxima!..

O ALEXANDRE COZINHEIRO DA 1494 O JOÃO TRALHA,E O ANTÓNIO NEVES.


DOUTOR BENTO SOARES EM CONVERSA COM DOIS EX-OFICIAIS DO BATALHÃO


terça-feira, 17 de maio de 2011

O ORGANIZADOR DESTE EVENTO ESTE ANO FOI O EX FURRIEL MIL;JOAQUIM VIEIRA. ACOMPANHADO DA NETA.


O ENCONTRO DOS AVÔS,FILHOS E NETOS.

Hoje,tal como ontem cem-timo-nos realizados porque no decorrer de todos estes anos verificamos que apesar de muitos altos e baixos continuamos a ser útil na sociedade e no meio em que habitamos!..E verificamos sinceramente, nestes encontros que realizamos anualmente, porque ao de cima vem sempre um pouco de o termos que actualizar os dias,e os anos que nos deixamos de ver!..E para isso até nem é preciso muita conversa porque os nossos descendentes dizem bem o seguimento da família que constitui-mos.Como já anunciei aqui em algures que nestas festas de convívio verificamos que aparecem sempre aqueles que deixamos de ver há tantos anos,e há primeira vista já mal nos conhecemos,mas somos nos  mesmo!..Depois de dois dedos de conversa estamos em plena sintonia!..Enquanto viver o ultimo combatente não deixaremos de nos apresentar neste ambiente familiar,e mesmo alguns dos presentes já vêm acompanhados dos filhos e dos netos!..É sem duvida lindo de ver!..Para o ano há mais em Matosinhos!..Até lá um grande abraço,para todos!..

sábado, 14 de maio de 2011

O NAVIO QUE NOS TROUXE DE REGRESSO A LISBOA.

Hoje dia catorze de Maio do ano de 2011Tivemos um excelente convivio de camaradas dos tempos da guerra colonial.

E como vêm sendo habito o nosso amigo Rui Borges distribuí-o mais estes lindo poema,além de uma intervenção para todos os presentes!..

MISSÃO CUMPRIDA.Quantas vezes dissemos ao terminar,nas cartas que escrevemos de forma sentida ,"até ao meu regresso"para consolar...Pois nunca há regresso sem haver partida.

Da partida,recordo o adeus no cais e quem espera ficou a rezar e a sofrer por nós,talvez ainda mais ,no tempo duma má noticia chegar.

Com a missão cumprida aqui a nos chamaram,de regresso a Lisboa,enfim,voltamos!encantados de ver de novo e senti-la.

Honra seja feita aos que tombaram!

Por superarmos tudo o que juntos passamos.

Damos graças a Deus,de consciência tranquila.

Confraternização BATALHÃO DE CAÇADORES 1875

TOMAR,14.05.2011


EX-ALFERES RUI BORGES.Juiz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O CABO DE GUARDA FEITO NA ESCALA

Na pratica era impossível porque devido ao movimento de tropas em serviço,nas patrulhas o sargento dia abordou-me e diz-me!..Ângelo pelo qual era conhecido!..Termos militares!..Estás de serviço de cabo da guarda a porta de armas!..E estava de enfermeiro de serviço no mesmo dia!..Depois do hastear a bandeira,logo o sargento da guarda me diz!..Vai lá para o posto de socorros que eu oriento por aqui este serviço a porta de armas!..Isto é simplesmente por uma questão de escala de serviço!..E isto foi precisamente neste aquartelamento,ainda no (TOTO).Um quartel com muito movimento,tanto em termos militares como de movimento de pessoas civis.A razão que nesta época devido ao movimento de tropas fora do quartel,nos obrigava a recorrer a este tipo de situação!..Apesar de a companhia ser possuidora de quatro grupos de combate,por aqui analisamos o esforço feito nas campanhas de 'Africa!..Obviamente que este senhores a quem recordo com uma firmeza de memória,já não fazem parte dos nossos dias devido ao seu estado de idade já avançado,e pelas sucessivas comissões feitas em Africa e pelo esforço que lhes era exigido, a todos os operacionais.

sábado, 19 de março de 2011

OS BEIROES EM COVERSA;E CONVIVIO NA GUERRA.


Os amigos que sempre fomos nos momentos em que éramos obrigado a repartir,e como vizinhos que éramos na metrópole mais ciente ficou que era nosso dever continuarmos a amizade até que a vida nos permita.
Alguns ainda são vivos e um pelo que sei já partiu para a eternidade.O Joaquim dos Santos nunca mais o vi,e já faleceu,O Miguel que é de São Jorge da Beira nunca mais deu sinal de vida;temos o Manecas do Tortosendo emigrou para França,o Mário Carrola do Casal da Serra também nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima,o António Augusto vi-o muitas vezes na cidade do Fundão,mas ultimamente desapareceu.Este momento em que estamos neste pequeno convivo na base aérea do (TOTO)certamente falando da nossa terra e dos momentos de saudade que sentia-mos pelos que tinha-mos deixado na terra, familiares.Estes momentos davam para se falar um pouco de tudo e essencialmente para falar da vida das nossas famílias que de vez em quando cá na retaguarda da guerra falavam dos que lá longe lutavam em prol de um Portugal que se considerava digno dos seus efeitos de história:Nunca mais temos uma conversa igual a esta porque infelizmente,e apesar dos encontros anuais muitos são aqueles que vão faltando ao toque de chamada!..E os que ficam e que vão sobrevivendo de uma maneira ou de outra continuarão a contar as histórias que nunca ninguém ouviu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O VEADO QUE NOS ALIMENTOU NA GUERRA:


A CAÇA NA GUERRA:

Percorrendo as picadas com destino a mais uma zona de respeitar,porque os carros iam deslizando, correndo uns atrás dos outros e nem sequer se via os lugares que as rodas das viaturas pisavam devido ao crescimento demasiado do capim.Mas desta vez ao longe deslumbramos um rebanho de veados,e para nosso espanto uma vez mais o comandante do grupo de patente Alferes dá ordem!..Ninguém dispara sem a minha autorização!..Geralmente quem disparava a arma seria por ordem do oficial,porque se toda a gente entre vinte e tal homens dessem por carregar no gatilho poderia-amos vir a causar dissabores irreparáveis para o grupo.Bem mas felizmente nunca aconteceu este dissabor para bem dos militares,e desta vez abatemos uma peça de caça conhecida por veado.Então o rancho na guerra desta vez foi melhorado com a respectiva carne que este veado nos veio propor para o nosso rancho.Uma carne de extremo valor para quem se tinha que alimentar a base de ração de combate.Uma carne saborosa que alguns nacos deram mesmo para fazer uns bifes a maneira!..De novo o pessoal do quarto grupo de combate sob as ordens do Alferes Rui Borges porque pelas fotos me vêm a memória de alguns dos seus homens,e o único com maquina fotográfica.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

EMBARQUE DE TROPAS PARA A GUERRA.


A LIBERDADE!:

Hoje tudo é diferente!..Tudo é diferente a minha juventude,e da juventude do teu pai,do teu tio!..Nos nascemos noutro época!..E como jovens tenhamos uma enorme montanha a ultrapassar!..Foi difícil!..Mas conseguimos!..A liberdade só nos faz faltam quando estamos privados dela!..Aquele que já nasceu nela não lhe atribui esse valor,porque alguém lutou por ela!..Esse alguém foi sem duvida aquele que lá longe deu a sua própria vida para mais tarde a vir a adquirir...E foi adquirida na retaguarda de uma guerra que não se deslumbrava o seu fim!..E nalgumas fotos que tenho vindo a publicar neste meu blog demonstra bem aquilo por que passaram milhares de jovens durante treze anos consecutivos!..Mesmo com uma arma na mão não nos pode-amos alongar nem afirmar os nossos pontos de vista,e o nosso descontentamento.Hoje sim,a liberdade é de facto uma estrela a brilhar no nosso consciente,por isso os vossos pais foram o pilar desta liberdade que todos nos respiramos, e temos o prazer de a gozar!..

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FRENTE AO POSTO DE SOCORROS:


OS NERVOS A FLOR DA PELE DEVIDO AO SATURAMENTO:

Aqui neste meu lado esquerdo existe um porta que dá assexo ao interior do posto de socorros,mas isto vêm a propósito de que o Graça 1 cabo mecânico de armas ligeiras apareceu neste posto de socorros com uma névoa na vista,e aqui foi medicado pelo furriel enfermeiro,o mais graduado neste destacamento em saúde,e o militar depois de alguns dias de tratamento não viu melhoras,então uns dias depois aproveitou a deslocação de uma coluna que se dirigia ao toto e que passava pelo Vale de Lôge aonde se encontrava o médico mais próximo,talvez quarenta ou cinquenta Kms,hoje já não vejo bem essa distância devido aos anos que já lá vão.
O graça foi visto pelo médico e receitou-lhe aquilo que viu que seria mais adequado para o seu problema.
Bem o pior foi depois!..
Quando o Graça volta de novo ao posto de socorros,e mostra a receita que o medico lhe receitou ao furriel enfermeiro este desatou a mandar vir com o militar,a quem tinha pedido autorização para ir ao doutor,e que não tinha nada que ir ao medico sem o seu consentimento!.Palavra puxa palavra,então aí foi o fim do filme!..Já no fim da comissão aonde os nervos já estoiravam por todos os lados,o Graça não esta com meias modas e manda uma lambada no graduado,furriel enfermeiro:Então aí é que foi!..O furriel ao ser agredido participou do militar!..O furriel Monteiro era casado,e com uma filha.Dias depois de os ânimos terem acalmado fizemos vários pedidos ao furriel afim de retirar o auto que estava em andamento contra o militar,mas este fez logo jura pela filha e pela mulher que não lhe perdoava.
Conclusão o Graça ficou em Luanda a cumprir o castigo,e não embarcou para a metrópole.
Alguns meses depois,e por casualidade vim-me encontrar com o Graça em Lisboa nas portas de santo ao tão,e a conversa veio ao de cima!..Dei uma lambada,e fui castigado,mas com vez já cá estou!.E esta foi a história,e mais um exemplo dois amigos que se passou na minha presença:

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

POSTO DE VIGIA NO RIO:(INGA)

Num posto de vigia.

Uma única vez,se muito uma segunda vez visitei este lugar,local em que se encontrava durante a noite e dia permanecia uma secção de combate.Secção em termos militares entre um grupo de oito,ou nove militares incluindo o graduado,com a patente de sargento ou furriel.
Aqui neste lugar existia um rio considerado com uma corrente bastante elevada,e daqui deste lugar estava a água que a todo o momento alimentava o nosso aquartelamento tanto para a alimentação como para uso diário higiene,e para tal era transportada numa viatura militar em bidons,de cem litros.A razão de me vir a ideia de dar a conhecer este lugar a cerca de distância do aquartelamento três ou quatro Kms.Apesar de ser ponto obrigatório de passagem com uma ponte construída em troncos de madeira dependia essencialmente passagem obrigatória sempre que saímos da unidade!Aqui recordo-me muito bem de um grande amigo e conterrâneo da Barroca do Zêzere,o Joaquim Santos Luís,que deixou a sua querida mãe na terra,viúva, porque o pai já tinha falecido devido a doença das minas da panasqueira conhecida por silicose.Bem quando a rapaziada cria uma patuscada de peixe era fácil!...Granada defensiva para a água e os peixes mortos vinham ao de cimo da agua em abundância.Recordo-me muito bem do Quim como era conhecido nadava com aquela habilidade na apanha do peixe vencendo a corrente do rio!..Perguntei-lhe aonde tinha aprendido aquela pratica de natação!...Respondeu-me,em garoto passavas muitas vezes os meus tempos livres a fazer natação no rio zézere o qual banha as nossas aldeias.O Quim já faleceu há alguns anos e nunca mais foi esquecido pela minha parte!...Deus o tenha no reino dos céu!...

domingo, 26 de dezembro de 2010

A CAMA DE UM MILITAR NO INGA

A cama de um militar no Inga.

Estas eram as camas dos militares nos aquartelamentos dentro das casernas um pouco por todo o norte de Angola,e aqui ainda nos dava-mos por ser razoavelmente bom!...Era sem duvida uma autentica prisão por que por estes lugares pernoitaram muitos jovens nesta tarefa tão difícil que foi um tanto privados de tudo o que nos fazia falta,desde a alimentação até a agua potável...Na retaguarda do posto de socorros dormia-mos os quatro socorrista que prestava-mos os primeiros socorros aos soldados da companhia de caçadores 1494.Bastante difícil foi estes momentos que por aqui pernoitamos sem qualquer culpa de responsabilidade.O medico mais próximos estava colocado no comando de sector no colonato do Vale de Lôge,e sempre que era necessário para la encaminhava-mos os doentes com situações mais complicadas,isto aproveitando sempre a próxima coluna de carros que de vez em quando era necessário esta deslocação.Num dos momentos de repouso.e aproveitando uma revista que veio de algures para ajudar alguns momentos de leitura...Longos foram os meses que nos mantivemos neste lugar contados os dias,as horas e os minutos e o tempo nunca mais chegava ao fim para nos vermos daqui para fora...E a comissão terminou até que fomos rendidos por outros...Enquanto uns partiam outros chegavam para os mesmos martírios...

Menina dos Olhos Tristes

terça-feira, 30 de novembro de 2010

SERRA DA CANANGA.O RELÒGIO PERDIDO

Esta serra era muito conhecida devido a sua situação geográfica,e devido a sua localização.Era sem duvida um santuário do inimigo.Disserto que era sem duvida,e foi muito conhecida devido aos militares que a patrulharam...Eu fui um desses militares que tive por bem dizer que a patrulhar acompanhando um dos meus grupos de combate da companhia de caçadores 1494.Depois de três dias decorridos nesta serra ,e no regresso dei por falta do meu relógio de pulso...Naquele tempo um cauny prima de marca suíça...Fiquei triste e no intervalo de repouso da caminhada,de alguns minutos pedi ao oficial que nos acompanhava para ir a procura dele...E o oficial que comandava a operação deu-me essa liberdade...Era o mesmo que procura-se uma agulha num palheiro...Não sei dizer já o nome do dito Alferes que nos dirigia!E pus-me a caminho...Vejam a loucura das forças de um jovem que nem tão-pouco medi o perigo que podia correr...Num cenário daqueles...Um jovem companheiro disponibilizou-se para me acompanhar na dita procura do meu relógio de estimação.Claro que só por milagre poderia encontra o relógio num zona de mata bastante densa.Andamos alguns bons metros de retrocesso a procura mas de nada me valeu...

sábado, 6 de novembro de 2010

OS PAIS QUE VIRAM PARTIR DOIS FILHOS PARA A GUERRA:

QUERIDOS PAIS O QUE SOFRESTENS PELA MINHA AUSÊNCIA NA GUERRA:

Sei que tinhas orgulho pelo facto de o vosso filho se encontrar a prestar serviço militar na província ultramarina de Angola,e como vos outros pais na mesma situação...Em vos existia sempre o receio de que qualquer coisa acontece-se de grave:O vosso filho partiu sem se tivesse tido tempo de voz abraçar,e o beijo de despedida foi muito rápido porque o comboio partiu e me deixou em terra...Mas ainda cheguei a tempo de ir ao encontro dos colegas que comigo durante dois anos fizeram parte da minha família.Fui dos últimos a chegar a unidade militar de Abrantes, e apenas tive tempo de me fardar a rigor e toca a andar com o batalhão rumo ao embarque que saíra de Lisboa...Para vos foi muito difícil ver partir o filho mais velho embarcar para a Guerra...Depois continuo o vosso sofrimento durante estes longos vinte e sete meses que nos separou...Vives-tens  todo este tempo com o coração em sobressalto porque a guerra era mesmo uma guerra a sério,e o inimigo só não nos a fuzilou porque não teve essa oportunidade,nem tão pouco,nos podia-mos distrair porque estava-mos sempre em alerta máxima...Durante todo esse tempo nunca me esqueci de voz,e sempre voz mantive informado,e ao corrente da minha situação.No meu, regresso,e da minha chegada a Lisboa recordo como se fosse hoje o abraço que vos dei...E vos depois de tanto sofrimento, orgulhosos do vosso filho de ter cumprido um dever em prol da nação...Outros tempos...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ALDEIA DO TELHADO CONCELHO DE FUNDÃO;UMA ALDEIA COM MUITOS EX-COMBATENTES

Aldeia do Telhado.

Foi nesta aldeia aqui na encosta da serra na cova da beira que desde de 1961 a 1974,deu muitos militares afim de prestarem serviço militar nas três frentes de batalha. Angola,Guiné,Moçambique,Timor;Índia,Macau,etc.As Mães,os Pais,e irmãos,namoradas enquanto eu por aqui permaneci dei contas de muitas vezes estarem sempre na expectativa que o correio chegasse com noticias dos seus ante-queridos que lá longe escreviam mais uma pagina da história Portuguesa...E foi uma aldeia que apesar da guerra sempre viu chegar os filhos que nela nasceram,felizmente diferente de algumas aldeia vizinhas...E foi deste lugar que a toda a pressa agarrei na farda e meti a caminho do regimento de infantaria,2 de Abrantes.Vinte e sete meses passados regressei de novo ao mesmo local com algumas mazelas de saúde mas sem qualquer gravidade...Felizmente chegaram sempre noticias dos seus filhos sem assunto de que pusesse a família em sobressalto...Uma aldeia,e famílias com sorte dos seus filhos que honraram a sua Pátria e a sua terra...Foi o exemplo da guerra colonial...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Zona de Palmeiras Nos Arredores do Aquartelamento do TOTO:

O Furriel Mecanico.Oliveira.

Foi logo no inicio da nossa comissão,poucos meses de estadia no aquartelamento no (TOTO)que este graduado saiu numa noite com uma viatura ligeira,mais quatro militares da sua secção ligados a mecânica,e como era noite,e a pratica de guerra fraca o inesperado aconteceu...Foi próximo deste palmeiral na picada que vai do Toto para o (BEMBE) e ao aperceberam-se de qualquer coisa de estranho saltaram da viatura e sem se aperceberam por qualquer motivo inesperado o furriel Oliveira foi atingido por um projecto perfurante num dos membros inferiores...Projecte de arma ligeira.Para tudo na vida é preciso experiência,e as coisas depois de termos conhecimento fazem-se com uma das maiores facilidades...E aqui disserto foi falta de tarimba para que fosse evitado este acidente com esta gravidade...De imediato o furriel foi evacuado para o hospital e nunca mais ninguém lhe poje a vista em cima...Para este militar a campanha de África terminou aqui...Este foi o primeiro militar do Batalhão de caçadores 1875 a ser evacuado para a metrópole.Em sua substituição ficou o cabo mecânico de nome José,e o cabo mecânico Armando,e mais os dois soldado mecânicos que este era o grupo ligado a ferrugem..Ferrugem mecânica...Os dois últimos nomes um de nome João Tralha de Alenquer,e o Vitinho.O João de Alenquer foi um dos organizadores de um dos encontros de há três anos a esta parte...Este ano creio que o novo encontro vai ser na zona da Cidade de Tomar.Este bairro de palmeiras que vêem na foto ficava próximo do aquartelamento militar do Toto,e nas redondezas do aeródromo do mesmo nome.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mulher do Interior de Angola

Mulheres de Angola.

Estas eram as mulheres de Angola que no ano de 1966 a 1968 nos procuravam no posto medico afim de lhes ser prestado alguns cuidados de saúde sempre que encontravam doentes por qualquer motivo...Mas não vá pensar o leitor deste blog que vinham assim nuas da cintura para cima...Pelo contrário sempre com um bom bocado de tecido enrolado ao corpo e com os filhos dependurados as costas.Estas mulheres que trabalhavam nas lavras afim de tirarem algum sustento para se alimentarem tanto a elas como as suas famílias...Lavra é um espaço de terrenos igual aquilo que nos Europeus chamamos horta.Nestas lavras semeavam mandioca ,amendoim,bata doce,milho,feijão etc.Daí provinha os seu sustento,embora fraco mas era assim as mulheres de Angola.Entre o militares Portugueses e os guerrilheiros sempre em sobressalto no cultivo das terras afim de tirar o sustento para toda a família.
Com uma canastra a cabeça afim de transportar os géneros que tinham conseguido do seu esforço...Rendimento de um trabalho feito debaixo de um sol abrasador,e outras vezes de chuva conforme a época do ano.Hoje o mesmo sistema continuará com pouca alteração devido ao pouco desenvolvimento do interior do País.Perante tantas alterações os povos são sempre aqueles que mais chofrem,perante as injustiças dos maus governos.Seja em ditaduras ou em democracias estes são sempre os primeiros a tirar em proveito deles...

sábado, 2 de outubro de 2010

O Silencio dos Mortos e o grito dos Vivos,e a todos os militares que faleceram na guerra, aqui lhes presto o meu tributo de homenagem.

Mais um Embarque de Tropas.

Embarque de Tropas para Angola.

Geralmente os embarques de tropas para toda a África, na verdade era sempre assim,com mais lágrimas ou menos lágrimas mas na verdade era isto mesmo,e por este terreiro correram rios de lágrimas das mães,e dos pais,e dos irmãs,das namoradas que viam os seus queridos jovens embarcar para as frentes de batalha que corriam praticamente em todos os cantos das províncias ultramarinas.Dos que iam ficando para traz acenando com lenços brancos aqueles que se iam afastando de Lisboa,e de suas terras,e aos poucos se iam mergulhando nas aguas dos atlânticos até chegar a África.Estas viagens na melhor das hipótese demoravam pelo sim pelo não seguramente entre os dez e doze dias até chegar ao destino conforme a Província.Na verdade este era o destino dos jovens daquela época preparados para um sofrimento logo a partida de Lisboa.E para não criar tanta dor aos seus familiares na despedida ate os desfiles militares foram reduzido,e fardados com traje de passeio,e não os respectivos fardamento de combate.Centenas de milhares embarcaram neste local que muitas lágrimas correram pelas faces de muitos ante-queridos daqueles que lá longe levantaram bem alto o nome de Portugal,e honraram a sua bandeira,e a sua Pátria.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Comandos de Angola Tropa de Elite, Furriel Miliciano.

Comandos de Angola.

Este militar que eu conheci como civil em Angola e que brincamos juntos na aldeia do Telhado até determinada época,e depois emigrou para o referido Pais que foi  Angola Luanda,e logo que eu cheguei a este País como militar em Janeiro de 1966,e logo que soube da minha chegada ao campo militar do Grafaníl nos arredores de Luanda logo de seguida se preocupou em ir a minha procura...Meu primo direito filho de irmãos,a mãe dele irmão da minha embora a minha já tenha falecido em 1976 e a dele felizmente ainda permanece entre nós,e de muito que nos sentimos nos continuamos a ver com uma certa assiduidade sempre que nos deslocamos a terra.

Militar que foi de operações especiais comandos tropa formada em, Angola com o posto de furriel miliciano e que no momento do meu regresso a Metrópole ainda continuava a servir no exercito Português em terras de África.E como este outros mais passaram pelas tropas do exercito,incluindo naturalmente cidadãos de cor,e que muitos deles estavam colocados em unidades de militares da Metrópole.Sempre se partilhou uma relação de bom entendimento entre membros tropas de África como com os militares que lá permaneciam oriundos da Metrópole.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pistola Walter ao Serviço do Exercito.

Pistola Walter.

Esta pequena relíquia a qual estimei com muito carinho durante a minha estadia como militar em Angola durante a guerra colonial,foi sem duvida uma amiga que me fez companhia em todos os momentos, e que me serviu de travesseiro durante as longas noites em toda a campanha de África.Nos bons e maus momentos esteve sempre abraçada a minha cintura,e era nela que também depositava alguma esperança caso que tivesse de utilizar...Uma companheira que mesmo dormindo dentro do quartel se manteve sempre juntinha a cabeceira da cama,e aos meus sonhos, com se fosse minha namorada.Outros militares se fizeram acompanhar de armas com um poder de fogo mais potente mas para mim bastou-me esta simples e que na verdade nunca soube as suas qualidade de fogo real.Nunca fiz qualquer disparo com ela, sinal de que as coisas nesta aérea correram de extrema bravura.Foram muitos dias e muitas noites que se disponibilizou para me acompanhar.Fiel ao seu ideal para que fora destinada.Esta no momento encontra-se a nu mas, sempre devidamente metida numa bolsa de cabedal...Não foi esta que utilizei mas simplesmente uma outra irmão desta, com uma prova de fogo curto,e com bala derrubante pelo facto de ser menuciada com bala de 9 mm,e com dois carregadores.
Adaptada pelas forças armadas Portuguesas desde de 1961 até há alguns anos,e considerada como pistola padrão ao serviço do exercito Português.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Na Guerra Sonhei Com uma Senhora Vestida de Manto Branco.

Lá Longe Sonhei.

Senhora da Rosa,um dia lá longe sonhei,em noite escura rodeado de mato denso e matas serradas,e armas apontadas a mim, sonhei...Sonhei com uma senhora vestida com um manto branco rezando por mim,e pelos meus companheiros de caminhada,e ao acordar levantei os olhos em direcção ao céu e rezei...

Rezei e continuei com a mesma devoção pedindo a senhora!

Fazei-me companhia neste mundo que nos persegue e do mal que nos rodeia.
Senhora eu gosto de ti com se minha mãe fosses,mas tendes que me acompanhar pelos menos nesta tão difícil tarefa,e peço-vos que nunca me abandones neste mundo que não conheço,e alguém que me persegue e pretende eliminar...Apesar de não estar sozinho somos poucos para um espaço tão grande.
Depois do meu regresso prometo que ti agradecerei e rezarei as teus pés,curvado perante a vossa imagem!
Rezarei em sinal de agradecimento.
Espero o vosso amor...E fui agradecido pela vossa bênção,porque acreditei em voz.
Regressei e aos teus pés fui rezar em sinal do que fizestes por mim,e em sinal de agradecimento continuarei a rezar a teus pés,porque nos momentos difíceis não me abandonastes.
Obrigada senhora...
Estarei presente perante a vossa imagem,
sempre que o tempo me permita.
Uma vez mais obrigada senhora,que bastantes me ajudastes nos momentos de incerteza...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aplicação de Uma Injecção Intravenosa.

Assistência na Doênça aos Militares em Campanha.

Em pleno aquartelamento,no (INGA)local onde permaneceu a companhia de caçadores 1493,e que veio ser rendida pela companhia de caçadores 1494,da qual eu fiz parte,e a partir dos dezassete meses de permanência foi um alivio de sofrimento para estes militares com quatro baixas,de militares,dois mortos em combate e dois mortos de acidente de viação.
Já o referi aqui no início das minhas memórias,e nesse momento o médico mais próximo encontrava-se a uma considerada distância,de algumas dezenas de Kms,na companhia de comando (CCS)no colonato Vale de Loge.O militar em causa de especialidade de condutor auto que no momento estava a ser medicado pelo Enfermeiro de serviço Ângelo,na aplicação de uma injecção intravenosa porque aparentava sintomas de fragilidade física,moral,incluindo outros sintomas.O militar mais graduado neste posto de socorros, na altura com o posto de Furriel Miliciano Enfermeiro e de seguida os dois cabos com a mesma especialidade de enfermagem disponibilizavam todos os seu conhecimentos para prestar assistência a uma companhia de cerca de cento e sessenta militares.Aqui neste momento,o Enfermeiro de nome Ângelo,não se poupava a esforços,afim de prestar mais os seus conhecimentos dando uma injecção intravenosa num dos militares que mostrava a sua fragilidade.Muitos casos por aqui iam aparecendo relacionados com várias doenças desde hepatites,diarreias,e paludismo,e mesmo doenças,extremamente conhecidas e familiar com o clima de África.Na mesma foto,temos bem visível o atrelado de primeiros socorros que possuía quatro caixas de material para primeiros socorros caso fossem necessitados em campanha.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Noiva de Angola Ornamentada Nos Anos de 1963.

A Noiva

Nunca existiu a oportunidade,durante a minha estadia como militar em terras de Angola assistir a casamentos de noivos deste Pais,e como alguém me foi deveras gentil em me oferecer estas fotos de jovens de Angola também não pretendia que estas mensagens ficassem no rol do esquecimento,ou que viessem a ganhar blor no fundo do meu baú...Esta a razão porque continuo fazendo algumas mensagens relacionadas com este povo que por muitos anos se encontrou sob o domínio da governação Portuguesa.Hoje ciente que os costumes destas pessoas se irão alterando,e modernizando conforte os tempos que correm.
Jovens bonitas que repovoavam estas terras maravilhosas de Angola e que muitas delas muito bem conheceram os Portugueses devido ao acontecimentos dos anos que este povo sofreu com a nossa presença em África.Naturalmente que nos dias de hoje seriamos vistos de uma maneira um pouco diferente.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lucunga Anos Sessenta

Lucunga Éra Aqui Mesmo...

Quantos militares por aqui permaneceram durante treze anos de guerra?...Disserto que ninguém me saberá dar uma resposta no concreto.Tanto sofrimento na nossa querida juventude,que quase ninguém atribui-o o justo valor dos maiores e gloriosos militares Portugueses que pisaram por ironia dos destino estas maravilhosa terra que é Angola...Não ficamos de mal com os Angolanos mas revoltados com a situação que nos empurrou para uma guerra que não se justificava...Consciente do que fiz de bem por Angola e pelo auxilio que dediquei em benefício dos mais desprotegidos,deste povo hoje ciente da minha memória,naturalmente que presentemente faria o mesmo sem qualquer arrependimento para ajudar este povo que continua com carências de bens essenciais de toda a ordem...Alimentação,assistência médica,habitação etc.etc.Não só fizemos a guerra como convivemos com pessoas de outros costumes,diferentes dos nossos,e aprendemos muito com pessoas humildes e de um simbolismo generoso.Era assim o povo de Angola...E muitos ex-militares poderão dizer o mesmo de mim...Quem permaneceu nestes lugares de terras de ninguém sabe os costumes de um povo humilde...Esta era uma das povoações no interior no norte de Angola...